Pensamento

" Não são os grandes planos que dão certos, são os pequenos detalhes" Stephen Kanitz

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

“AS SERRAS  E OS PARQUES DO RIO GRANDE DO SUL”


http://www.mapas-rs.com/mapa-rodoviario.htm


Algum tempo atrás, mostramos neste blog, alguns dos parques que encontramos na Região sul do Brasil, mas especificamente no Rio Grande do Sul. A busca pela oportunidade de sair do trânsito louco que encontramos nos grandes centros e uma vida que desgasta cada vez mais a saúde das pessoas, torna-se de bom, a busca de paisagens agradáveis que possam sedimentar em cada um de nós, a tranquilidade do tempo e a leveza da mente, associado claro, uma boa gastronomia. Isso tem mostrado que as pessoas buscam o que se tem de melhor, como forma de viver fora dos padrões que encontramos nos grandes centros do País.
Para algumas pessoas final de semana ou férias formulam o verbo viajar, com ele caminham juntos, paisagens, gastronomia, diversão e uma boa dose de aventura, e não é qualquer lugar que nos oferece isto, mas o crescimento desses locais vem sendo impulsionado de uma forma magnífica.
Na maioria das vezes, imaginamos que estes locais estão distantes dos centros, porém deparamos com lugares que agradáveis bem próximos de onde nos encontramos, e basta alguns minutos ou poucas horas para estejamos nos divertindo com o corpo e a mente.




Hoje temos um lugar próximo a Gramado que ao conversarmos com algumas pessoas se conheciam este parque ou se já tinham passado por lá, e surpreendi quando falaram que já tinham ouvido, mas nunca tinham ido ao parque. Quando falamos de natureza esperamos momentos agradáveis e sempre encontramos.
Há  quinze minutos do centro de Gramado ou Canela, você pode apreciar diversas cascatas, uma vegetação exuberante e o cheiro de natureza que muita das vezes não encontramos nos grandes centros. Hoje mostraremos um pouco do Ecoparque bom para caminhar, belas cachoeiras, boa gastronomia e que pode preencher um pouco o seu final de semana.



O parque é particular e cobra uma entrada de R$ 12,00 para visita-lo, porém se você quiser almoçar no restaurante que lá existe você fica livre dessa cobrança, o almoço livre sai na faixa de R$ 50,00 por pessoa, sem as bebidas, mas você tem diversas bebidas e sucos que podem saciá-lo. Encontramos trilhas para uma boa caminhada e um belo visual, algumas cascatas que acompanhadas de lago, e pode utilizar para banho, é claro que para isto o corajoso deve esperar o verão, afinal de contas estamos falando de serra e um local onde no inverno temos temperaturas abaixo de zero grau, mas vale o visual e a caminhada.



Situado no vale do Quilombo, fazendo parte do município de Canela-RS, pode lhe proporcionar momentos de reflexão, e apreciar essa natureza onde gradativamente o Brasil redescobre, hoje em um momento onde a pauta maior de todos nós é a sustentabilidade, o lixo que criamos e o legado que deixaremos para nossos filhos.

Conheçam e vejam algumas fotos que tiramos por lá.

Fotos Marlúcia V.S.Ferreira  07.08.2014
















































Alguns vídeos.

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Fiocruz: Mudanças na lei de agrotóxicos são inaceitáveis

publicado em 24 de fevereiro de 2014 às 17:57
Detalhe de cartaz da campanha contra os agrotóxicos
do blog da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida, sugestão de Maria Maeno
A Fiocruz convoca a sociedade brasileira a tomar conhecimento sobre [as] inaceitáveis mudanças na lei dos agrotóxicos e suas repercussões para a saúde e a vida.”
No último dia 20 de fevereiro, o Conselho Diretor da Fiocruz aprovou por unanimidade uma carta aberta à sociedade brasileira alertando para os riscos causados pelas recentes modificações na legislação que regula o uso de agrotóxicos no país. De acordo com a carta, o “processo em curso de desregulação sobre os agrotóxicos que atinge especialmente o setor saúde e ambiental no Brasil, está associado aos constantes ataques diretos do segmento do agronegócio às instituições e seus pesquisadores que atuam em cumprimento as suas atribuições de proteção à saúde e ao meio ambiente.”
A carta aponta ainda que estudos internacionais não deixam dúvidas sobre os danos causados pelos agrotóxicos, afetando sobretudo “trabalhadores e comunidades rurais que estão sistematicamente expostos a estes produtos, inclusive por meio de pulverizações aéreas de eficácia duvidosa”.
Através da carta, a Fiocruz ataca diretamente a lei que permite a importação de agrotóxicos sem consulta ao Ministério da Saúde e do Meio Ambiente, e solicita sua revogação imediata. A entidade também alerta para um projeto de lei que tem o mesmo o objetivo.
Finalmente, a instituição “se coloca à inteira disposição das autoridades do executivo, do legislativo, do judiciário, do Ministério Público e da sociedade civil para participar das discussões sobre o marco regulatório de agrotóxicos, na busca de alternativas sustentáveis, como a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica.”
Veja íntegra da carta:
Carta aberta da Fiocruz frente às atuais mudanças na regulação de agrotóxicos e perdas para saúde pública
A Fiocruz, por meio de posicionamento unânime do seu Conselho Deliberativo (CD), reunido no dia 20 de fevereiro de 2014, manifesta que a Legislação de Agrotóxicos no Brasil (Lei 7.802/89 e Decreto 4.074/2002) é uma conquista da sociedade brasileira dentro de um processo participativo-democrático e amparado pela Constituição da República de 1988. Nela, o Estado, com a participação da sociedade civil, tem o dever de avaliar e controlar o seu uso, por meio de mecanismos intersetoriais de órgãos da saúde, agricultura e meio ambiente. No caso da saúde, cabe à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) a execução destas atividades.
A crescente pressão dos conglomerados econômicos de produção de agroquímicos, para atender as demandas do mercado (agrotóxicos, fertilizantes / micronutrientes, domissanitários) e de commoditiesagrícolas, tem resultado numa tendência de supressão da função reguladora do Estado.
As legislações recentemente publicadas e os correspondentes projetos de lei em tramitação, ao flexibilizarem a função regulatória do estado, tendem a desproteger a população dos efeitos nocivos inerentes aos agrotóxicos, principalmente, e de maneira mais grave, àqueles segmentos sociais de maior vulnerabilidade: trabalhadores e moradores de áreas rurais, trabalhadores das campanhas de saúde pública e de empresas de desinsetização, populações indígenas, quilombolas e ribeirinhas.
A literatura científica internacional é inequívoca quanto aos riscos, perigos e danos provocados à saúde pelas exposições agudas e crônicas aos agrotóxicos, particularmente entre os trabalhadores e comunidades rurais que estão sistematicamente expostos a estes produtos, inclusive por meio de pulverizações aéreas de eficácia duvidosa.
A Fundação Oswaldo Cruz, enquanto uma das principais instituições de produção tecnológica, pesquisa, ensino técnico e pós-graduado em saúde do país, tem o compromisso de produzir conhecimento para a proteção, promoção e cuidado da saúde.
Na questão específica do tema agrotóxicos, em perspectiva interdisciplinar, a Fiocruz historicamente oferta cursos e desenvolve pesquisas voltadas para o aprimoramento da gestão pública; realiza diagnóstico de agravos de interesse da saúde pública; implementa programas inovadores de vigilância; desenvolve e a aplica metodologias de monitoramento e avaliação toxicológica, epidemiológica e social; e realiza a investigação de indicadores preditivos de danos e a comunicação científica.
Entre às atividades de serviços prestados, a Fiocruz integra o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e as ações de Vigilância a Saúde. Mantém sob sua coordenação o Sistema Nacional de Informação Toxico-Farmacológica (Sinitox) que disponibiliza desde 1985 informações sobre os agravos relacionados aos agrotóxicos com base nas notificações coletadas junto aos centros de informação e assistência toxicológica distribuídos no país. Participou diretamente das atividades de reavaliação e decisão sobre os agrotóxicos que provocam efeitos agudos e crônicos sobre a saúde humana conforme dados experimentais, clínicos e epidemiológicos obtidos em trabalhadores e em consumidores, onde são suspeitos de possuir efeitos carcinogênicos, teratogênicos, mutagênicos, neurotóxicos e de desregulação endócrina.
Na cooperação técnica destacam-se sua participação direta junto ao Sistema Único de Saúde, órgãos colegiados, agências internacionais (OMS/OPS/IARC/IPCS; OIT; FAO) e organizações multilateriais (Convenções de Estocolmo, da Basiléia, Roterdã) voltados aos processos de regulação de produtos e serviços de risco químico /agrotóxicos. Colabora com órgãos Legislativos, Ministério Público e Sociedade Civil Organizada em iniciativas que visam aprimorar a atuação no controle de agrotóxicos e fomento a produção limpa e segura.
Este processo em curso de desregulação sobre os agrotóxicos que atinge especialmente o setor saúde e ambiental no Brasil está associado aos constantes ataques diretos do segmento do agronegócio às instituições e seus pesquisadores que atuam em cumprimento as suas atribuições de proteção à saúde e ao meio ambiente. Frente a estes ataques a Fiocruz, o Instituto Nacional de Câncer e a Associação Brasileira de Saúde Coletiva já responderam repudiando-os mediante nota pública, reafirmando assim seu compromisso perante à sociedade de zelar pela prevenção da saúde e proteção da população.
Em suas relações com a sociedade, de acordo com preceitos éticos e do SUS, a Fiocruz participa de diversas iniciativas de esclarecimento e mobilização tais como o “Dossiê da Abrasco – Um alerta sobre os impactos dos agrotóxicos na Saúde” assim como da “Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e pela Vida”, do “Grito da Terra”; “Fóruns Nacional e Estaduais de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos” entre outros mecanismos e instrumentos que visam buscar alternativas ao uso de agrotóxicos.
Ante o exposto, a Fundação Oswaldo Cruz contesta a Lei que permite o registro temporário no País em casos de emergência fitossanitária ou zoossanitária sem avaliação prévia dos setores reguladores da saúde e do meio ambiente (Lei n° 12.873 /13 e o Decreto n° 8.133/13), pugnando por sua revogação imediata. A Fiocruz se coloca também contrária a outros Projetos de Lei que tenham o mesmo sentido, como o PL 209/2013 do Senado que pretende retirar definitivamente ou mesmo restringir a atuação das áreas de saúde e meio ambiente do processo de autorização para registro de agrotóxicos no Brasil.
Declara, ainda, que se coloca à inteira disposição das autoridades do executivo, do legislativo, do judiciário, do Ministério Público e da sociedade civil para participar das discussões sobre o marco regulatório de agrotóxicos, na busca de alternativas sustentáveis, como a Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. Frente a esse cenário a Fiocruz formalizou um Grupo Trabalho sobre agrotóxicos entre seus pesquisadores para tratar de forma sistemática o tema.
A Fiocruz convoca a sociedade brasileira a tomar conhecimento sobre essas inaceitáveis mudanças na lei dos agrotóxicos e suas repercussões para a saúde e a vida.

27/03/2014 15h56

Plástico “verde” é mentira! Saiba por que...

Não caia no golpe da indústria para conquistar consumidores ecológicos

Por Nosso Bem Estar

JACUS/ ISTOCKPHOTO/ NBE
Plastico verde mentira

Plástico produzido com cana é tão prejudicial ao planeta quanto o comum

A indústria do polietileno recentemente anunciou uma novidade supostamente “ecológica”: o plástico produzido a partir da cana-de-açúcar. O que pode parecer super vantajoso não passa de um golpe de marketing para tentar conquistar os consumidores que preferem produtos sustentáveis. Lançado com alarde e apoio governamental por um grande grupo do pólo petroquímico brasileiro, o produto é tão prejudicial à natureza quanto qualquer outra resina artificial.
A grande notícia anunciada foi a produção do plástico a partir de um recurso renovável: o álcool etílico. Acontece que o impacto ambiental não é causado pela matéria-prima, e sim pela molécula criada em laboratório, que não é gerada pelo processo natural da vida, mas artificialmente pelo ser humano. Portanto, não pode ser absorvida, degradada ou reaproveitada pela biosfera do planeta.
Outra mentira disseminada a respeito do falso “plástico verde” diz respeito à captura e fixação de gás carbônico. A informação divulgada é que, para cada tonelada deste polietileno produzido, cerca de 2,5 toneladas de CO2 são capturadas da atmosfera. Porém, a verdade é que este processo é realizado naturalmente pela cana-de-açúcar, assim como por qualquer outra planta, e não tem nada a ver com a produção do elemento químico que chegará à sua casa.
O polímero gerado neste caso possui as mesmas propriedades técnicas e de processabilidade das resinas fósseis. E o avanço da área de plantio tem como consequências o aumento no consumo de água, o uso de fertilizantes e de outros insumos. Além disso, utilização de zonas de cultivo para a produção de matérias-primas ocorre em detrimento de seu uso para a produção de alimentos.
O mais impressionante disso tudo é que esta estratégia conta com investimentos do governo nacional. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas de Triunfo (SINDIPOLO), dos cerca de R$ 450 milhões utilizados para a construção da planta industrial, 70% são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Dos 30% restantes, 40% é da Petrobras.
Especialista esclarece o assunto
Para eliminar qualquer dúvida sobre a manobra de marketing executada pela indústria que lançou o falso “plástico verde”, o Nosso Bem Estar entrevistou o engenheiro agrônomo Luiz Jacques Saldanha. Fique atento e não se deixe enganar!
Nosso Bem Estar: Qual seria a suposta vantagem da origem vegetal do plástico? 
Luiz Jacques Saldanha: Primeiro temos que entender que o que chamamos, normalmente, de ‘plástico’ é uma estrutura química, conhecida como polímero, que é completamente sintética. Ou seja, uma estrutura química que não é natural. Destaco: não foi criada pelo processo da vida e sim artificialmente pelo ser humano.   
NBE: E o que isso quer dizer, em relação à origem do plástico?
LJS: Quer dizer que a origem dos elementos que formam a reação química que gera a resina plástica, não interessa. Simplesmente porque não é a origem deles que é o problema, mas sim como, em laboratório, favorecemos que surja uma estrutura química artificial. A união, que manipulamos, de determinados elementos químicos como carbono, hidrogênio, oxigênio e outros, gera este polímero que forma determinada resina plástica. E aqui é fundamental termos definitivamente em mente a necessidade de compreendermos a questão dos plásticos.  
NBE: Como assim?
LJS: Porque não é a origem principalmente do elemento básico dos plásticos, o carbono, que causa poluição, mas sim a maneira como, artificialmente, nós viabilizamos que se forme no laboratório esta molécula que JAMAIS existiu na natureza! Assim o carbono vir de uma fonte ou outra, não importa, em princípio, em relação à questão da poluição e da destruição da vida que os plásticos têm causado em todos os ecossistemas onde acabam. 
NBE: E por que?
LJS: Simplesmente porque estas moléculas - não vivas, mortas, alienígenas - não são reconhecidas pela vida e por isso não as consegue digerir, metabolizar para transformá-las noutras moléculas que formarão outras moléculas, outros seres, outros organismos, outros produtos e assim sucessivamente como vem sendo desde o início de todos dos tempos! Por isso dizemos que o plástico duraria (porque ainda não sabemos!) 100, 200, 500 anos, que eles são bioacumulativos, persistentes etc. Então ser o carbono e os outros elementos que formam esta molécula, esta resina, de fontes de origem vegetal, renovável ou não, é totalmente irrelevante quanto à poluição que o produto final, ‘o plástico’, causa no ambiente externo e interno de todos os seres, incluindo os humanos.  
NBE: Mas quando e como surgiram estas moléculas tão mortíferas?
LJS: Historicamente, as poucas resinas como hoje são conhecidas nasceram mais como curiosidades laboratoriais ou por coincidência experimental, do que como um produto com uma finalidade determinada. Elas foram lentamente surgindo desde a metade do século XIX, tornando-se definitivas e de uso crescentemente e generalizado somente a partir da década de 50 do século XX quando se implantou no planeta esta visão de mundo, agora global, do consumismo, do descartável, do patenteamento e da concentração de produção e distribuição de produtos.
NBE: Por que? 
LJS: Muitas delas tinham dificuldades de ficarem estáveis, difíceis de se tornarem os polímeros que formavam a resina plástica. No entanto, um químico alemão, Ziegler, observou que se colocasse na reação química uma determinada substância, esta catalisava o processo e assim de impossível, tornava-se viável criar o tal polímero artificial em algo que dava até um produto. E foi assim que se conseguiu, no período que circunda a segunda guerra mundial, tornar estáveis estas reações químicas que logo viraram produtos das grandes corporações que já dominavam o mundo industrial nos países centrais.
NBE: E como isso se torna um problema global?
LJS: Em razão da dominação econômica destas grandes transnacionais, condições foram se criando para se substituir matérias primas naturais por estas patenteadas, com um só dono, que começaram a tomar o lugar de muitas fontes de materiais que vinham das antigas colônias europeias, grandes fornecedoras destas matérias primas que geravam seus produtos comerciais. Como a sociedade planetária das décadas de 50, 60 e 70 ainda não estava completamente globalizada como agora, os efeitos dos plásticos só apareciam de forma marginal. Entretanto a partir dos anos 80, 90 e em diante, com o processo político de consumo mundializado de dominação, produção e consumo de mesmos produtos, acaba tornando todo o planeta num grande lixão. Oceanos e mares estão com imensas ilhas, algumas maiores do que o tamanho dos Estados Unidos, totalmente de plásticos que, por não se metabolizarem, por serem artificiais, ficam nestes remansos. Para sempre?
NBE: É inútil então dizer que, em relação ao plástico comum, oriundo do petróleo, há o benefício de se utilizar um recurso renovável? 
LJS: Não! É totalmente útil ser dito isso!
NBE: Como assim?  
LJS: É a grande tragédia da manipulação, agora não mais só no laboratório, mas nas mentes das pessoas pelas possíveis reações que poderiam ter se soubessem disso tudo, como é no chamado primeiro mundo ou países centrais. Poderiam se mobilizar e NUNCA MAIS usarem, porque entenderam a loucura dessa gente, todos, mas efetivamente todos, os produtos que não são naturais e sim criados pela mente louca desta civilização atual. Principalmente porque somos cada um de nós, quando usamos estas moléculas além das que também fazem parte dos plásticos como plastificantes, que estamos feminizando todos os machos da Terra bem como masculinizando todas as fêmeas, inclusive seres humanos, desde sua fase mais embrionária quando ainda são fetos indefesos!
NBE: O que há por trás da informação divulgada de que o processo de produção contempla a captação e fixação de CO2? 
LJS: Realmente é a cana de açúcar, de onde se origina o etanol, o álcool, que se usa para tirar o carbono para se fazer a resina plástica, quem captura e fixa o gás carbônico, o CO2, COMO TODAS AS PLANTAS e JAMAIS o plástico, nem seu processo industrial! Se estivéssemos ligando esta história com o crime organizado diríamos que o dinheiro sujo que vem dai passaria pela célebre ‘lavagem de dinheiro’, mas aqui esta lavagem cerebral e este crime de tergiversar a informação, chamamos em inglês de ‘greenwashing’ ou ‘lavagem verde’.
NBE: Comparando com o plástico comum, qual o impacto ambiental relacionado à produção deste material? 
LJS: Primeiro, esta é uma resina plástica ‘’comum’. Como vimos antes, a origem da fonte de carbono tem uma influência muitíssimo restrita em relação à poluição no universo do plástico. E vale a ressalva de que o petróleo que hoje está sendo demonizado, por não ser renovável, como a essência do problema da destruição ambiental feita pelo plástico, também é de origem natural como a cana. E já nos demos conta da poluição que o plantio de cana, em monocultura, causa? Mas isso é outra história. 
NBE: Levando em conta a logística envolvida no processo de produção do plástico “verde”, para conduzir a matéria-prima até o Rio Grande do Sul e depois levar o produto final para as outras regiões do país, considerar este um material “ecológico” seria uma contradição? 
LJS: Acho que por tudo o que vimos, este tal plástico JAMAIS será verde! E é uma ofensa chamar qualquer coisa que se relaciona a plásticos de ‘ecológico’. Isso é tão grave para todos nós como qualquer outra manipulação perniciosa organizada. Nos últimos tempos tem se falado em outros dois pontos também muito discutíveis que são o tal plástico ‘biodegradável’ chamado de oxibiodegradável e o plástico que seria originário de reações químicas totalmente diferentes das que temos empregado e que seriam realmente biodegradáveis. Mas não é isso que estamos agora tratando, portanto fica no ar este questionamento.
NBE: Qual a sua opinião sobre a utilização de recursos públicos para apoiar esta iniciativa?
LJS: Olha, este é o outro lado da tragédia que envolve poder econômico imiscuído com poder político e expressão da democracia. Parafraseando o que vimos antes, o resto, sem pretensão, me parece que seria ‘politicalwashing’! Para não dizer, trágico! Acho que esse dinheirão deveria ser justamente aplicado em tudo o que está na contramão desta visão de mundo... ‘modestamente’, no que acredito ser uma ‘eco-cosmovisão’.
Fontes: Nosso Futuro Roubado - www.nossofuturoroubado.com.br, EcoAgência Solidária -www.ecoagencia.com.br, eCycle - www.ecycle.com.br