Pensamento

" Não são os grandes planos que dão certos, são os pequenos detalhes" Stephen Kanitz

quarta-feira, 15 de agosto de 2012


Você sabia que os peixes que você come estão se alimentando de plástico?

Débora Spitzcovsky - 03/08/2012 às 09:00


Cada pessoa consome, em média, 16,3 kg de alimentos vindos do mar todos os anos. Se você é do time dos adoradores de polvo, camarão e peixe, entre outros animais marinhos que já caíram no gosto dos amantes da culinária, saiba que você pode estar ingerindo plástico junto com essas comidas.

Duvida? O infográfico Oceans of Garbage: why people are eating their own trash, produzido pelo site MastersDegree.net*, apontou que a ciência já tem registros de, pelo menos, 260 espécies marinhas que estão se alimentando do plástico que os seres humanos andam jogando nos oceanos.
Isso porque as garrafas PETsacolinhasfraldas e embalagens de comida –entre tantos outros resíduos plásticos que descartamos no oceano ou mesmo na praia, como se fossem se desintegrar entre uma onda e outra – vão parar em alto-mar e se decompõem em pequenos pedaços, que são confundidos pelos animais marinhos com plânctons. Os bichos, então, comem o nosso lixo plástico que, por ironia do destino, está voltando para o nosso estômago.
E mais: o infográfico revelou que até mesmo os animais marinhos que não comem o plástico podem acabar ingerindo o material por tabela. Isso porque esses bichos podem se alimentar de outros seres vivos que engoliram o plástico. É o caso dos pequenos peixes-lanterna, por exemplo: estudo que avaliou centenas de exemplares da espécie encontrou cerca de 83 fragmentos plásticos no estômago de cada um desses peixes, que são um dos alimentos preferidos dos atuns e dourados – que, por sua vez, são presenças constantes no nosso prato. Sentiu o drama?
Confira o infográfico Oceans of Garbage: why people are eating their own trash, em inglês. 
Foto: Reprodução/Oceans of Garbage
Fonte: Planeta Sustentável Abril

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

"Se os órgãos responsáveis por fiscalizar e penalizar esse tipo de atitude fossem mais eficazes, talvez os índices de derrubar o sinal seriam menores, fala-se muito mas pouco se faz, e dentro deste contexto a empresa ainda continua faturando bastante simplesmente na faixa de R$ 4,3 milhões"

07/08/2012-06h00

TIM derruba sinal de propósito, diz Anatel

ESTELITA HASS CARAZZAI
DE CURITIBA

Atualizado às 19h38.
Relatório da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) acusa a TIM de interromper de propósito chamadas feitas no plano Infinity, no qual o usuário é cobrado por ligação, e não por tempo.
A agência monitorou todas as ligações no período, em todo o Brasil, e comparou as quedas das ligações de usuários Infinity e "não Infinity".
Anatel quer obrigar operadoras a melhorar sinal de celular em estradas
Anatel promete ampliar fiscalização sobre banda larga fixa e móvel
Vice-presidente da TIM descarta derrubada intencional de ligações
A conclusão foi que a TIM "continua 'derrubando' de forma proposital as chamadas de usuários do plano Infinity". O documento apontou índice de queda de ligações quatro vezes superior ao dos demais usuários no plano Infinity -que entrou em vigor em março de 2009 e atraiu milhares de clientes.
O relatório, feito entre março e maio, foi entregue ao Ministério Público do Paraná.
"Sob os pontos de vista técnico e lógico, não existe explicação para a assimetria da taxa de crescimento de desligamentos [quedas de ligações] entre duas modalidades de planos", diz o relatório.
O documento ainda faz um cálculo de quanto os usuários gastaram com as quedas de ligações em um dia: no dia 8 de março deste ano, afirma o relatório, a operadora "derrubou" 8,1 milhões de ligações, o que gerou faturamento extra de R$ 4,3 milhões.
Durante as investigações, a TIM relatou ao Ministério Público que a instabilidade de sinal era "pontual" e "momentânea".
A operadora citou dados fornecidos à Anatel para mostrar que houve redução, e não aumento, das quedas de chamadas -as informações, no entanto, foram contestadas no relatório da agência.
A Anatel afirma que a TIM adulterou a base de cálculos e excluiu do universo de ligações milhares de usuários com problemas, para informar à agência reguladora que seus indicadores estavam dentro do exigido.
A agência afirma, por exemplo, que a operadora considerou completadas ligações que não conseguiram linha e cujos usuários, depois, receberam mensagem de texto informando que o celular discado já estava disponível.
NOVA PROIBIÇÃO
Com base nos dados, o Ministério Público do Paraná pede a proibição de vendas de novos chips pela TIM no Estado, o ressarcimento de consumidores do plano Infinity no Paraná por gastos indevidos e o pagamento, pela empresa, de indenização por dano moral coletivo.
A TIM já havia sido suspensa no Estado no final de julho, quando a Anatel proibiu as vendas de novos planos das operadoras com maior índice de reclamação em cada Estado. Além do Paraná, onde o índice era de 26,1 reclamações a cada 100 mil clientes, a operadora obteve o pior resultado em 18 unidades federativas.
Editoria de arte/Folhapress

OUTRO LADO
A TIM afirmou que não foi notificada sobre a ação proposta pela Promotoria do Paraná, mas que "trabalha constantemente para melhoria e ampliação da rede".
A operadora informou que a rede do Paraná está sendo ampliada e modernizada, com a troca dos sistemas 2G e 3G até setembro de 2012, o que aumentaria a capacidade de rede em 60%.
A operadora questionou o fato de ser a única investigada, "embora os usuários de outras operadoras também estejam insatisfeitos".

Fonte: Folha de São Paulo

terça-feira, 31 de julho de 2012

O que a natureza não faz o homem constroi.

Parque em construção no RS promete charme europeu e neve o ano todo Snowland de Gramado será 1º espaço de neve indoor da América Latina.

Estrutura poderá receber até 5 mil visitantes por dia a partir de 2013.
Roberta LemesDo G1 RS

Parque temático terá pista para esportes no gelo e espaço gastronômico (Foto: Divulgação/Snowland)


Para o próximo ano em Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul, a previsão não deixa dúvidas: haverá neve. Não se trata de uma informação privilegiada das centrais meteorológicas para o famoso inverno gaúcho, mas da criação de um parque de neve indoor, o Snowland. O projeto cria um mundo de fantasia com charme europeu e estrutura preparada para receber até 5 mil visitantes por dia. O empreendimento deve gerar empregos e atrair ainda mais turistas para a região a partir de novembro de 2013.
Imagine chegar a um vilarejo do Velho Continente, no sopé de uma montanha nevada, com temperaturas abaixo de zero e uma série opções de entretenimento, compras e gastronomia. Pois este é o cenário prometido pelo empresário André Caliari, que há cinco anos, junto do irmão Anderson, teve a ideia de criar um parque temático na cidade serrana, onde nasceu e mora até hoje. "Queríamos construir algo que fosse inovador, mas não apenas uma 'onda', uma moda passageira", conta ele, que é dono de outros estabelecimentos na região.
Dessa maneira, ficou decidido que um espaço para turismo na neve seria o ideal. A partir de então, deram início a uma rota de pesquisa e visitas a estações de esqui, sempre em busca de inspiração. De Bariloche, na Argentina, a Sölden, na Áustria, todas as viagens contribuíram de alguma forma para que o projeto em Gramado fosse o mais completo possível, segundo André. "Nossa ideia é que a pessoa, ao entrar no parque, seja transportada para um mundo encantado, em que seja possível abstrair a realidade. Pensamos em um lugar onde os visitantes passem por uma experiência única e inesperada."

Ideia é que o visitante se sinta em um vilarejo com temperaturas baixíssimas (Foto: Divulgação/Snowland)


Para tanto, o Snowland terá 48 mil m² (14,8 mil m² de área coberta e 7,3 mil m² de área com neve) e tecnologia importada para produzir a neve. Na parte "montanhosa" da estrutura, serão praticados esqui, snowboarding, airboarding e outros esportes radicais. Haverá instrutores e roupas especiais para enfrentar as baixas temperaturas de forma segura. Estão previstas ainda áreas com pista de patinação no gelo, tobogãs, jogos de bolinhas de neve e área para caminhadas de exploração.
A gastronomia foi pensada como parte fundamental no contexto. Para a vivência ser completa, na praça de alimentação para 1 mil pessoas, com dois restaurantes e um bar, serão servidos pratos típicos de países costumeiramente conhecidos pelo turismo do frio, como o Chile e a Suíça. Tudo servido em um espaço de 120 metros com vista privilegiada para a área com neve. Para os que preferem ir às compras, um complexo de lojas variadas estará à disposição.

Complexo de lojas (Foto: Divulgação/Snowland)


O parque está sendo construído desde janeiro em uma área próxima à ERS-235, na chamada Linha Carazal, que liga Gramado a Nova Petrópolis. "Escolhemos essa localização porque lá o homem já foi introduzido, ou seja, o impacto na natureza será minimizado", explica André, ressaltando que a previsão é de que as portas sejam abertas até novembro de 2013.
A iniciativa deve ter reflexo na economia de toda a região. A obra, avaliada em R$ 60 milhões e construída com a participação de outros sete empreendedores gaúchos, vai gerar 150 empregos diretos e cerca de 600 indiretos. Além disso, a expectativa é de que possa contribuir no tempo de permanência do turista. Como o parque não tem hotel, os visitantes invariavelmente usarão a infraestrutura do entorno. "O Snowland é nosso projeto da vida e o principal objetivo é de que ao sair de lá o turista esteja tão positivamente impactado que queira imediatamente voltar", diz André.













quinta-feira, 26 de julho de 2012


Pardais em ação26/07/2012 | 05h04

Novos controladores de velocidade começam a funcionar em rodovias federais gaúchas

Já estão em funcionamento em seis estradas os primeiros 42 controladores eletrônicos de um lote de 126 equipamentos previstos para o Estado


Agora é para valer. Se tudo correr conforme o previsto, a partir do dia 30 de julho os motoristas que ultrapassaram a velocidade máxima nas rodovias federais do Rio Grande do Sul começarão a receber notificações de multa.


É que entraram em cena no começo do mês os primeiros 42 controladores eletrônicos — pardais e lombadas — de um lote de 126 previstos para funcionar até o final do ano nas BRs que cortam o território gaúcho. É o maior lote de aparelhos de aferição de velocidade a ser implantado no Estado, seja em estradas federais ou estaduais.


Do total previsto, 42 pardais (radares fixos) e lombadas (barreiras eletrônicas) foram aferidos pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e já autuam motoristas desde os primeiros dias de julho.


As notificações de multa ainda não foram enviadas aos infratores, pois o envio depende de convênio entre o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e os Correios, para ajuste final de transmissão de dados. A previsão é que isso aconteça a partir do dia 30.


— De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, as notificações de infrações devem ser emitidas e enviadas ao condutor em um prazo de 30 dias. Ou seja, desde o dia 30 de junho, motoristas que passaram pelos pardais com velocidade acima da permitida já poderão receber as infrações pelo Correio. Mas eles têm de ser notificados até 30 de julho, senão a multa prescreve — pondera a engenheira Paula Ariotti, analista de Infraestrutura de Transportes do Dnit no Rio Grande do Sul.


Os equipamentos estão sendo instalados desde abril de 2011. A vencedora da licitação foi a Kopp Tecnologia, que realizou um estudo dos locais mais propensos a acidentes. O levantamento foi submetido ao Dnit e à Polícia Rodoviária Federal (PRF), embasando a decisão sobre onde a aparelhagem iria funcionar. A demora aconteceu porque, após a instalação, os aparelhos têm de ser conectados à fiação elétrica e aferidos pelo Inmetro.


Antes, existiam poucos pardais em rodovias federais gaúchas. Agora, já foram instalados e aferidos equipamentos em seis rodovias. Está em fase de elaboração e análise a instalação de outros equipamentos nas BRs-101 (Osório-Torres),116 (Caxias do Sul-Vacaria),153 (Cachoeira do Sul-Bagé),158 (Santa Maria-Cruz Alta), 285 (Carazinho-Cruz Alta), 290 (Porto Alegre-Uruguaiana), 293 (Pelotas-Quaraí) e 472 (São Borja-Uruguaiana).


Apesar da natural aversão dos motoristas à fiscalização, a iniciativa conta com amplo apoio entre especialistas em trânsito, a começar pelos policiais e outras autoridades encarregadas de aplicar a lei. Mas não só entre eles. É defendido inclusive entre os que costumam atuar na defesa de pessoas multadas.


O advogado e ex-juiz Nei Pires Mitidiero, que atua em um escritório especializado em contestar multas de trânsito, considera que os controladores de velocidade são bem-vindos e não representam rigor demasiado. Desde que corretamente colocados, ressalva.


— Nas estradas, é obrigatória placa de aviso sobre a presença dos aparelhos. Será que isso será feito? É o que temos de fiscalizar — pondera.


Recentes normas mantêm a obrigatoriedade de aviso da presença de controladores no trecho, embora o alerta não seja necessário no ponto exato. O também advogado especialista em trânsito André Moura volta a atenção para outro aspecto dos controladores de tráfego: as licitações.


— Minha preocupação maior é com a lisura das licitações e também com a efetiva punição dos infratores. Nada tenho contra o aparelho, que veio para melhorar a segurança do trânsito — conclui.


Vias estaduais sem pardaisAs estradas estaduais vão completar, no fim deste mês, 500 dias sem fiscalização por pardais. A inoperância é fruto do escândalo que colocou sob suspeita licitações desses equipamentos eletrônicos no Rio Grande do Sul. O Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer) promete para breve reativar os pardais, mas ainda não arrisca dar uma data.


Os pardais estão desligados desde março de 2011, em decorrência do fim de contratos com prestadores de serviço — e também de uma reportagem exibida no Fantástico, da TV Globo, mostrando suposta fraude na relação entre prefeituras e fabricantes dos controladores.


A Procuradoria-geral do Estado (PGE) e a Controladoria e Auditoria-geral do Estado (Cage), órgãos de fiscalização, exigem precauções e elaboram um novo modelo de licitação para os aparelhos.


Os controladores colocados nas rodovias estaduais multavam 345 motoristas por dia. Isso significa que cerca de 172,5 mil multas deixaram de ser aplicadas. O número de acidentes nas rodovias outrora fiscalizadas cresceu. O diretor de Operação Rodoviária do Daer, Cleber Domingues, acha que o fenômeno acompanha o crescimento da frota de automóveis no RS, cerca de 6% ao ano.


A redução em multas só não é tão expressiva porque a polícia rodoviária vem multando com o uso de radar móvel. Nesse tipo de equipamento, portátil, houve um incremento de 6% nas autuações. Domingues diz que a nova licitação deve sair em breve.


— Pretendemos disponibilizar 70 pardais em 18 rodovias no Estado, monitorando cem faixas de tráfego ao longo de 28 municípios. Será a maior licitação do gênero, já que, na última, foram 60 pardais — anuncia.


Uma das empresas colocadas sob suspeita pelo programa foi investigada e, ao final do inquérito, seus responsáveis não foram indiciados. A grande divergência agora dos auditores em relação à licitação pretendida pelo Daer nem é em relação à possibilidade de fraude, mas quanto ao tipo de reajuste inflacionário que será adotado.


A licitação deve ser internacional e pode abranger até 30 empresas brasileiras, inclusive as investigadas pelas supostas irregularidades. Mesmo com a interrupção dos pardais, Domingues garante que as rodovias seguem fiscalizadas:


— Temos 60 equipamentos portáteis distribuídos ao longo das rodovias.
Locais onde estão os novos pardais e lombadas
BR-285 — Bozano
BR-158 — Itaara
BR-392 — São Sepé, Caçapava do Sul e Santana da Boa Vista
BR-386 — Nova Santa Rita
BR-287 — Santa Maria
BR-471 — Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Chuí

terça-feira, 24 de julho de 2012


DECISÃO
Dano moral por inscrição indevida no SPC prescreve em dez anos
O prazo prescricional para ajuizamento de ação indenizatória por cadastro irregular no SPC (Serviço de Proteção ao Crédito) tem início quando o consumidor toma ciência do registro. Como esse tipo de caso não se ajusta a nenhum dos prazos específicos do Código Civil, a prescrição ocorre em dez anos, quando o dano decorre de relação contratual. Essa decisão da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) diz respeito a um cliente do Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) que, mesmo tendo pago todas as prestações de um empréstimo com o banco, teve seu nome incluído no cadastro de inadimplentes.

O cliente conta que contraiu, em setembro de 2003, empréstimo para quitar dívida com o próprio banco e que tinha as prestações em dia, porém, dois meses depois teve seu nome inscrito no SPC. Sem ter sido comunicado do registro no cadastro desabonador, só tomou conhecimento após três anos, quando tentou financiar um automóvel em outra empresa. Em dezembro de 2006, ajuizou ação de reparação de dano moral, que o juízo de primeiro grau julgou improcedente – afastando, entretanto, a prescrição alegada pelo Banrisul.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul deu provimento à apelação e, inconformado, o banco recorreu ao STJ argumentando que o prazo prescricional para o início da ação de reparação civil é de três anos (artigo 206, parágrafo terceiro, inciso V, do Código Civil) e deve ser contado a partir da violação do direito, isto é, da data de inscrição no cadastro de inadimplentes.

O ministro Luis Felipe Salomão, relator do caso, afirmou que, no processo de novação (conversão de uma dívida em outra para extinguir a primeira), o banco negligentemente deixou de observar os deveres – inerentes à boa-fé objetiva – de proteção e lealdade para com o cliente. A violação desses deveres, chamados de deveres anexos do contrato, implica responsabilidade civil contratual. No caso, o Banrisul não observou os deveres anexos e incluiu o nome do cliente no SPC por inadimplemento de débito extinto por contrato entre as partes.

O prazo prescricional de três anos, invocado pelo banco, é relativo à indenização por responsabilidade civil extracontratual – e não se aplica, de acordo com a jurisprudência do STJ, quando a pretensão de reparação deriva do não cumprimento de obrigações e deveres contratuais. Como o caso em questão não se aplica a nenhum dos prazos prescricionais descritos no Código Civil, incide a prescrição de dez anos, indicada quando a lei não fixa prazo menor. Além disso, o ministro concordou com a aplicação do princípio da actio nata (prazo prescricional para ajuizamento de ação indenizatória é a data em que o consumidor toma ciência do dano e de seus efeitos) pelas instâncias anteriores. 

Cancelas da discórdia24/07/2012 | 12h59

Tarso classifica atuais contratos de pedágio como "mamata" e assina notificação para o fim das concessões

Governador frisou que, no seu entendimento, processo está transcorrendo dentro da legalidade


Tarso classifica atuais contratos de pedágio como "mamata" e assina notificação para o fim das concessões Caco Argemi/Palácio Piratini/Divulgação
Governador assinou termos de notificação para encerrar as concessõesFoto: Caco Argemi / Palácio Piratini/Divulgação
Em uma cerimônia simples, mas repleta de recados políticos, o governador Tarso Genro assinou a notificação extrajudicial que ratifica a decisão do Piratini de não prorrogar os atuais contratos do programa gaúcho de concessões rodoviárias.
Durante a solenidade, não faltaram ataques às concessionárias e ao governo Antônio Britto, responsável por ter assinado os contratos em 1998. As alegações majoritárias são de que as concessões se mostraram lesivas ao interesse da população ao prever tarifas altas e investimentos parcos.
— As empresas fizeram bem em pegar esse serviço. Quem não gostaria de pegar aquela mamata? — questionou Tarso, em tom de deboche.
Também foi confirmado o entendimento de que o término dos contratos das sete concessionárias que hoje exploram praças no Estado se dará no primeiro semestre de 2013. Antes, a previsão é de que o encerramento ocorreria somente no segundo semestre do próximo ano.
O governador criticou a "dramaticidade promovida pelos meios de comunicação" diante do tema dos pedágios. Ele afirmou que as decisões foram tomadas com segurança jurídica e garantiu não temer a guerra judicial que se avizinha com as concessionárias. O presidente da Associação Gaúcha de Concessionárias de Rodovias (AGCR), Egon Schunck Júnior, alega que a antecipação do término dos contratos é ilegal. Ele entende que a referência é ordem de início dos serviços, o que levaria a extinção dos contratos no segundo semestre. O governo, no entanto, se baseou na assinatura dos contratos e na ordem de início de obras, fator que antecipou o prazo de permanência das empresas nas praças.
— Tudo está sendo feito dentro da legalidade. Vamos discutir quando for oportuno para ver se há alguma resíduo de pagamento. Eu acredito que não tem nada — disse Tarso, referindo-se ao suposto passivo cobrado pelas concessionárias, baseado principalmente por reajustes de tarifas não concedidos, questão que também irá parar na Justiça.
Entre março e junho de 2013, as sete concessionárias que hoje controlam os polos deixarão de ter essa prerrogativa. No lugar delas, assumirá a Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que ainda precisa ter diretoria constituída, além do cumprimento de outras etapas, como a contratação de servidores pelo regime CLT, a instalação física da entidade e a sua composição estatutária. Tarso desautorizou o diretor de Operações Rodoviárias do Daer, Cleber Domingues, que afirmou que a antecipação do término das concessões estrangula o prazo de estruturação da EGR, que poderá não estar pronta para assumir as praças de pedágio em março de 2013.
— Esse servidor não tem autorização para falar sobre a questão. A EGR vai estar pronta para assumir — garantiu.
Tarso ainda negou que a consultoria Dynatest-SD, que será responsável por estudos acerca dos pedágios, não foi contratada até o momento, quase dois meses após ter vencido licitação, porque a Fazenda não empenhou os R$ 7,4 milhões cobrados pelo serviço.
— O contrato com a consultoria será assinado nos próximos dias — assegurou, que reafirmou os compromissos de extinguir a praça de pedágio de Farroupilha e de reduzir tarifas, hoje fixadas em R$ 6,70.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Beto Albuquerque, foi outro a assegurar que a EGR estará apta para assumir o comando das praças, com a instalação de pedágios comunitários, até março de 2013. Ele disse que os investimentos iniciais da empresa em duplicação de estradas poderão ser feitos com empréstimos obtidos pela EGR junto ao BNDES. Ele citou os polos de Santa Cruz e de Gramado como os mais carentes de obras, assim como a ERS-040.
Beto acredita que a tarifa poderá ser reduzida em até 30%, baixando a taxa para cerca de R$ 4,70, valor acima das expectativas iniciais do governo, que chegou a falar em R$ 4,00. Beto assegurou que a consultoria será contratada em tempo de estudar itens como o valor ideal da tarifa.
— Falta apenas um detalhe do empenho. Poderemos assinar o contrato até o final dessa semana — afirmou.
No entanto, o Piratini já admite que a consultoria não poderá contar com de oito meses, previsto no edital de licitação, para encerrar os estudos. Devido à proximidade com o término dos contratos, o cronograma precisará ser revisto, com previsão de conclusão acelerada. Por enquanto, o governo mantém a convicção de que poderá assumir as 11 praças de pedágio em março sem correr o risco de levantar as cancelas por conta de eventuais atrasos na estruturação da EGR.
No caso das 16 praças de pedágio que são integrados por estradas federais, o Ministério dos Transportes já anunciou a decisão de erguer as cancelas e de fazer a manutenção das estradas por meio de investimentos do DNIT.
Beto disse que, nas semanas subsequentes, a EGR abrirá editais de licitação para contratar as empresas que prestarão serviços nas futuras praças de pedágio comunitário. Entre as necessidades, estão empreiteiras que farão a manutenção e obras de ampliação das estradas e empresas que fornecerão funcionários para a cobrança de tarifas nas cancelas, por exemplo.
Em tom irônico, Tarso afirmou que as atuais concessionárias que exploram as praças podem se credenciar nos processos da EGR para ganhar as licitações de manutenção e alargamento das pistas. O governador disse que as concessionárias, assim, poderão "continuar trabalhando".
O calendário de encerramento das concessões antecipado para o primeiro semestre de 2013, baseado na data de assinatura dos contratos e de ordem de início de obras, conforme o entendimento jurídico da PGE.

sexta-feira, 6 de julho de 2012


Edição do dia 05/07/2012
06/07/2012 01h45 - Atualizado em 06/07/2012 01h45

Lixo orgânico é transformado em negócio lucrativo no Brasil

A destinação inteligente do lixo úmido já é realidade em várias empresas do Brasil. Uma delas consegue faturamento médio de R$ 100 mil por mês.

André TrigueiroRio de Janeiro - RJ


Lixo é um negócio lucrativo, e muito positivo para o meio ambiente, desde que tratado corretamente. O que se joga fora de comida por ano no Brasil daria para alimentar 30 milhões de pessoas. É a população do Iraque.
Cada um de nós gera em média um quilo de lixo por dia e mais da metade disso é matéria orgânica. São 22 milhões de toneladas de alimentos que para na lixeira. Resíduos que se transformam em uma bomba-relógio ambiental na maioria das cidades brasileiras.


Abandonados a céu aberto, os resíduos orgânicos vão parar nos lixões, viram chorume, que contamina as águas subterrâneas. Gás metano, que agrava o efeito estufa. Atraem ratos, moscas e baratas, que transmitem doenças.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Coca-cola vendida no Brasil teria maiores taxas de corante cancerígeno


Valor encontrado ainda está abaixo do limite estabelecido pela Anvisa.
Substância é usada no corante caramelo, usado na bebida.

Do G1, em São Paulo
Um estudo divulgado nos Estados Unidos pelo Centro de Ciência de Interesse Público (CSPI, na sigla em inglês), nesta terça-feira (26), mostra que as latas do refrigerante Coca-cola vendidas no Brasil têm a mais alta concentração da substância 4-metil imidazol (4-MI), que, em altas quantidades, poderia levar ao câncer.
PaísQuantidade de 4-MI por 355 ml de refrigerante
Brasil267 mg
Quênia177 mg
Canadá160 mg
Emirados Árabes Unidos155 mg
México147 mg
Reino Unido145 mg
Estados Unidos (Washington)144 mg
Japão72 mg
China56 mg
 As latinhas analisadas no país apresentaram 267 mg de 4-MI por 355 ml de refrigerante. A substância é usada na fabricação do corante caramelo. Pelas normas brasileiras, estabelecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), seu uso é permitido, “desde que o teor de 4-metil imidazol não exceda no mesmo a 200mg/kg (duzentos miligramas por quilo)”.
O valor encontrado nas latinhas brasileiras está abaixo do limite da Anvisa, mas é o mais alto entre os países analisados. O Quênia fica em segundo lugar, com 177 mg de 4-MI por 355 ml, seguido por Canadá (160 mg), Emirados Árabes Unidos (155 mg), México (147 mg), Reino Unido (145 mg), Estados Unidos (Washington - 144 mg), Japão (72 mg) e China (56 mg).
A pesquisa foi feita pelo mesmo instituto de pesquisas que, em março fez o mesmo alertapara a substância em latinhas de refrigerante encontradas na Califórnia. Depois disso, a Coca-cola alterou sua fórmula e a taxa de 4-Mi local caiu para 4 mg por 355 ml.
De acordo com a Coca-Cola, a quantidade da substância 4-MI presente no corante caramelo utilizado dos produtos é "absolutamente segura". A empresa afirma que "os índices do ingrediente apontados em amostra brasileira de Coca-Cola pela recente pesquisa do CSPI (Center for Science in the Public Interest) estão dentro dos padrões aprovados pela Anvisa".


A companhia informou que não vai alterar sua fórmula mundialmente conhecida. "Mudanças no processo de fabricação de qualquer um dos ingredientes, como o corante caramelo, não tem potencial para modificar a cor ou o sabor da bebida. Ao longo dos anos já implementamos outras mudanças no processo de fabricação de ingredientes, no entanto, sem alterar nossa fórmula secreta", informou a empresa, via nota.


Ainda segundo a Coca-Cola Brasil, seus produtos são fabricados dentro das normas de segurança e a empresa continuará a seguir orientações de "evidências científicas sólidas".


Entenda o caso
Em março, o toxicologista Anthony Wong, diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (Ceatox), explicou ao G1 que a substância se mostrou tóxica para ratos e camundongos na concentração de 360 mg/kg, que é pouco menos que o dobro do limite legal no Brasil.
O especialista explicou que o órgão mais exposto ao câncer nesses animais foi o pulmão. O fígado também ficou sujeito a diversas alterações, incluindo câncer. Além disso, foram registradas mudanças neurológicas, como convulsões e excitabilidade
.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Lâmpadas de água com Pet de 2L

Basta que queiramos e as invenções aparecem, algumas muito simples podem melhorar a vida das pessoas diminuindo a poluição, economizando energia e trazendo benefícios muito importantes. Nas reportagens abaixo, duas importantes soluções para que possamos atingir esses caminhos, o Brasil com toda energia solar que possui, pode minimizar a carência de iluminação em lugares que não possuam redes elétricas e para famílias carentes diminuindo em até 30 % o custo da energia elétrica, esta matéria está na segunda reportagem, e na primeira reportagem feita pela Ana Maria Braga no programa Mais Você, mostra como podemos ter uma frota de ônibus ecologicamente perfeitos desenvolvidos no Brasil pela Coppe, utilizando Hidrogênio e eletricidade. Com relação as Lâmpadas de água a reportagem foi feita pela CNN.

Abraçando a causa ambiental, Ana Maria Braga iniciou o Mais Você desta quarta, 20 de junho, em um ônibus híbrido, que é silencioso e não emite nenhum poluente. Para dar o troco no Louro José, que ficou de gracinha por dois dias rodeado de belas mulheres, a apresentadora apareceu com 20 homens e deixou o papagaio com a pulga atrás da orelha. Ana conversou com Paulo Miranda, professor da UFRJ e idealizador do projeto. Ele ficou lisonjeado pela presença da apresentadora no ônibus. “A perspectiva é que no futuro nós passemos a utilizar mais o hidrogênio como fonte energética”, idealizou ele. O motorista também fez questão de opinar sobre o veículo, dizendo que ele é muito confortável. O veículo disponibiliza tomadas para os passageiros carregarem seus aparelhos eletrônicos e também possui internet gratuita. Ele está sendo exibido na Rio+20. Os ônibus hibridos: Existem 3 tipos: Híbrido diesel-elétrico: usa diesel e eletricidade Híbrido hidrogênio-elétrico usa hidrogênio e a eletricidade Híbrido de etanol: usa etanol e eletricidade Custo: O modelo desenvolvido no Rio de Janeiro custa metade do modelo feito na Suíça e gasta 5 vezes menos combustível. Custa menos porque as peças foram elaboradas na UFRJ. Outro dado: um ônibus a diesel convencional com carroceria semelhante custa em torno de R$ 500 mil. Autonomia: semelhante aos dos ônibus convencionais urbanos, que rodam 300 km com um tanque. Mas podem chegar a 500km dependendo da utilização, força quantidades de partidas, frenagem, etc. Abastecimento: é semelhante ao de um carro a gás. Vida útil: a mesma de um ônibus convencional. Siga o @MaisVoce_Globo


 



A reinvenção da lâmpada! Assim é considerada a descoberta do mineiro Alfredo Moser, que utilizou garrafas pet e água para a fabricação de uma iluminação alternativa. Ana Maria mostrou como esta alternativa pode economizar até 30% da energia no Mais Você desta segunda, 20 de junho. 


Em uma casa, a apresentadora testou o experimento e conferiu que ele realmente funciona. “A luz fica até mais bonita do que a iluminação feita pela lâmpada comum”, comparou ela. A apresentadora ainda citou que a ideia de Alfredo já está sendo utilizada em países da África e da Ásia. 


É importante salientar que algumas empresas de energia tem aplicado este invento para famílias de baixa renda como mostra o vídeo  abaixo, no caso específico a Ampla. 
Podemos observar que alternativas para um mundo sustentável existem e algumas de formas muito simples basta que queiramos e que aqueles que tem como responsabilidade de colocar a disposição da população se empenhem. Dê uma olhada na reportagem, é muito interessante.





quarta-feira, 6 de junho de 2012

Volkswagen apresenta carro conceito voador na china

A cada dia que passa, o conceito futurista vai se tornando presente no dia a dia da população mundial, dentro deste conceito, a visão é sempre de se buscar a sustentabilidade, com a redução de matérias que possam reduzir a poluição que ocupa os espaços mundo a fora. Na França já é possível utilizar carros elétricos, em São Paulo inaugura uma nova faze onde o táxi elétrico, sempre com  a visão  de reduzir a poluição atmosférica , melhorar a vida ou locomoção dos habitantes. Por aí diversos mecanismos irão transformar o que temos nos dias atuais  para algo bastante futurista,  são pequenas atitudes como esta que podem mudar o que parecia difícil de acontecer. Vejam abaixo o que a Volkswagen apresenta como carro conceito voador na China, com certeza é algo muito interessante e vale a pena dar uma olhada.


segunda-feira, 4 de junho de 2012


Dois graus de aquecimento são inevitáveisJosé Eduardo Mendonça - 06/03/2012 às 07:26

Temperaturas viriam mesmo com fim de emissão de carbono
Ainda que as emissões de gases estufa caíssem a zero, as temperaturas mundiais continuariam a subir em cerca de um quarto de grau em uma década. Este é o melhor cenário, de acordo com um trabalho escrito por um pesquisador da Universidade Simon Fraser, no Canadá.
O trabalho, “Resposta do clima a emissão zero de gases estufa e aerossóis,” publicado na Nature, pede a público, governos e empresas que acordem para a dura realidade.
“Vamos ser honestos: é totalmente irrealista acreditar que possamos parar todas as emissões agora,” disse a geógrafa  Kirsten Zickfeld, professora associada na universidade.  “Mesmo com uma mitigação agressiva, seria um desafio manter o aquecimento global de temperatura projetado abaixo dos dois graus centígrados,” enfatizou ela.
O trabalho usou um sistema de modelo da Terra desenvolvido pela Universidade de Victoria para estudar o impacto de emissões de gases estufa e aerossóis no clima do mundo. O estudo foi baseado em emissões consistentes com os dados do relatório de 2007 do Painel Intergovernamental Sobre a Mudança do Clima (IPCC, da ONU).
A remoção de aerossóis da atmosfera iria causar aquecimento global adicional no curto prazo, se todas as emissões fossem removidas agora. “A presença disseminada de aerossóis na atmosfera do planeta está efetivamente agindo como um bloqueio de radiação solar no momento,” explica Zickfeld, segundo aScience Daily.
“Isto está impedindo a temperatura da Terra de responder aos efeitos reais do aquecimento global. Mas assim que este cobertor for removido, a temperatura irá aumentar,” disse ela.
Image courtesy of Simon Fraser University


tarja-rio+20


Consumo


Uma revolução no comportamento de consumidores, empresas e governos


Em 20 anos, hábitos que levam em conta o meio ambiente entraram no cotidiano. Veja 15 itens que fazem parte da 'nova ordem ambiental'


Ninguém mais vai à praia sem filtro solar, usar casaco de pele é considerado brega, a indústria brasileira adotou um selo de eficiência energética, as sacolas plásticas estão sendo gradualmente banidas dos supermercados. É preciso muito mais para frear a destruição dos recursos naturais do planeta. Mas são mudanças de hábito importantes que têm na Eco 92 uma referência fundamental.


Filtro solar, reciclagem, carros flex


A Rio 92 foi um marco que mudou a maneira de consumidores, empresas e governos encararem o meio ambiente nos últimos 20 anos






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                    O FILTRO SOLAR ENTROU NO 


COTIDIANO


Foto:Foto: Jacobs Stock Photography/Getty Images
Desde a década de 90, a ciência estuda a relação entre a degradação da camada de ozônio e o aquecimento global. A camada de ozônio filtra os raios ultravioleta emitidos pelo Sol, potenciais causadores do câncer ou envelhecimento precoce da pele. A consciência do perigo reflete-se na disseminação do uso do filtro solar. No Brasil, pesquisa de uma grande fabricante de produtos de beleza mostra que 57% das mulheres usam filtro. Analistas de marketing projetam vendas mundiais em torno de 5,6 bilhões de dólares em 2015.

Energia solar dobra nos Estados Unidos





Foram 1.855 megawatts instalados em 2011
Um relatório divulgado ontem pela Associação das Indústrias de Energia Solar e a GTM Research mostra que foram instalados 1.855 megawatts, contra os 887 megawatts de 2010 – um crescimento de 109 por cento.
“Depois de quebrar um recorde em 2011, os Estados Unidos se provaram como um mercado viável para energia solar em escala global,” diz o sumário executivo do relatório. “Em 2011, a parcela de mercado do país em instalações fotovoltaicas subiu de 5% para 7%, e deve continuar a crescer Prevemos que a fatia de mercado deve aumentar consistentemente nos próximos cinco anos, chegando a perto de 15% em 2016.”
Os números de instalações de painéis fotovoltaicos, ou PV, que convertem a luz solar direto em eletricidade, incluem as domésticas e de empresas, e as de grande escala, do porte de concessionárias.
Um megawatt é suficiente para alimentar de 7050 a 1000 lares. Mas como o sol não brilha o tempo todo, os especialistas dos setor dizem que isto pode alimentar cerca de 200 lares.
A Califórnia continua sendo a líder no país, com 29% de todas as suas instalações. Depois aparecem Nova Jersey, Arizona e Novo México. 61.000 projetos solares individuais foram completados em 2011, informa o Marin Independent Journal.
Foto: david.nikonvscanon/Creative Commons

Mundo caminha para colapso ambiental, alerta organização internacional

ANDREA VIALLI
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O mundo está caminhando para um colapso ambiental e, se nada for feito, os custos da paralisia podem ser "colossais" para as economias e a humanidade. O alerta foi dado hoje pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), grupo de cooperação internacional formado por 34 países, a maioria ricos.
O relatório "Previsões Ambientais para 2050: As Consequências da Inação" traz dados alarmantes sobre temas como as mudanças climáticas, biodiversidade, água e os impactos da poluição na saúde humana.
Segundo o estudo, até 2050 a demanda mundial por energia deve crescer 80%, sendo que 85% dessa energia deve continuar sendo suprida por combustíveis fósseis. Isso fará com que as emissões de CO2, principal gás causador do efeito estufa, aumentem 50%. Nesse cenário, é dado como certo que a temperatura global suba entre 3°C e 6°C - bem acima dos 2ºC de aquecimento estimado pelo Painel de Mudanças Climáticas da ONU.
A poluição do ar será o principal problema ambiental em termos de saúde pública, superando a falta de acesso ao saneamento e água potável. O número de mortes prematuras relacionadas a males causados pela poluição do ar deverá mais do que dobrar, especialmente em países como China e Índia.
Atualmente as doenças respiratórias associadas à poluição matam 3,6 milhões de pessoas por ano em todo o mundo.
O crescimento da demanda por água potável é outro tema que preocupada a OCDE. A entidade estima que a demanda crescerá 55%, especialmente para uso na indústria (aumento estimado de 400%), usinas termelétricas (+140%) e uso doméstico (+130%). Esse aumento na demanda deve colocar sob risco de escassez hídrica tanto os agricultores quanto 2,3 bilhões de pessoas que vivem perto de rios, especialmente na África e Ásia.
As florestas, que são importantes para os ciclos hídricos, devem ocupar ainda menos espaço até 2050: a OCDE estima que as áreas com florestas encolherão 13%, com perda acentuada da biodiversidade.
Na avaliação de Angel Gurría, secretário-geral da OCDE, a saída para minimizar o colapso ambiental será a adoção de uma mentalidade mais focada no longo prazo, apoiada na ideia da economia verde - tema central da Rio+20, a conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável que o país sediará em junho. "Buscar um crescimento mais verde pode ajudar os governantes a enfrentar esses desafios. Tornar mais sustentáveis a agricultura, a indústria o fornecimento de energia e água será crucial para atender as necessidades de mais de 9 bilhões de pessoas", disse Gurría.
UM PREÇO PARA A NATUREZA
O relatório apela ainda por uma mudança de política. Propõe a adoção de taxas ambientais e sistemas de comércio de emissões de modo a tornar a poluição mais cara e as alternativas sustentáveis mais baratas. Também sugere colocar um preço pelos serviços prestados pelos ecossistemas (produção de água, ar limpo, biodiversidade) como forma de valorizá-los economicamente.
A OCDE também defende a remoção dos subsídios dados pelos governos aos combustíveis fósseis e investimentos pesados em pesquisa e desenvolvimento com foco em inovação verde.
Alguns exemplos bem-sucedidos de políticas verdes são apontados no estudo. Um exemplo é a criação, pelo governo britânico, do Banco de Investimentos Verdes, uma iniciativa que destinará 3 bilhões de libras esterlinas para projetos inovadores com foco em sustentabilidade - e a meta é chegar a 15 bilhões de libras em investimentos privados até 2015, especialmente nas áreas de energia e reciclagem.
No Japão, a cidade de Kitakyushu elaborou um plano para se tornar uma das cidades mais sustentáveis do país, com baixa emissão de carbono e o engajamento da prefeitura, empresas e moradores na iniciativa.