Pensamento

" Não são os grandes planos que dão certos, são os pequenos detalhes" Stephen Kanitz

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Educação no Brasil como está? Vem de Shakira um bom exemplo.

Por: Marco Antonio Lopes Ferreira
Gramado 26.02.2011

Em uma das reportagens postada neste Blog, eu comentei sobre a educação e como temos perdido tempo, deixando de levar a sério algo que entendemos ser um dos pilares da estrutura de uma sociedade,  devendo buscar na prática dos bons conceitos, principalmente o da moral, o que foi esquecido neste país que tem tudo para ser uma potência mundial. 
Cultivar ou estabelecer os métodos para que venhamos atingir as programações que são traçadas, deveria ser ação criteriosa neste intento, com a certeza sempre com o pensamento de que nada fuja ao estabelecido, mas as coisas passam e as metas são esquecidas,  voltando tudo a estaca zero.
Muitas pessoas tem o sentimento de que determinados projetos só cabem aos órgãos públicos, é claro, os maiores responsáveis pela efetivação dos nossos sonhos como cidadãos, afinal são eles os maiores arrecadadores de impostos, e estão ali como representante do povo para que este povo tenha como retorno seu crescimento social. Quando analisamos as peripécias que o governo desenvolve no sentido de ter a certeza de que os impostos que vão ser arrecadados, com supercomputadores para a Receita Federal não deixar escapar nada, e mais uma série de mecanismos que se fôssemos enumerá-los uma pagina seria pouco, pensaríamos no melhor do social, porém de um outro lado os desvios e uma série de subterfúgios para beneficiar outros interessados passam a vista grossa, mas não existe uma posição séria com relação a educação que faz parte de toda uma estrutura de um país.
Algumas atividades desenvolvidas e colocado em prática tem colhido bons resultados, citaremos uma pessoa que muitos desconhecem esse trabalhos social,  porque a conhece somente pelas músicas, por suas danças e o sucesso que faz mundo afora, mas que ao receber uma matéria de uma amiga da Espanha que dá o nome para a matéria de " Olé ", passei a admira-la ainda mais, haja visto que isto deveria servir de exemplo para políticos, governantes e daí pra frente,  trata-se de shakira, que em 10 minutos de fala em Oxford Union na Inglaterra,  deu um bom exemplo do que deixamos de fazer, clara em sua fala, sem ler folhas e muito reta nos seus objetivos, estes que se efetivaram desde os seus 18 anos. Vocês poderão ver esse vídeo em anexo, ela fala em inglês, mas tem uma tradução em espanhol, vale a pena ver.
Algumas cidades que citei neste Blog, como Gramado onde mini bibliotecas públicas são colocadas nos pontos de ônibus, tudo no sentido de levar a cultura a população, são pequenos atos que começam a mudar a idéia do impossível no possível, e nos mostra que trabalhar para esse aprimoramento das pessoas, nos dá um lucro muito maior do que se vem buscando com aqueles que na realidade nada farão aos esperançosos do dia a dia.
Abaixo teremos algumas reportagem realizadas nos anos que se passaram e que poderão nos mostrar, por onde anda a nossa educação bem como algumas conseqüências que elas nos trazem, cada uma com o seu pesquisador, apreciem.
Me perdoem se em algum momento eu esqueço que esse Blog busca na advocacia e ambiental seu tema principal, mas, para que tenhamos Leis capazes de nos conduzir e um ambiente capaz de nos acolher é mais do que necessário termos educação.
 




Educação

Longe da excelência

Dados do Ministério da Educação indicam que o Brasil 
avançou em ritmo lento em sala de aula – e a qualidade
do ensino é ainda uma meta distante


Ronaldo França
Monalisa Lins/AE

Cenário de atraso
Os índices brasileiros de repetência se assemelham aos africanos


Um novo conjunto de dados sobre a educação brasileira traz à luz um fato incômodo: na última década, os avanços em sala de aula foram bem mais lentos do que o esperado – e o necessário. Os números, reunidos na versão preliminar de um relatório do Ministério da Educação (MEC), revelam que o Brasil deixou de atingir as metas mais básicas rumo à excelência acadêmica. Elas compõem o Plano Nacional de Educação, documento formulado dez anos atrás, durante o governo Fernando Henrique, que, pela primeira vez, definiu objetivos concretos para a educação pública do país, justamente até 2010. Fica bem claro ali que o Brasil patinou no enfrentamento de questões cruciais, tais como os elevadíssimos índices de repetência, indicador-mor da incompetência da própria escola. A meta para este ano era chegar a 10%, índice ainda alto – mas a repetência estacionou em 13%, como em alguns dos países africanos. Outro dado que ajuda a traduzir a ineficácia do ensino é a evasão escolar. Nesse caso, pasme-se, o Brasil até piorou. De 2006 a 2008, o porcentual de estudantes que abandonaram a sala de aula pulou de 10% para 11% – quando o objetivo era baixar a taxa, nesse mesmo período, para 9%. Alerta a especialista Maria Helena Guimarães: "Essas são questões que os países mais ricos já equacionaram, com eficácia, mais de um século atrás".
Ainda que a tendência geral seja de melhora do ensino, a persistência da má qualidade nas escolas brasileiras faz refletir sobre a necessidade de acelerar o passo. Sabe-se que as deficiências no nível básico repercutem, de forma decisiva, nos indicadores de acesso à universidade – um dado que merece atenção por sinalizar as chances de um país competir globalmente. O Brasil conta hoje com apenas 14% dos jovens em idade considerada ideal (entre 18 e 24 anos) na universidade. É um número mínimo na comparação até com países da América Latina, como o Chile, onde a taxa já está em 21% – e também frustrante diante da meta do presente plano de educação, que previa, a esta altura, pelo menos 30% dos jovens brasileiros no ensino superior. O atraso do país ainda se reflete no medidor do analfabetismo: a taxa é de 10%, quando deveria ter caído para 4%. Ao escancarar esse e outros nós, o atual documento do MEC tem o mérito de traçar um diagnóstico preciso, iluminar as várias lacunas e reforçar a ideia de que, com o acesso já garantido à sala de aula, é premente investir com mais vigor na tão almejada excelência acadêmica.
 

4,1 MI de crianças fora da escola

30/03/2010 - 8:00 - UOL
4,1 MI de crianças fora da escola
Mais de 4,1 milhões de crianças e jovens em idade escolar (de 4 a 17 anos) estão fora das salas de aula. A informação é da secretária da Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Maria do Pilar Lacerda, baseada na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Deste total, 3,5 milhões têm 4 ou 5 anos ou já são adolescentes com 15 a 17 anos. A inclusão destas duas faixas etárias no sistema de ensino passou a ser obrigatória somente a partir do ano passado, com a aprovação da Emenda Constitucional 59 – que também determinou o fim gradual da DRU (Desvinculação das Receitas da União). Os Estados e municípios têm prazo até 2016 para fazer a inclusão destes potenciais alunos no sistema de ensino.
De acordo com Pilar, outros 680 mil jovens, com 7 a 14 anos, também não frequentam as salas de aula. “Eles são 2% das crianças nessa faixa etária, que o governo faz busca ativa para incluir”, afirma. Esta faixa etária, no entanto, já deveria estar integralmente incluída nos colégios de todo o país.
A secretaria explica que estes 680 mil não matriculados são, em sua maioria, pessoas com deficiências, jovens do campo ou de populações ribeirinhas, com dificuldades de acesso à rede.

Novo levatamento de dados

Pilar afirma que um novo levantamento com os problemas na oferta de vagas em cada rede de ensino deverá ficar pronto até maio. Informações mais precisas são fundamentais porque, de acordo com ela, há muita diferença entre os municípios e Estados.
“A cidade de Pará de Minas tem 100% das crianças matriculadas em escolas de educação infantil, enquanto há estados ricos que não têm 50%”, disse.
A universalização do ensino é um dos temas em debate na Conae (Conferência Nacional de Educação), realizada em Brasília até a próxima quinta-feira (1º). Uma das metas da reunião é tirar as diretrizes para um sistema nacional de educação.


Leia mais: http://tudoglobal.com/blog/capa/38155/41-mi-de-criancas-fora-da-escola.html#ixzz1F6i61rH9




A repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade
A violência se manifesta por meio do abuso da força, da tirania, da opressão. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.
A violência, em seus mais variados contornos, é um fenômeno histórico na constituição da sociedade brasileira. Desde a escravidão, primeiro com os índios e depois, e especialmente, a mão de obra africana, a colonização mercantilista, o coronelismo, as oligarquias antes e depois da independência, tudo isso somado a um Estado caracterizado pelo autoritarismo burocrático, contribuiu enormemente para o aumento da violência que atravessa a história do Brasil.
Diversos fatores colaboram para aumentar a violência, tais como a urbanização acelerada, que traz um grande fluxo de pessoas para as áreas urbanas e assim contribui para um crescimento desordenado e desorganizado das cidades. Colaboram também para o aumento da violência as fortes aspirações de consumo, em parte frustradas pelas dificuldades de inserção no mercado de trabalho.
Por outro lado, o poder público, especialmente no Brasil, tem se mostrado incapaz de enfrentar essa calamidade social. Pior que tudo isso é constatar que a violência existe com a conivência de grupos das polícias, representantes do Legislativo de todos os níveis e, inclusive, de autoridades do poder Judiciário. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda.
As causas da violência são associadas, em parte, a problemas sociais como miséria, fome, desemprego. Mas nem todos os tipos de criminalidade derivam das condições econômicas. Além disso, um Estado ineficiente e sem programas de políticas públicas de segurança, contribui para aumentar a sensação de injustiça e impunidade, que é, talvez, a principal causa da violência.
A violência se apresenta nas mais diversas configurações e pode ser caracterizada como violência contra a mulher, a criança, o idoso, violência sexual, política, violência psicológica, física, verbal, dentre outras.
Em um Estado democrático, a repressão controlada e a polícia têm um papel crucial no controle da criminalidade. Porém, essa repressão controlada deve ser simultaneamente apoiada e vigiada pela sociedade civil.
Conforme sustenta o antropólogo e ex-Secretário Nacional de Segurança Pública , Luiz Eduardo Soares: "Temos de conceber, divulgar, defender e implantar uma política de segurança pública, sem prejuízo da preservação de nossos compromissos históricos com a defesa de políticas econômico-sociais. Os dois não são contraditórios" .
A solução para a questão da violência no Brasil envolve os mais diversos setores da sociedade, não só a segurança pública e um judiciário eficiente, mas também demanda com urgência, profundidade e extensão a melhoria do sistema educacional, saúde, habitacional, oportunidades de emprego, dentre outros fatores. Requer principalmente uma grande mudança nas políticas públicas e uma participação maior da sociedade nas discussões e soluções desse problema de abrangência nacional.
Orson Camargo
Colaborador Brasil Escola
Graduado em Sociologia e Política pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP
Mestre em Sociologia pela Universidade Estadual de Campinas - UNICAMP

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