Pensamento

" Não são os grandes planos que dão certos, são os pequenos detalhes" Stephen Kanitz

sábado, 15 de junho de 2013

14/06/2013 - 19:59 | Fonte: STF

Liminar suspende dívida tributária de R$ 7 bilhões da Petrobras

Ministro Benedito Gonçalves
Ministro Benedito Gonçalves - Divulgação/STJ
O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reconsiderou sua decisão anterior e concedeu liminar em medida cautelar para suspender a exigibilidade de uma dívida tributária de quase R$ 7,4 bilhões que a Fazenda Nacional vem tentando cobrar da Petrobras. A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira (14).

A liminar livra a Petrobras, temporariamente, de uma série de constrangimentos que, segundo ela mesma alegou ao STJ, seriam decorrência da condição de devedora do fisco, entre os quais a impossibilidade de importar e exportar, por falta da certidão de regularidade tributária.

Com a decisão desta sexta-feira, a suposta dívida fiscal – que a Petrobras contesta judicialmente – não poderá ser exigida pela Fazenda Nacional pelo menos até a Primeira Turma do STJ julgar a medida cautelar impetrada pela empresa.

“A expressão econômica do crédito tributário em questão, superior a R$ 7 bilhões, é suficiente para demonstrar que a sua imediata exigibilidade ostenta uma potencialidade danosa às atividades normais da empresa”, disse o ministro em sua decisão mais recente.

“Nesta esteira – acrescentou –, embora seja a requerente empresa de notório poder econômico, a quantia em questão é por demais elevada para pressupor eventual facilidade na pronta apresentação de garantias suficientes para fazer frente a esse débito tributário sub judice.”

Competência

Na noite de quinta-feira (13), ao examinar a medida cautelar com pedido de liminar impetrada pela Petrobras, o ministro Benedito Gonçalves considerou que o STJ não seria competente para analisar o caso naquele momento. A competência para decidir sobre efeito suspensivo seria do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), sediado no Rio, pois ele ainda não havia decidido sobre a admissão de recurso especial que a Petrobras interpôs para o STJ.

No recurso especial, a empresa pede que seja dado efeito suspensivo à apelação que ela interpôs no TRF2 para reformar a decisão da primeira instância da Justiça Federal que reconheceu o débito tributário. O TRF ainda não julgou a apelação da empresa.

Na reconsideração, Benedito Gonçalves observou que, ao consultar o processo, verificou que o TRF2 já havia analisado e rejeitado o pedido de efeito suspensivo, o que criou um “vácuo de jurisdição”.

“Dadas as peculiaridades do presente caso, que evidenciam o aludido vácuo de jurisdição, reconheço a excepcional competência desta Corte Superior para processar e julgar esta medida cautelar, assegurando, dessa forma, o direito constitucional à devida e oportuna prestação jurisdicional”, afirmou o relator.

Veja aqui a íntegra da decisão do ministro Benedito Gonçalves.

Processo MC 21159

terça-feira, 11 de junho de 2013

UMA QUESTÃO DE INCOERÊNCIA.

Fonte:Economia Verde Enviado por Agostinho Vieira - 06.06.2013 | 18h19m

Coluna publicada no Globo de hoje:

A notícia de que o grupo EBX, do empresário Eike Batista, decidiu acabar com a diretoria de Sustentabilidade não precisava ser necessariamente ruim. Num mundo ideal, uma empresa realmente sustentável do ponto de vista social, ambiental e econômico talvez não precisasse mesmo de uma diretoria com esse nome. Seria um exemplo de gestão. Infelizmente, parece que não foi esse o caso. Na verdade, quando demitiu os 50 funcionários do setor, Eike estava apenas sendo coerente. Anunciar a medida na Semana do Meio Ambiente talvez não tenha sido inteligente, mas foi coerente. A mesma coerência demonstrada na decisão de não comentar o caso. Esse negócio de transparência só fica bem em quem realmente leva o tema a sério. A praia dele é outra. Trata-se de um homem ousado, polêmico, que sonha em ser o mais rico do mundo. O que é legítimo, mas é diferente. Há algum tempo, o ex-marido da Luma de Oliveira vem enfrentando o seu pior inferno astral, que inclui desde problemas com a família até a queda acentuada das ações de suas empresas. Ficou famosa a frase do empresário: “Onde eu furo, eu acho”. Hoje, alguns setores do mercado não acreditam mais nas suas apostas e promessas. Nesse contexto, reduzir investimentos e cortar pessoal faz parte da vida. E se uma área não é prioritária, fica mais fácil ainda. Quem fizer um passeio rápido pelo site da EBX e das demais empresas do grupo verá que a palavra sustentabilidade é repetida dezenas de vezes. Acompanhada de frases como “é parte intrínseca do processo de empreender” ou “buscando ser um exemplo de liderança empresarial responsável”. É tudo mentira? Acredito, honestamente, que não. Há nos exemplos uma vontade de acertar. Mas fica a sensação de que a roupa está apertada demais. E pior, parece que estão na festa errada. Dois projetos chamam a atenção entre as ações do grupo. O primeiro é conhecido como Gestão Integrada de Território. Parte do conceito de que antes de implantar um empreendimento numa região é preciso discutir com a comunidade os seus impactos e tentar minimizá-los. Envolve contratação de mão-de-obra local, treinamento, investimentos em saúde e saneamento. Antecipa a soluções e cumpre exigências que poderiam ou deveriam ser feitas pelo poder público. Começou no Porto Açu, mas com os problemas na obra nunca chegou a ser totalmente implantada. O segundo era a despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas. Apesar de ser a menina dos olhos de Eike Batista, ela sempre foi muito criticada internamente. Porque não tinha uma relação direta com os negócios da empresa e porque um eventual fracasso arranharia a imagem do grupo. O pior momento foi quando a Cedae fez uma ação de marketing dizendo que tinha despoluído a Lagoa, sem citar a empresa que já havia investido milhões no projeto. Até hoje o cartão postal da cidade continua poluído. Enquanto isso, no mundo real, as empresas X multiplicam passivos ambientais. São mais de 30 inquéritos e ações públicas espalhadas por nove estados. A maior parte dos processos relacionada com licenciamento e impactos ao meio ambiente. Em fevereiro, a OSX, do ramo de indústria naval, foi multada em R$ 1,3 milhão pelo governo do Rio. O motivo foi o alto índice de sal na água de um canal do Porto Açu, o que prejudicava os agricultores da região. É claro que uma empresa que atua com negócios potencialmente “sujos” em termos ambientais precisa conviver com isso. São mineradoras, exploração de petróleo, estaleiros, navios, usinas térmicas a carvão. A pegada ambiental é altíssima. Mas esse número não é conhecido, se é que algum dia foi medido. Essa sim seria uma ação típica de um negócio sustentável. Medir os impactos ambientais, divulgar para a comunidade sem meias palavras e mostrar o que pretende fazer para reduzi-los ao longo do tempo. Essa omissão, no entanto, não é um privilégio da EBX. Nove em cada dez empresas tratam a sustentabilidade como ameaça ou custo. Os especialistas costumam dividir as empresas em quatro grupos. As reativas, que só fazem alguma coisa após serem multadas. As adequadas, que seguem basicamente o que manda a lei. As oportunistas, que cumprem a lei, possuem relatórios de sustentabilidade e tentam melhorar a imagem. Por fim existem as inovadoras ou transformadoras. Um estudo recente feito pela Universidade de Harvard, nos EUA, mostrou que este último grupo, das empresas realmente sustentáveis, em 20 anos conseguiu ter uma valorização do patrimônio até 30% maior que as demais. Mesmo nos tempos de vacas magras, como estes que afligem o planeta de um modo geral e os negócios de Eike Batista em particular. Uma questão de coerência.

Sebastião Salgado: O drama silencioso da fotografia

Em anexo está um vídeo, que todos deveríamos vê-lo e analisar como se faz com determinação, a mudança de patamares para aqueles que definitivamente buscam um mundo melhor.
Diversos governos falam em meio ambiente, em sustentabilidade em vida melhor, mas diante de tudo que observamos, nada é feito e em um simples ato do Sr Sebastião Salgado, o doutor em economia, ao assumir a fotografia como um ideal aos 30 anos de idade, fez deste motivo a sua obsessão na busca de complementar suas ideias. Seus projetos de anos de duração, conseguiram captar de uma forma linda e emocionante, o lado humano de uma história global onde a morte se aventura a cada passo que se dá. Nessa história pessoal esse magnífico fotógrafo se aprofundou na arte, e vislumbrou o mundo através de suas lentes, quase se matando, mas  resgatando fotos lindas e espetaculares em um trabalho, que mostra o revigoramento de um planeta, onde as possibilidades ainda existem, e continuam pulsante em todas as partes, para retomada de um caminho inicial onde a vida brota, na medida que realizamos as nossas verdadeiras obrigações com ela.

Veja o vídeo através do endereço abaixo:
Fonte:




sábado, 1 de junho de 2013

Carros e Transporte público

Desinteresse dos jovens por carros preocupa montadoras e brasileiros preferem transporte público de qualidade


Os jovens passaram a valorizar meios de transporte mais limpos e acessíveis, como bicicleta, ônibus e trajetos a pé



Comentário AkatuEste artigo aponta para a tendência do público jovem nos Estados Unidos de se interessar cada vez menos pelos carros enquanto bens de consumo, a ponto de uma das principais montadoras de veículos do mundo estar repensando suas estratégias de modo a reconquistar esse público. Essa tendência de valorizar a mobilidade em vez da posse do automóvel não é predominante apenas entre os norte-americanos mais novos. Segundo dados de pesquisa recém-lançada pelo Instituto Akatu, entre os brasileiros que não usam carro, há, mesmo assim, uma forte preferência pela mobilidade em relação a ter um carro próprio (nota 8  contra 5). E, entre os que usam carro, a preferência por se deslocar pela cidade com rapidez, conforto e segurança em relação a ter um carro é ainda mais marcada (nota 9 a 3).Mais sensibilizadas e conscientizadas sobre os problemas decorrentes do uso excessivo do carro e seus impactos para o planeta e para sua própria qualidade de vida, as pessoas terão mais disposição para escolher alternativas mais sustentáveis, como o transporte compartilhado e público ou a bicicleta. Quanto mais dispostas a usar essas opções, mais pressionarão por um transporte coletivo de melhor qualidade. Portanto, cabe também às empresas e aos governos responderem aos anseios de uma população mais crítica e informada sobre a sustentabilidade.


Um recente artigo do The New York Times, da jornalista Amy Chozick, é mais uma prova de que os jovens mudaram. Os jovens entre 18 e 24 anos estão se importando mais com os outros e com o mundo em que vivem, superando antigos valores e necessidades de consumo que já não os convencem e, muito menos, os satisfazem. Uma dessas mudanças importantes está no modo com que os jovens se relacionam com a mobilidade.
Há poucas décadas, o carro representava o ideal de liberdade para muitas gerações. Hoje, com ruas congestionadas, doenças respiratórias e falta de espaço para as pessoas nas cidades, os jovens se deram conta de que isso não tem nada a ver com ser livre, e passaram a valorizar meios de transporte mais limpos e acessíveis, como bicicleta, ônibus e trajetos a pé. Além do mais, “hoje Facebook, Twitter e mensagens de texto permitem que os adolescentes e jovens de 20 e poucos anos se conectem sem rodas. O preço alto da gasolina e as preocupações ambientais também jogam água nesse mesmo moinho”, diz o artigo.
Para entender esse movimento, o texto conta que a GM, uma das principais montadoras de automóvel do mundo, pediu ajuda à MTV Scratch, braço de pesquisa e relacionamento com jovens da emissora norte-americana. A ideia é desenvolver estratégias adaptadas à realidade dos carros e focadas no público jovem para reconquistar prestígio com o pessoal de 20 e poucos anos – público que tem poder de compra calculado em 170 bilhões de dólares, segundo a empresa de pesquisa de mercado comScore.
Porém, a situação não parece ser reversível. “Em uma pesquisa realizada com 3 mil consumidores nascidos entre 1981 e 2000 – geração chamada de ‘millennials’ – a Scratch perguntou quais eram as suas 31 marcas preferidas. Nenhuma marca de carro ficou entre as top 10, ficando bem abaixo de empresas como Google e Nike”, diz o artigo. Além disso, 46% dos motoristas de 18 a 24 anos declararam que preferem acesso à Internet a ter um carro, segundo dado da agência Gartner, também citado no texto do NY Times.
O que parece é que os interesses e as preocupações mudaram e as agências de publicidade estão correndo para entendê-los e moldá-los, mais uma vez. Só que, agora, com o poder da informação na ponta dos dedos e o movimento da mudança nos próprios pés fica bem mais difícil acreditar que a nossa liberdade dependa de uma caixa metálica que desagrega e polui a nossa cidade, segundo as palavras do citado texto.

Jovens brasileiros preferem transporte público de qualidade
Essa tendência de não valorização do carro já foi apontada também pelos nossos jovens aqui no Brasil. A pesquisa O Sonho Brasileiro, produzida pela agência de pesquisa Box1824, questionou milhares de ‘millenials’ sobre sua relação com o país e o que esperavam para o futuro. As respostas, que podem ser acessadas na íntegra no site, mostram entusiasmo e vontade de transformação, especialmente frente aos desafios sociais e urbanos como falta de educação e integração.
Nesse sentido, o Instituto Akatu lançou no último mês de abril uma pesquisa que apontou que, mesmo para os brasileiros que não utilizam carro no cotidiano, a opção é fortemente em favor da mobilidade em vez do veículo próprio (índice de 7,7 contra 5,3). Ou seja, mesmo quem depende de outros meios de transporte para seu deslocamento, prefere deslocar-se com rapidez, segurança, conforto e flexibilidade a investir em um veículo próprio. Entre aqueles que usam carro no cotidiano, a diferença pela mobilidade é ainda maior: índices de 8,7 e 2,8, o que evidencia ainda mais a incongruência entre o atual modelo de consumo e as aspirações dos consumidores brasileiros.



Postado por Daniela Kussama

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Planeta Terra é você.

A hora é de reflexão, e devemos repassar para não esquecermos de nossa responsabilidade.



El Planeta tierra es tu (de Carlos Chavira)..

http://www.youtube.com/watch?v=JscFxFjTMXE

sexta-feira, 15 de março de 2013

Um substituto para o maldito isopor

Liana John - 14/03/2013 às 12:58





Ao cruzar o Oceano Atlântico, do Rio de Janeiro à ilha de Ascensão, durante 13 dias a bordo do veleiro Sea Dragon, tínhamos a missão de catalogar todo lixo avistado à superfície das ondas azuis. Além de recolher as mais variadas partículas de plástico – boiando quase imperceptíveis, porém impactantes – capturamos dois ícones da poluição marinha: um emaranhado de rede de pesca feita de nylon e um pedaço de caixa de isopor.
É exatamente lá no mar, assim como nos rios e demais corpos d’água, que o isopor se transforma em vilão. Quimicamente, é um material composto apenas por carbono e hidrogênio, dois elementos muitíssimo comuns, encontrados na maioria dos organismos, do nosso organismo inclusive. O que faz toda a diferença é como as moléculas de carbono e hidrogênio são artificialmente ligadas, de uma forma extremamente estável e não degradável.
Mesmo quebrado ou desfeito em pedacinhos, o isopor continua boiando sem se degradar. A estimativa mais usada aponta uma persistência no ambiente de 150 anos, mas tenho minhas dúvidas se é mesmo “só” isso. Para golfinhos, peixes, tartarugas e outros animais, aquelas bolinhas flutuantes parecem apetitosas. São ingeridas sem cerimônia, mas não são digeridas. Então ficam lá, no sistema digestivo, ocupando cada vez mais espaço, junto com outros plásticos, até faltar lugar para a comida e o animal morrer de inanição. Ou, se o pedaço é maiorzinho, capaz de parar logo no meio do caminho e matar por asfixia. Em poucas e boas palavras, o isopor não deveria parar no mar, nunca.
Mas para manter uma cervejinha gelada, ou garantir o sanduíche quentinho, ou conservar o suco do bebê fresquinho, ou proteger medicamentos do calor excessivo, ou embalar produtos frágeis e centenas de outras utilidades mais, o isopor é fantástico. É por isso mesmo que precisamos de um substituto mais ecológico para ele.
Um sério candidato na categoria isolante térmico surgiu em uma feira de Ciências de Ariquemes, em Rondônia, e começa a ganhar estrada, com a exposição na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na Universidade de São Paulo (USP), nesta semana. Trata-se de uma caixa térmica feita de fibra de buriti e calafetada com a seiva da própria palmeira, cujo nome científico é Mauritia flexuosa. O buriti, nunca é demais relembrar, é a palmeira-símbolo das veredas dos nossos sertões, sempre com o “pé” na água. É uma espécie abundante e muito produtiva, cujos frutos têm alto teor de vitamina A e são aproveitados em doces e merendas escolares.
Há 4 anos, o estudante Gustavo de Oliveira Bertão, então com 14 anos, fez uma caixa de fibra de buriti como projeto de Artes, na escola. Ele se inspirou nas embalagens artesanais tradicionais, usadas para conservar o doce de buriti na região, mas o formato de sua caixa assemelhava-se ao de um recipiente de isopor. Os colegas começaram a brincar, perguntando se ele não ia colocar gelo. Curioso, ele resolveu testar e observou que o gelo se conservava por um bom tempo.
Já no curso técnico agropecuário de nível médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Gustavo (18 anos) montou um grupo de trabalho com Wanderson Novais Pereira (17 anos) e Lucas Pedro Cipriani (16 anos), sob a orientação das professoras de Química, Márcia Bay, e Biologia, Márcia Mendes de Lima, e com o apoio do professor de Sociologia, Oniel Sampaio. “Construímos um protótipo de caixa térmica de fibra de buriti, com volume de 3 litros, usando o pecíolo da palmeira, que é a base da folha, e fixando com varetas da folha em lugar de prego. Ainda impermeabilizamos com a seiva do próprio buriti, quer dizer, toda caixa é feita exclusivamente de buriti e sem derrubar, sem prejudicar a palmeira, só retirando a folha que já está para cair”, resume Wanderson.
“Então fizemos quatro testes com substâncias quentes e frias, durante duas horas”, prossegue Gustavo. O desempenho da caixa térmica foi comparado ao de uma caixa de isopor de mesmo tamanho. Em ambas as caixas foram colocados líquidos à mesma temperatura e o monitoramento foi realizado por meio de termômetros introduzidos em furos nas respectivas tampas, de modo a evitar a abertura das caixas e a interferência do ambiente externo na temperatura interna. O desempenho da caixa de buriti na conservação do frio foi melhor do que o da caixa de isopor em um grau centígrado. E o desempenho na conservação do calor foi equivalente.
Agora o plano dos jovens é investir na fabricação de painéis a partir da mesma fibra de buriti, só que triturada. Assim a produção de caixas térmicas não fica restrita ao tamanho das placas que eles conseguem tirar dos pecíolos das folhas, cujo comprimento varia de meio metro a dois metros. O que falta, como sempre, é recurso para investir no projeto, que até agora só contou mesmo com o empenho e boa vontade dos três estudantes e seus professores. A expectativa é abrir algumas portas ao divulgar a promissora ideia nas feiras de Ciências, razão pela qual os três hoje (14/3/2013) estão em campanha, tentando obter uma boa votação on line no júri popular da Febrace (http://febrace.org.br/virtual/bio/224).
Então, boa sorte com o projeto, Gustavo, Wanderson e Lucas! Torcemos em nome dos golfinhos, dos peixes e das tartarugas para essa substituição dar muito certo e aliviar rios e mares dos malditos isopores perdidos!

Fotos: Liana John (buriti, ao alto)
Gustavo Bertão e Wanderson Novais (caixa artesanal feita há 4 anos, à esq., e protótipo de 3 l, à dir.)

Fonte: Planetasustentável.abril.com.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Brasil inova com a luz orgânica

Tecnologia desenvolvida por brasileiros, em parceria com a Philips promete economia de 30% a 40% de eletricidade e durabilidade três vezes maior que as lâmpadas fluorescentes compacta
Fonte: Eco-Finanças

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Uma tecnologia inovadora de iluminação que utiliza um semicondutor orgânico, desenvolvida pela Philips em parceria com pesquisadores brasileiros da Fundação Certi, promete economia de 30% a 40% de eletricidade e durabilidade três vezes maior que as lâmpadas fluorescentes compactas. Em março de 2014, a multinacional de origem holandesa pretende lançar uma família de luminárias de alta eficiência energética, fabricadas no Brasil.
O convênio de cooperação EMO (em inglês, OLED para mercados emergentes), no valor de US$ 10 milhões e com duração de três anos, tem financiamento Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES-Funtec), destinado a projetos de interesse estratégico para o país. Também conta com apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que pretende lançar neste ano um programa de incentivos para desonerar este segmento industrial. Atualmente, 19% de toda a energia consumida no mundo se destinam à iluminação e a expectativa é reduzir esse percentual.
O salto evolutivo se baseia no conceito da iluminação por estado sólido. “OLED, sigla em inglês para diodo orgânico emissor de luz, é uma tinta composta por moléculas luminescentes de carbono, hidrogênio e oxigênio que é impressa sobre uma superfície plana, geralmente vidro, por onde passa uma corrente elétrica”, explica o responsável pelo projeto na Certi, engenheiro Manuel Steidle. “Diferentemente da lâmpada LED, que tem luz intensa e focada, a tecnologia OLED gera luminosidade difusa e de espectro suave, a partir de uma camada extremamente fina, de apenas 1,8 milímetro”.
Há aplicações promissoras em arquitetura e construção, indústrias automotiva e eletroeletrônica, iluminação pública, artes e medicina. “No fim do ciclo de vida dos produtos, o impacto dos materiais orgânicos é mínimo para o meio ambiente, ao contrário das lâmpadas fluorescentes, que usam metais pesados”, diz. As luminárias OLED serão utilizadas na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.
Os técnicos e engenheiros da Fundação Certi trabalham em melhorias para aprimorar a tecnologia de luz orgânica, denominada Lumiblade pela empresa. A pesquisa vem sendo desenvolvida em cooperação com um laboratório da Philips em Aachen, na Alemanha, com a fábrica de lâmpadas da multinacional em Varginha (MG) e com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Materiais (LabMat) e do Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), em Florianópolis. Em maio de 2012, o primeiro produto da parceria foi apresentado em Londres para 170 arquitetos e projetistas: o Philips LivingSculpture 3D, uma estrutura composta por 40 módulos de 25 lâminas de luz, coordenadas por computador. As lâminas possuem hastes metálicas que possibilitam a criação de planos iluminados tridimensionais, como se fossem esculturas luminosas.



Postado por Daniela Kussama

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


Relatório da ONU analisa ligação entre produtos químicos e problemas de saúde



O relatório destaca algumas associações entre a exposição a desreguladores endócrinos (EDC, na sigla em inglês) e problemas de saúde.


Fonte: EcoDebate


produtos químicos e problemas de saúde

Muitos produtos químicos de uso doméstico e industrial que não foram devidamente testados podem ter efeitos sobre o sistema hormonal e causar problemas de saúde significativos, de acordo com um relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira (19).
O relatório O Estado da Ciência dos químicos de desregulação endócrina, produzido em conjunto pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca algumas associações entre a exposição a desreguladores endócrinos (EDC, na sigla em inglês) e problemas de saúde, como câncer de mama, de próstata e de tireoide, além de déficit de atenção e hiperatividade em crianças.
“Precisamos urgentemente de mais pesquisas para obter uma imagem mais completa dos impactos sobre a saúde e o meio ambiente de desrugladores endócrinos”, afirmou a Diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira. “A ciência mais recente mostra que as comunidades em todo o mundo estão sendo expostas aos desreguladores endócrinos, e seus riscos associados.”
Os EDCs podem entrar no meio ambiente através de despejos industriais e urbanos, escoamento agrícola e pela queima e liberação de resíduos. Alguns EDCs ocorrem naturalmente, enquanto as variedades sintéticas podem ser encontrados em pesticidas, produtos eletrônicos, produtos de higiene pessoal, cosméticos e aditivos ou contaminantes em alimentos. Além de afetar seres humanos, esses elementos também podem prejudicar a vida animal.
“Os produtos químicos são cada vez mais parte da vida moderna e apoiam muitas economias nacionais, mas o manejo inapropriado de produtos químicos desafia o alcance das metas fundamentais de desenvolvimento sustentável para todos”, destacou o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.
Saiba mais, em inglês, sobre o tema em www.who.int/ceh/risks/cehemerging2


Postado por Daniela Kussama

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Energia eólica cresceu 20% no mundo em 2012

José Eduardo Mendonça - 13/02/2013 às 10:28




Custos são mais competitivos que carvão e gás em alguns países
Ao pensarem na escolha de sua próximas fontes geradoras de energia, muitos países vão se sentir tentados a escolher turbinas eólicas. Graças a um design mais avançado, hoje é mais barato construir fazendas eólicas que novas usinas de energia a carvão e gás.
A energia eólica é a mais recente fonte renovável a se tornar competitiva, depois que o preço da solar caiu 75% entre 2008 e 2011. A queda foi impulsionada pela economia de escala – fabricantes chineses dominaram a tecnologia de produzir grandes quantidades de painéis solares de forma rápida e mais barata.
A história é diferente com a energia eólica. A tecnologia é a chave. Melhor design, incluindo pás mais amplas e turbinas mais altas, levaram a um aumento na eficiência. Isto resulta em um crescimento saudável do setor.
A energia eólica cresceu quase 20% no mundo em 2012, chegando a 282GW de capacidade instalada, enquanto a energia solar ultrapassou os 100GW, mais que dobrando em dois anos.
Mais que 45GW de novas turbinas chegaram em 2012. China e EUA lideraram, com 13GW cada, enquanto Alemanha, Índia e Reino Unido ficaram em segundo lugar, com 2GW cada.
“Enquanto a China fez uma pausa para respirar, tanto os mercados americano quanto o europeu tiveram anos excepcionalmente fortes,” disse ontem Steve Sawyer, secretário-geral do Conselho Global de Energia Eólica.
O Reino Unido agora está em sexto lugar em capacidade total instalada (8.5GW). Na Europa, apenas Alemanha (31GW) e Espanha (23GW) estão à frente. A China lidera com 77GW e os EUA ocupam um segundo lugar, com 60GW, informa o Guardian.
Foto: John Sutton / Creative Commons Licence
Mais um problema para os peixes: antidepressivos

José Eduardo Mendonça - 15/02/2013 às 08:43




Medicamentos tornam percas européias mais valentes e menos sociais
As benzodiazepinas estão entre as drogas mais prescritas no mundo. Elas incluem campeões de venda como Noctal e Valium. Bilhões de antidepressivos, ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antipsicóticos feitos com a substâncias são receitadas por médicos todo ano. Tratam uma variedade de desordens, de insônia a esquizofrenia, e também causam mortes por overdose.
Mas nem todas acabam dentro de pacientes, já que estas drogas miram proteínas chamadas receptores GABA, que são encontrados em uma variedade de outros organismos, como os de peixes, por exemplo.
A distribuição de drogas farmacêuticas em escala tão grande, combinada a sistemas imperfeitos de filtragem e tratamento de água, está fazendo com que algumas delas terminem no ambiente, e há anos cientistas estudam os efeitos de uma variedade de substâncias em ecossistemas e no comportamento animal. Agora, um grupo de pesquisadores da Universidade Umea, na Suécia, encontrou traços de uma droga contra a ansiedade chamada oxazepam (não comercializada no Brasil, e na Europa com marcas como Serax) em percas do rio Fyris. O que eles observaram foram alguns fatos estranhos e potencialmente preocupantes.
Estudando as percas em tanques de laboratório, descobriram que mesmo concentrações relativamente baixas da droga mudavam o comportamento dos peixes, tornando-os mais ousados e menos sociáveis. Os resultados do trabalho foram anunciados no encontro anual da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência.
O oxazepam, excretado na urina dos pacientes, é uma molécula muito estável. Sobrevive ao tratamento da água e apenas lentamente se dissolve no ambiente. O efeito sobre os peixes é magnificado pelo fato de que a droga se acumula em seus corpos – a concentração nas percas do rio Fyris é seis vezes maior que na água do rio, diz Tomas Brodin, líder do estudo.
Brodin disse que os efeitos sobre as percas – particularmente seus hábitos alimentares – podem ser perigosos. Os peixes medicados são mais dispostos a abandonar seu cardume e refúgios seguros e sair sozinhos para procurar alimento. Além disso, comem mais rápido que o normal, informa o Financial Times.
Foto: markbyzewski

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Eólica fica mais barata do que carvão na Austrália e demonstra a força das renováveis

A atividade tem evitado a emissão de mais de sete milhões de toneladas de gases do efeito estufa anualmente, o equivalente a retirar 1,641 milhão carros das ruas.

Por: Fabiano Ávila

eolicconstruindo
Mesmo no maior exportador mundial de carvão, as fontes renováveis já se mostram competitivas e, agora, até mais baratas. A Bloomberg New Energy Finance (BNEF) afirmou nesta quinta-feira (7) que a eletricidade gerada por uma nova fazenda eólica na Austrália custa A$80 (R$ 163,97) o megawatt hora (MWh), abaixo dos A$ 143/MWh (R$ 293,09) de uma nova termoelétrica a carvão e dos A$116/MWh (R$237,75) de uma a gás natural.
“O fato de que eólicas são mais baratas do que carvão e gás em um país com uma das melhores reservas de combustíveis fósseis do planeta mostra que a energia limpa é um agente de transformação que promete virar de cabeça para baixo a economia dos sistemas de energia”, declarou em um comunicado Michael Liebreich, presidente da BNEF.
Segundo o Conselho de Energia Limpa da Austrália, a capacidade eólica no país tem crescido a uma taxa de 25% ao ano, sendo que a fonte já atende cerca de 3% da demanda por energia dos australianos.
A entidade informa que existem 59 fazendas eólicas na Austrália, com um total de 1345 turbinas, gerando 2,48GW – dados referentes a abril de 2012. A atividade tem evitado a emissão de mais de sete milhões de toneladas de gases do efeito estufa anualmente, o equivalente a retirar 1,641 milhão carros das ruas.
O governo australiano possui a meta de ter 20% de sua matriz energética formada por renováveis até 2020.
Aqui no Brasil, as fontes alternativas já são mais baratas do que as termoelétricas que estão sendo ligadas atualmente para compensar a baixa produção das hidroelétricas por causa do baixo nível dos reservatórios.
De acordo com o Greenpeace, o governo paga R$500/MWh nas termoelétricas, enquanto a energia fotovoltaica custaria R$300/MWh, e a eólica, R$100/MWh.
“Em tese, cada real gasto para operar as usinas térmicas poderia nos fornecer 60% a mais de energia solar ou cinco vezes mais em energia eólica”, calculou Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.
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Postado por Daniela Kussama

Reduzir o gasto de água é sempre uma oportunidade!



Chuveiro de ar reduz gastos de água em até 50%

Conheça um aparelho que reduz a vasão da água pela metade, mas mantendo uma alta pressão.



O consumo de água cresce expressivamente no verão. A temperatura alta faz com que as pessoas levem mais tempo no banho, por exemplo. Uma boa maneira de reduzir o gasto excessivo é tornar o chuveiro mais econômico, com a utilização de dispositivos como o Oxijet, um aparelho que reduz a vasão da água pela metade, mas mantendo uma alta pressão.
O segredo do Oxijet, desenvolvido pela empresa Felton, da Nova Zelândia, em colaboração com a Australia’s Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), é que ele injeta pequenas bolhas de ar nas gotas de água.
Segundo a empresa, existem outros sistemas de chuveiro de ar, mas o diferencial do Oxijet está no seu encaixe que pode ser instalado em praticamente qualquer padrão de chuveiro. “O conceito do chuveiro não é novo, mas a tecnologia por trás do nosso dispositivo sim. Ela usa uma inserção gaseificada, na qual permite que o dispositivo funcione em chuveiros já instalados”, explicou Jie Wu, um dos especialistas.
O dispositivo foi testado no Novotel Northbeach em Wollongong, na Austrália, e aprovado por Walter Immoos, gerente do local. “Gastamos cerca de 10 milhões de litros de água por ano, portanto, qualquer economia é muito importante. Além disso, os nossos clientes aprovaram o banho”, afirmou. O Oxijet é já está disponível para compra na Austrália.



Postado por Daniela Kussama

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Bioasfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra

Asfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra


Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2013

Wilson Smith se entusiasma com a coesão e a dureza apresentada pela mistura de poeira de estrada e lignina. [Imagem: KSU]

Bioasfalto

O asfalto parece ser a melhor solução do mundo quando se é forçado a viajar por uma estrada de terra.

Mas Wilson Smith, estudante da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, defende que nenhum dos dois é o ideal: nem o asfalto é a solução para todas as estradas, e nem tampouco há que se resignar a viajar por estradas poeirentas e esburacadas.

Por isso ele decidiu trabalhar com um material de origem vegetal, na tentativa de criar uma alternativa que melhore as condições de tráfego das estradas não pavimentadas.

Smith está trabalhando com a lignina, o material que dá rigidez às células vegetais, para fazer um composto que possa dar rigidez à terra solta e aos pedregulhos das estradas vicinais.

Bioasfalto

O que torna a lignina um material particularmente valioso para essa aplicação é o seu comportamento adesivo quando é umedecida, com capacidade para agregar os materiais do solo, gerando uma coesão e criando uma espécie de "bioasfalto".

Isto torna a estrada de terra menos poeirenta, mais lisa e com uma menor necessidade de manutenção, sobretudo no período das chuvas.

A lignina está presente em todas as plantas, sendo rejeito de culturas comerciais, como no caso do bagaço da cana-de-açúcar, da palha de milho e de outros resíduos da agricultura, assim como da indústria do papel, o que a torna um material sustentável e renovável.

Depois de diversos experimentos, Smith selecionou cinco diferentes concentrações de lignina no solo, que se mostraram mais promissoras - 2%, 4%, 6% e 9% - e que agora estão sendo avaliadas na resistência da coesão do solo e, portanto, da diminuição da erosão da estrada.

Testes de campo

Com os bons resultados dos testes iniciais, a coordenadora do grupo, Dra Dunja Peric, selecionou novos estudantes para avaliar o uso do material em outras condições, o que inclui a secagem prévia e a aplicação direta da lignina no solo.

"Nós queremos fazer uma análise exaustiva de como a coesão varia quando você muda a concentração de lignina, a quantidade de água e a compactação," disse Smith. "Isso vai determinar, em estudos de campo, qual a porcentagem de lignina produz a maior estabilização do solo."

O grupo programou uma apresentação dos resultados da sua pesquisa para meados de Fevereiro, quando eles esperam fazer parcerias para os testes de campo, o que não deverá ser difícil, já que o Kansas é um estado agrícola, com quase dois terços das estradas sem pavimentação

domingo, 27 de janeiro de 2013

Os 14 projetos mais poluentes do mundo. Pré-sal está na lista


O Greenpeace divulgou um relatório nesta semana listando os 14 projetos mais poluentes do mundo. Segundo a ONG, se esses projetos entrarem em operação, ficará difícil para o planeta reverter a tendência de aumento das médias de temperatura no mundo. O documento estima que os novos projetos devem aumentar as emissões globais de gases de efeito estufa em 20% até 2020.
Um dos 14 projetos destacados é brasileiro: a exploração de petróleo no pré-sal. Segundo o relatório, o pré-sal deve emitir mais de 330 milhões de toneladas de CO2 por ano – uma quantidade equivalente ao total de emissões da África do Sul. Além disso, o Greenpeace acredita que a exploração de petróleo em águas profundas é arriscada, com alta probabilidade de vazamentos, e ameaça a vida marinha da costa brasileira, incluindo recifes de corais e baleias jubarte. O desastre no Golfo do México e o recente vazamento da Chevron são citados como exemplos do dano que um grande vazamento em águas profundas poderia causar.
Além do pré-sal, o documento destaca a expansão do carvão na China, a exploração de petróleo no Golfo do México e os projetos para se explorar petróleo e gás na Ártico – possíveis graças ao derretimento das geleiras no Polo Norte. O documento também questiona o plano do governo da Austrália de exportar carvão, a produção de petróleo e gás no Mar Cáspio e a produção de petróleo no Iraque pós-guerra.
Confira o relatório na íntegra, em inglês: Point of no return.
Gráfico: Época. Fonte: Greenpeace
(Bruno Calixto)

domingo, 20 de janeiro de 2013

Multas de trânsito rederam ao Município de São Paulo R$ 799 milhões

Já comentei outras vezes, que a industria da multa no Brasil segue em vôo livre a encher os cofres daqueles que deveriam estar aplicando a educação no trânsito como fazem países desenvolvidos, ao invés de radares, mas infelizmente não é assim que as autoridades aqui pensam. O valor arrecadado pela prefeitura de SP com multas no trânsito vem demonstrar isto. Os agentes resposáveis  pelo trânsito, nada sabem do que o Código de Transito estabelece e dentro disto, vão as polícias rodoviárias e até mesmo os que julgam as defesas prévias e recursos, o que de certa forma colaboram para congestionar um pouco mais a justiça.

Brasil a fora temos visto as incoerências que existem, e os olhos grandes de diversos municípios tem aumentado de forma assombrosa a busca desses recursos que vão muito além do que se arrecadam através dos impostos em regra. Só para citarmos um município que a cada amanhecer encontra-se um radar em cada esquina, está Balneário Camboriú SC,  onde citado em uma determinada época pelo Jornal Diarinho que circula na região, tinha uma empresa que colocava os radares, outra que gerava a multa, o correio que enviava, e a prefeitura não tinha noção do que sobrava para ela, e dentro dessa noção inclue-se a falta de noção ao colocar os radares que desrrespeitam as normas estabelecidas no CTB, como radares  junto de propagandas e assim continua. Se colocar radar resolvesse os problemas de trânsito, não teríamos problemas no Brasil, você hoje pega a rodovia Presidente Dutra entre SP e RJ, e a quantidade de acidente que continua acontecer mostra que as coisas continuam,  mas a quantidade de radares colocados na via não para de aparecer, e por aí vai a rodovia dos trabalhadores e muitas outras, são pegadinhas que o CTB, diz que não pode haver e eles não estão nem aí, como radares em pontos estratégicos, túneis e por aí vai. Talvez a educação poderia ser muito mais importante, não somente para a polpulação atual como para aqueles que serão o futuros motoristas, mas pelo visto esta industria continuará a crescer, andei por algumas estradas européias e não foi isto que vi. Infelizmente isto é Brasil!

(Visão do Blog)

 

Multas de trânsito renderam R$ 1.520 por minuto para a Prefeitura de SP em 2012


Foram cerca de R$ 799 milhões ao longo do ano passado inteiro, equivalente ao Orçamento de Mauá, na Grande São Paulo


16 de janeiro de 2013 | 12h 43


Bruno Ribeiro - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo arrecadou R$ 1.520 em cada minuto do ano passado com multas de trânsito. Foram cerca de R$ 799 milhões ao longo do ano passado inteiro - equivalente ao Orçamento de uma cidade pequena, como Mauá, na Grande São Paulo. O valor é 7% maior do que o arrecadado em 2011 (foram R$ 747 milhões, R$ 52 milhões a menos).

 
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A frota de veículos da capital cresceu cerca de 2% no período. O destaque é que houve queda nas infrações de desrespeito ao rodízio municipal de veículos e de excesso de velocidade - as multas que o paulistano mais recebe. Em 2011, foram 2,6 milhões de multas por causa do rodízio, enquanto no ano passado foram 2,1 milhões. No caso do excesso de velocidade, foram 130 mil multas a menos no ano passado: 3,2 milhões de infrações registradas.
Políticas adotadas pela gestão Gilberto Kassab (PSD) entre 2006 e 2012, especialmente a instalação de 600 radares eletrônicos, fizeram o total de multas aplicadas na capital crescer 149% entre 2006 e 2012 (foram, ao todo, 9,9 milhões de multas aplicadas em 2012, contra 3,9 milhões em 2006). Nesse mesmo período a frota da cidade cresceu 36%, de 4,9 milhões para 6,7 milhões de veículos, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
O número de pessoas mortas no trânsito, por outro lado caiu apenas 2,9%: de 1.407 em 2006 para 1365 em 2011 (dado mais recente). Uma das principais justificativas para o aumento da fiscalização é a redução das mortes.
Mais multas. No balanço de multas enviado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o item que mais cresceu foi o de "outras infrações", que inclui 277 enquadramentos do Código de Trânsito. "Entre as principais infrações relacionadas nesse item, podemos citar: "Deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora, mudança de direção", "executar operação de conversão à esquerda em local proibido pela sinalização", "transitar pela contramão de direção em via com sinalização de regulamentação de sentido único", "Deixar de dar preferência ao pedestre atravessando a via transversal", entre outras", diz a CET, em nota.
"Em relação às multas dos radares do tipo pistola, informamos que, entre os dias 26/03 e 30/11 de 2012, os seis equipamentos registraram 56.163 imagens de excesso de velocidade de motocicletas. A fiscalização com os equipamentos portáteis começou a ser realizada em março de 2012", afirma a nota da CET.

Fonte: Estadão/São Paulo

sábado, 19 de janeiro de 2013

Usina de Itaipu referência sustentável





Edição do dia 17/01/2013
18/01/2013 00h54- Atualizado em 18/01/2013 00h54

Usina de Itaipu se torna referência na gestão de projetos sustentáveis

Fazem sucesso 20 programas para recompor o que foi destruído.
Desde a construção de Itaipu, foram plantadas 43 milhões de árvores.

André Trigueiro Foz do Iguaçu, PR


 
Quando foi construído, em 1982, o lago da usina de Itaipu era um orgulho da engenharia nacional e uma dor de cabeça para ambientalistas. Hoje, fazem sucesso os 20 programas implantados pela hidrelétrica para recompor o que foi destruído.
Quase 30 anos depois da inauguração da hidrelétrica, Itaipu é hoje referência na gestão de projetos sustentáveis em parte da bacia do rio Paraná, onde vivem aproximadamente 1 milhão de pessoas.
A reportagem sobrevoou a região para ver algumas intervenções que mudaram a paisagem e a rotina de quem vive no local. Desde a construção de Itaipu, foram plantadas 43 milhões de árvores.
O Corredor Ecológico de Itaipu tem 27 quilômetros de extensão e aproximadamente 70 metros de largura. A faixa verde interliga o Parque Nacional de Iguaçu à faixa de proteção da hidrelétrica. A função do corredor ecológico é permitir a melhoria genética e o intercâmbio das espécies, que circulam livremente e aumentam a longevidade, a saúde e a resistência no ambiente.
Outro desafio é recompor as matas ciliares dos rios que deságuam no reservatório. Um trabalho que já dá resultado. Em linha reta, a faixa verde de proteção dessas matas equivale à distância que separa Foz do Iguaçu do Rio de Janeiro (1.321 km).
Nada disso seria possível sem a ajuda dos produtores rurais, que foram estimulados a diversificar a produção, sem agravar a destruição da terra e a poluição das águas.
É o caso da agricultora Guiomar Neves, que descobriu no cultivo de plantas medicinais uma fonte de renda extra cada vez mais importante no orçamento. “Todos que a gente produz são vendidos. Não fica estocado não, tudo sai”, diz.
Todas as plantas são cultivadas, colhidas, secadas e processadas ali mesmo. Um dos destinos mais importantes são os postos de saúde da região. “A gente tem utilizado o cítrus, tem utilizado a alfavaca, tem utilizado graviola, o guaco, e os pacientes têm retornado com muita satisfação”, diz Jaqueline Marinho, médica do programa de Saúde da Família.
A terra que produz remédios também abre espaços generosos para o cultivo de alimentos orgânicos. Mais de 800 agricultores receberam treinamento para produzir sem agrotóxicos ou transgênicos.
Há alimentos saudáveis que vêm direto das águas do reservatório. Setenta e um pescadores aprenderam a fazer o manejo sustentável do pacu, um dos peixes típicos da região, em tanques-rede.
São, ao todo, 600. Cada tanque tem capacidade para produzir até 300 quilos de peixe. “Hoje, em um espaço de um hectare, eu consigo produzir até uma tonelada de peixe, isso em um ciclo, em um período de oito meses”, afirma o produtor de peixe Estevam Martins de Souza.
Como assegurar a boa qualidade da água sem dar destinação inteligente aos dejetos de animais como bois e porcos? A solução foi canalizar o esterco para grandes biodigestores, onde o gás metano se transforma em energia. A renda extra é apenas uma das vantagens.
O único gasoduto do Brasil para biogás a partir de esterco animal interliga 33 proprietários rurais. O metano é bombeado até uma pequena termelétrica.
A cada dia, são canalizados para essa central termelétrica 80m³ de gás metano, que estão do lado de dentro de uma bolsa de lona. “Essa quantidade de gás, de biogás, é capaz de gerar uma renda para a cooperativa de R$ 5 mil por mês somente em geração de energia elétrica. Essa energia é capaz de, comparativamente, sustentar 170 residências”, diz Cícero Bley Jr., superintendente de energia renovável da usina de Itaipu.
São 20 programas diferentes realizados em uma área equivalente à metade da Bélgica. Todas as ações são coordenadas por Itaipu dentro do projeto Cultivando Água Boa.
“Esse é um laboratório a céu aberto, com 29 municípios, um milhão de habitantes, e as coisas estão acontecendo. Nós temos mais de 860 pescadores, nós estamos falando de mais de 1.200 produtores de orgânicos na pequena agricultura. Nós estamos falando, portanto, de toda uma rede de mais de 40 arranjos produtivos que surgiram em função dessas ações. Isso fala por si”, diz Nelton Miguel Friedrich, diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Transporte público movido a ar começa funcionar em 2013 em Porto Alegre

Em uma reportagem  de André Trigueiro sobre o transporte de massa a ser implantado em Porto Alegre em 2013, entre a estação do Transub e o aeroporto Salgado Filho, mostra uma nova opção segura, com poluição zero e uma ótima oportunidade para caminhos que ainda precisamos trilhar. Esse tipo de transporte que há muitos anos foi desenvolvido e testado em Porto Alegre, agora começa aparecer em nosso cenário depois de muitos anos e sucesso no exterior já por vários anos. Valorizar o que é nosso, ainda  continua sendo um grande obstáculo para que as tecnologias aconteçam no Brasil, 100% nacional, o gaúcho experimentará em breve, o que poderíamos estar utilizando por um bom período. Veja a reportagem e conheça essa nova opção de transporte, já existem algumas outras cidades que pensam nessa opção.


O Cidades e Soluções acompanhou com exclusividade a linha de montagem do Aeromóvel, um transporte público de massa, com tecnologia 100% nacional que começa a circular a partir do primeiro semestre de 2013, em Porto Alegre. Por fora, parece um pouco com meios de transporte como trem ou metrô, mas a grande vantagem do Aeromóvel é a fonte de energia que ele utiliza: O ar. Dessa forma, ele se desloca sem ruído ou emissão de poluentes.

Aeromóvel – 1º transporte público de massa movido a ar


qui, 11/10/12
por aline.peres |



http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/platb/2012/10/11/aeromovel-1o-transporte-publico-de-massa-movido-a-ar/

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Neve o ano todo em Gramado

Parque em construção no RS promete charme europeu e neve o ano todo

Snowland de Gramado será 1º espaço de neve indoor da América Latina.
Estrutura poderá receber até 5 mil visitantes por dia a partir de 2013.

Roberta LemesDo G1 RS
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Parque temático Snowland (Foto: Divulgação/Snowland)Parque temático terá pista para esportes no gelo e espaço gastronômico (Foto: Divulgação/Snowland)
Para o próximo ano em Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul, a previsão não deixa dúvidas: haverá neve. Não se trata de uma informação privilegiada das centrais meteorológicas para o famoso inverno gaúcho, mas da criação de um parque de neve indoor, o Snowland. O projeto cria um mundo de fantasia com charme europeu e estrutura preparada para receber até 5 mil visitantes por dia. O empreendimento deve gerar empregos e atrair ainda mais turistas para a região a partir de novembro de 2013.
Imagine chegar a um vilarejo do Velho Continente, no sopé de uma montanha nevada, com temperaturas abaixo de zero e uma série opções de entretenimento, compras e gastronomia. Pois este é o cenário prometido pelo empresário André Caliari, que há cinco anos, junto do irmão Anderson, teve a ideia de criar um parque temático na cidade serrana, onde nasceu e mora até hoje. "Queríamos construir algo que fosse inovador, mas não apenas uma 'onda', uma moda passageira", conta ele, que é dono de outros estabelecimentos na região.
Dessa maneira, ficou decidido que um espaço para turismo na neve seria o ideal. A partir de então, deram início a uma rota de pesquisa e visitas a estações de esqui, sempre em busca de inspiração. De Bariloche, na Argentina, a Sölden, na Áustria, todas as viagens contribuíram de alguma forma para que o projeto em Gramado fosse o mais completo possível, segundo André. "Nossa ideia é que a pessoa, ao entrar no parque, seja transportada para um mundo encantado, em que seja possível abstrair a realidade. Pensamos em um lugar onde os visitantes passem por uma experiência única e inesperada."
Parque temático Snowland (Foto: Divulgação/Snowland)Ideia é que o visitante se sinta em um vilarejo com temperaturas baixíssimas (Foto: Divulgação/Snowland)
Para tanto, o Snowland terá 48 mil m² (14,8 mil m² de área coberta e 7,3 mil m² de área com neve) e tecnologia importada para produzir a neve. Na parte "montanhosa" da estrutura, serão praticados esqui, snowboarding, airboarding e outros esportes radicais. Haverá instrutores e roupas especiais para enfrentar as baixas temperaturas de forma segura. Estão previstas ainda áreas com pista de patinação no gelo, tobogãs, jogos de bolinhas de neve e área para caminhadas de exploração.
A gastronomia foi pensada como parte fundamental no contexto. Para a vivência ser completa, na praça de alimentação para 1 mil pessoas, com dois restaurantes e um bar, serão servidos pratos típicos de países costumeiramente conhecidos pelo turismo do frio, como o Chile e a Suíça. Tudo servido em um espaço de 120 metros com vista privilegiada para a área com neve. Para os que preferem ir às compras, um complexo de lojas variadas estará à disposição.
Parque temático Snowland (Foto: Divulgação/Snowland)Complexo de lojas (Foto: Divulgação/Snowland)
O parque está sendo construído desde janeiro em uma área próxima à ERS-235, na chamada Linha Carazal, que liga Gramado a Nova Petrópolis. "Escolhemos essa localização porque lá o homem já foi introduzido, ou seja, o impacto na natureza será minimizado", explica André, ressaltando que a previsão é de que as portas sejam abertas até novembro de 2013.
A iniciativa deve ter reflexo na economia de toda a região. A obra, avaliada em R$ 60 milhões e construída com a participação de outros sete empreendedores gaúchos, vai gerar 150 empregos diretos e cerca de 600 indiretos. Além disso, a expectativa é de que possa contribuir no tempo de permanência do turista. Como o parque não tem hotel, os visitantes invariavelmente usarão a infraestrutura do entorno. "O Snowland é nosso projeto da vida e o principal objetivo é de que ao sair de lá o turista esteja tão positivamente impactado que queira imediatamente voltar", diz André.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mudança na Lei Seca




 

Uso de remédio também pode ser fiscalizado na Lei Seca

Autor do projeto destaca que certos tipos de substância podem alterar a capacidade de condução

 
 
A mudança na Lei Seca planejada pelo Congresso vai atingir também quem dirigir sob o efeito de qualquer outra substância que possa provocar alteração na capacidade psicomotora — ou seja, até remédios. A proposta abre a possibilidade de que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamente testes para verificar quando o motorista está sob efeito de qualquer "substância psicoativa".
Hoje, o Código de Trânsito prevê a proibição de dirigir sob efeito de qualquer dessas substâncias, mas não trata da fiscalização. Autor do projeto original, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) destacou na justificativa que até mesmo pessoas que tomam medicamentos podem ser enquadradas, se isso alterar sua capacidade de dirigir.
Ele alegou que o objetivo não é só atacar o álcool, mas qualquer produto que interfira negativamente na capacidade do motorista. Nesse trecho, a Lei Seca será alterada para deixar claro que o objetivo é combater o que leva o condutor a ter "capacidade psicomotora alterada".
— Desde o início da Lei Seca, o artigo não fala só em álcool. Com a possibilidade de ampliação da prova, poderemos enquadrar outras substâncias psicoativas. Pode ser droga lícita, mas, se causa desestabilização, como um medicamento psiquiátrico, a pessoa poderá ser enquadrada.
Apesar da ampliação, técnicos do governo ouvidos nos últimos meses ressaltam que o objetivo da mudança é combater principalmente quem dirige sob efeito de drogas ilícitas. O texto final do projeto, costurado ainda na Câmara, teve a participação dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades).
Apesar de admitir pontos polêmicos, como o enquadramento por remédios, o governo optou por não aceitar a chamada "tolerância zero".
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Senado aprova lei que recompensa por redução de emissões de gases do efeito estufa



A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado aprovou nesta quarta-feira (7) projeto de lei do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) que cria sistema de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal, além de incentivar o manejo sustentável e o aumento dos estoques de carbono, conhecido como REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal). A proposta segue para a Câmara, com análise das comissões de Assuntos Econômicos e de Meio Ambiente.
A iniciativa estabelece valor econômico para a “floresta em pé” e cria regras que viabilizam a remuneração do proprietário que mantém área florestada. A implantação do REDD+, segundo Braga, contribuirá para que as florestas brasileiras sejam vistas como ativos econômicos, estimulando a preservação e a recuperação de áreas florestadas nas propriedades rurais.
De acordo com o senador, regulamentar o mercado de serviços ambientais é importante para consolidar o controle do desmatamento nos biomas, por meio de incentivos à preservação, além de dar nova fonte de renda a comunidades tradicionais ou mesmo agricultores individuais que preservam matas nativas. O país ainda não conta com uma lei que prevê a remuneração pela proteção de ecossistemas mantenedores da vida no planeta,
Para viabilizar o mecanismo, o projeto quer criar a Unidade de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, que corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono que deixou de ser emitida com a manutenção da floresta. Essa unidade poderá ser usada na obtenção de financiamentos ou convertida em títulos que poderão ser negociados em bolsas de valores.
O texto também estabelece que o sistema seja financiado com recursos dos fundos sobre Mudança do Clima, Amazônico, de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Florestal, além de recursos provenientes de acordos internacionais, doações e de orçamentos públicos.
Fonte: Uol

Copa Sustentável: Distrito Federal testa protótipo de ônibus elétrico

Fabricado na China, o modelo em teste na cidade funciona com um conjunto de baterias que proporcionam autonomia média de 150 quilômetros (com o ar condicionado ligado) e tem vida útil de pelo menos cinco anos.
Fonte: EcoD

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Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Um protótipo de ônibus elétrico que busca reduzir a emissão de poluentes e o impacto do transporte coletivo no meio ambiente começará a circular em Brasília, experimentalmente, nos próximos meses, mas o passeio inaugural já foi feito pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, na quinta-feira, 8 de novembro. A futura implementação integra um acordo feito com a Fifa (Federação Internacional de Futebol) para a Copa do Mundo de 2014.
Fabricado na China, o modelo em teste na cidade apresenta um conceito ambiental, usa energia limpa e pode contribuir para reduzir a poluição sonora. O veículo é totalmente elétrico, funciona com um conjunto de baterias que proporcionam autonomia média de 150 quilômetros (com o ar-condicionado ligado) e tem vida útil de pelo menos cinco anos.

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O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, passeia pelas ruas da capital federal no novo modelo de transporte coletivo, o primeiro ônibus elétrico.

O interesse do governo do Distrito Federal é testar o modelo, com o intuito de posteriormente montar uma fábrica e produzir os veículos ecológicos na capital. Para o presidente da Sociedade de Transporte Coletivo (TCB), Carlos Koch, este é o momento ideal para execução do projeto. “Estamos muito próximos de fazer uma grande renovação da frota”, destacou à Agência Brasil.
Com a experiência, será possível estudar e avaliar os aspectos de engenharia, de adaptação às rodovias da região.
Estima-se produzir os primeiros ônibus elétricos até a Copa do Mundo de 2014, mas isso ainda está em processo de negociação. A introdução do ônibus híbrido, porém, está prevista para o segundo semestre de 2013. Os híbridos já propiciam redução significativa na emissão de poluentes em relação aos ônibus convencionais. Os elétricos são totalmente ecológicos. O projeto junto a Fifa prevê que os novos veículos sejam usados no transporte dos torcedores do aeroporto ao Setor Hoteleiro e ao Estádio Nacional Mané Garrincha. O ônibus elétrico já circula na capital federal para testes e é gratuito para a população. Ainda não foram divulgadas informações sobre os horários e as rotas do veículo. Com a experiência, será possível estudar e avaliar os aspectos de engenharia, de adaptação às rodovias da região e, então, promover as alterações necessárias.


Postado por Daniela Kussama