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" Não são os grandes planos que dão certos, são os pequenos detalhes" Stephen Kanitz
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domingo, 1 de setembro de 2013

INTRODUÇÃO AOS FUNDAMENTOS DA VITIMOLOGIA

Artigo: Direito, Paradireitologia e Cosmoeticologia

Por Adriana de Lacerda Rocha é doutoranda em Direito pela UFSC, mestre em ciências jurídicas pela PUC/RJ. Professora de Direito Internacional, pesquisadora e professora da Conscienciologia, Conselheira do CIAJUC - Conselho Internacional de Assistência Jurídica da Conscienciologia em Foz do Iguaçu e coordenadora do Colégio Invisível da Cosmoeticologia. larocha04@uol.com.br



Apresentação. Este artigo traz algumas aproximações e reflexões entre Direito, Paradireitologia e Cosmoeticologia.

Metodologia. Analisamos em ordem crescente do menor para o maior - para expandir a compreensão da ciência do Direito através do entendimento da Paradireitologia, especialidade da Conscienciologia e subtema da Cosmoeticologia. Aproveitamos conceitos estudados pela ciência jurídica e temas estudados pela ciência Conscienciologia para esta correlação.

Paradigma. Desta maneira, temos como premissa o paradigma consciencial e não o paradigma newtoniano-cartesiano.

Tentativa. A historiografia do direito brasileiro mostra busca dos cientistas jurídicos em realizar um Direito mais comprometido com o ser humano.

Melhoria. Algumas ações demonstram tentativa de mudança de conceito e função desta ciência que, se forem expandidas pela aplicação do paradigma consciencial, permitirão profunda modificação do Direito.

Exemplos. Destacamos exemplos destas ações: a interseção entre área humana e social (Psicologia e Direito, por exemplo), ampliação da proteção dos direitos fundamentais, a justiça itinerante, a justiça restaurativa, o direito alternativo, a bioética gerando o biodireito, a teoria do pluralismo jurídico(1), a mediação.

Paradoxo. Apesar deste movimento, ainda existem retrocessos no comprometimento com um Direito mais assistencial e menos conivente com interesses de grupos específicos.

Transformação. Entendemos que somente através da utilização do paradigma consciencial conseguiremos alcançar as mudanças desejadas pelos jurisconsultos. A teoria e prática (teática(2)) da Paradireitologia permite esta alteração significativa pois leva à atuação cosmoética dos juristas possibilitando, inicialmente, o exercício do Direito Cosmoético.

Relação. Nossa abordagem parte da hipótese que, assim como a Ética interage com o Direito, a Cosmoética é muito próxima à Paradireitologia: da mesma maneira que os princípios éticos influenciam princípios jurídicos, os princípios cosmoéticos são o paradigma de funcionamento do Paradireitologia.

Ordem. A Cosmoética é a filosofia da ciência Conscienciologia - holofilosofia - e a diretriz determinante da evolução consciencial.

Integração. A pessoa (consciência) evolui sozinha, mas é em grupo que a acelera.

Grupalidade. Esta relação nos faz conviver em grupos e, com isto, interagir com a diversidade (consciencial) e com níveis diferenciados de ética e cosmoética.

Imprescindibilidade. A psicologia afirma que o homem é um ser essencialmente gregário e necessita desta convivência e que os grupos sociais surgem desta necessidade e as regras aparecem para fixar os limites de atuação em grupo.

Necessidade. Ainda precisamos das leis e regras intrafísicas para aprendermos a viver em grupo pois o nível evolutivo do planeta, a imaturidade da maioria e a falta de vivência plena da cosmoética assim exigem. Aí se insere o Direito Positivo: regular nosso convívio para que possa haver um mínimo de respeito, camaradagem e familiaridade social.

Aceitação. O positivismo originado com Auguste Comte influenciou os juristas principalmente a partir das idéias de Hans Kelsen (KELSEN, Hans. Teoria Pura do Direito. Coimbra: Armênio Amado, 1979). Os países com tradição jurídica romano-germânica se sujeitaram demais a uma codificação (Brasil) o que aumentou o reducionismo gerando entendimentos equivocados que o objeto exclusivo do Direito é o estudo das leis provenientes do Estado.

Resultado. Tal tendência foi (e ainda é) muito utilizada nos países ditatoriais (império dos processualistas) porque serve aos interesses de governantes manipuladores uma vez que os pseudopensadores os juristas - passam a ter como exclusiva atividade a interpretação das leis (normalmente atrelada a algum interesse escuso), o que serve aos interesses inescrupulosos destes líderes.

Conseqüência. Esta característica consolidou, nas últimas décadas, uma formação jurídica técnica embotando a criticidade, o raciocínio e argumentação dos profissionais desta área. A inter-relação do Direito com as ciências humanas foi prejudicada e, na maioria das vezes, completamente esquecida. Passou a importar mais o dogmatismo (afinização ainda maior com a religiosidade).

Teoricões. Esta visão míope relegou as disciplinas propedêuticas à posição secundária no currículo do jurista deixando-as na condição equívoca de disciplinas utópicas, teóricas, pois a prática ficou dominada pelo processualismo (é o caso da Filosofia do Direito e Teoria Geral do Direito).

Significado. A ética é parte da filosofia que se ocupa da reflexão sobre o valor do comportamento humano. Kant dizia que era doutrina da virtude, dos costumes, dos deveres. (AMARAL, Luiz Otavio de Oliveira. Teoria Geral do Direito. Forense: Rio de Janeiro. 2004. página. 42). É então base para comportamento humano gerando normas morais e normas jurídicas.

Interação. Amaral (AMARAL, Luiz Otavio de Oliveira. Teoria Geral do Direito. Forense: Rio de Janeiro. 2004. página 41) afirma que a moral influencia o Direito e detalha que a primeira é técnica de conduta interferência subjetiva enquanto que o segundo é técnica da coexistência - interferência intersubjetiva.

Definição. Miguel Reale diz que o “Direito corresponde à exigência essencial e indeclinável de uma convivência ordenada, pois nenhuma sociedade poderia subsistir sem um mínimo de ordem, de direção e solidariedade” (REALE, Miguel. Lições preliminares de Direito. Saraiva: São Paulo, 1998. página 2).

Mazelas. O Direito estabelece regras que permite melhor convívio social lidando, portanto, com a realidade patológica desta sociedade intrafísica. Esta nosografia é traço fardo (megatrafar) grupal que reflete as imaturidades e trafares (traços fardos(3)) individuais.

Megaconflitos. Neste contexto, os advogados deveriam ser os expertises do gerenciamento dos conflitos. Numa visão multidimensional, os parajuristas lidam com os megaconflitos (pensênicos, anticosmoéticos).

Paradireitologia. Baseado no paradigma consciencial, podemos estabelecer como um dos objetivos do paradireito(4) regular multidimensionalmente o convívio em grupo considerando para isto, a Ficha Evolutiva Pessoal FEP junto com a Ficha Evolutiva Grupal FEG.

Comparação. Da mesma forma que toda norma se inclui dentro de um sistema ético (ordenação do comportamento humano), também compreendemos o paradireito inserido no sistema cosmoético: ordenando evolução consciencial dentro do fluxo do cosmos.

Destaque. Podemos exemplificar algumas premissas do Paradireito: a) instrumentaliza a Cosmoética; b) quanto mais a pessoa aplica os princípios cosmoéticos, mais se aproxima das leis do cosmos (usadas na condição de referencial pelo Paradireito), necessitando assim, de menos imposição paralegislativa pois usa holomaturamente seu livre-arbítrio; c) o Paradireito mais avançado é parafisiologia social que funciona a partir da aplicabilidade contínua dos princípios cosmoéticos tornando-se paralei com eficácia entre todos daquela parassociedade. Em outras palavras, cada consciência entende e aplica a cosmoética que se traduz em regras pessoais de conduta.

Objetivo. Assim, a finalidade básica do Paradireito é conectar e viabilizar evolução consciencial dentro do fluxo do cosmos, respeitando a liberdade consciencial, as escolhas e investimentos evolutivos cosmoéticos de cada princípio consciencial até à consciência, objetivando sempre a assistencialidade e o megafraternismo.

Dinâmica. Pelo aprimoramento do Código Pessoal de Cosmoética (CPC) rumo à identificação com ao Código de Cosmoética (CC) - conseguimos aplicar o Paradireito na intrafisicalidade e, conseqüentemente, melhoramos a ciência jurídica.

Contribuição. A partir da autoconsciencialidade podemos melhorar o holopensene jurídico, tornando-o mais cosmoético favorecendo ambiente para o diálogo, a confiança, a responsabilidade e o desassédio.

Proporcionalidade. Segundo a Paradireitologia a relação entre dever e direito é proteção maior do heterodireito (heteroparadireito) e mais assunção do autodever (paradever) e responsabilidade (para-responsabilidade).

Unidade. Pela filosofia o “Universo é a diversidade das coisas harmoniosamente ordenadas, dentro da unidade do todo”.

Ordem. Os gregos, por sua vez, denominavam o Universo de cosmos, palavra que significava para eles a ordem.

Coordenação. O Paradireito procura dispor ordenadamente a convivência entre os princípios conscienciais e as consciências dentro desta harmonia do cosmos com base na Cosmoética.

Ortopensenidade. Para termos uma sociedade mais equilibrada e ordenada com o fluxo cósmico maior, é indispensável o perpasse pela pensenidade(5) hígida (ordem intraconsciencial).

Saída. É este o primeiro passo rumo à reprodução, nesta dimensão, das sociedades mais evoluídas, fraternas e maduras. Aprendermos a aplicar no dia-a-dia os princípios cosmoéticos e a maxifraternidade viabiliza está concretização.

Notas:

Este artigo é resumo do trabalho apresentado no II Ciclo de Debates em Paradireito realizado pelo CEAEC em Foz do Iguaçu, PR em outubro de 2006.

(1) Esta idéia é analisada pelo prof. Antonio Carlos Wolkmer no livro de sua autoria Pluralismo Jurídico (Ômega: São Paulo, 2001).

(2) Neologismo criado pela ciência Conscienciologia cujo verbo é teaticar (ARAÚJO, Felipe; PINHEIRO, Lourdes. Dicionário de Verbos Conjugados da Língua Portuguesa. Editares: Foz do Iguaçu, 2005).

(3) Traço-fardo é “componente negativo da estrutura do microuniverso consciencial que a consciência ainda não consegue alijar de si ou desvencilhar-se até o momento. Parapatologia” (ARAÚJO, Felipe; PINHEIRO, Lourdes. Dicionário de Verbos Conjugados da Língua Portuguesa. Editares: Foz do Iguaçu, 2005).

(4) A Enciclopédia da Conscienciologia define Paradireito como: “(...) Ciência aplicada aos estudos técnicos, paratécnicos, pesquisas e parapesquisas teáticas do conjunto de normas, princípios e paraleis das manifestações conscienciais ou pensenizações justas, íntegras e retas, conforme o fluxo cosmoético e sincrônico do Cosmos,a partir do emprego correto da energia imanente (EI), na vivência e para vivência da megafraternidade”. (VIEIRA, Waldo. Enciclopédia da Conscienciologia. Tomo II. 3.ed. Editares: Foz do Iguaçu, 2007).

(5) “Pensenizar é empregar a unidade de manifestação prática da consciência: o pensamento ou idéia, o sentimento ou a emoção e a energia ou a ação, em conjunto de modo indissociável. Pensenologia.” (ARAÚJO, Felipe; PINHEIRO, Lourdes. Dicionário de Verbos Conjugados da Língua Portuguesa. Editares: Foz do Iguaçu, 2005).


O Estado do Paraná, Direito e Justiça, 04/05/2008.

sábado, 31 de agosto de 2013


24/08/2013 18h05 - Atualizado em 24/08/2013 18h23

‘Texto da reforma do Código Penal é um desastre’, diz Paulo César Busato

Procurador do Paraná participou de Congresso Jurídico em Teresina.
Paulo César diz que grandes especialistas ficaram de fora da discussão.

Patrícia Andrade Do G1 PI
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Header Teresina (Foto: Divulgação)
O procurador de Justiça do Paraná, Paulo César Busato, esteve em Teresina neste sábado (24) e fez duras críticas ao texto da reforma do Código Penal Brasileiro, que deverá ser votado a partir do dia 30 de setembro pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Paulo César disse que o texto é um desastre.
Paulo César Busato participou em Teresina do Congresso de Estudos Jurídicos (Foto: Patrícia Andrade/G1)Paulo César Busato participou em Teresina do Congresso de Estudos Jurídicos (Foto: Patrícia Andrade/G1)
Para o procurador do Paraná, a discussão e elaboração do texto excluíram grandes juristas e se resumiu a uma. “Espero que haja uma coerência interna e uma nova comissão seja criada para se trabalhar um texto novo para ser votado. O texto foi mal conduzido e grandes especialistas ficaram de fora”, disse.

O novo Código Penal foi discutido inicialmente por uma comissão de dezessete juristas, designados pelo então presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), há dois anos. Um anteprojeto foi elaborado pelos especialistas e se tornou a base daquilo que a comissão especial discutiria.

O anteprojeto inclui a ampliação dos casos em que o aborto é permitido, a legalização da ortotanásia e a legalização do cultivo e do porte de certas quantidades de droga.

Paulo César Busato esteve em Teresina participando do IV Congresso de Estudos Jurídicos, realizado por estudantes de Direito. No evento, o procurador do Paraná falou sobre a responsabilidade penal das pessoas jurídicas dentro do que prevê a reforma.

O IV Congresso de Estudos Jurídicos aconteceu no auditório da Justiça Federal e reuniu mais de 500 estudantes. No encerramento, o advogado Lucas Villa, que atua no caso da morte da estudante Fernanda Lages, também proferiu palestra. O evento, organizado pelo Centro Acadêmico de Direito da Universidade Federal, teve início nessa quinta-feira (22) e reuniu grandes nomes do cenário jurídico como Roberto Tardelli, Paulo Nader e José Afonso da Silva.

Relator do novo código penal retira propostas polêmicas

Senador Pedro Taques apresentou seu parecer preliminar do novo código sem propostas como a legalização do aborto e da eutanásia

Eduardo Bresciani, do

Valter Campanato/ABr
Senador Pedro Taques (PDT-MT) conversa com repórteres após reunião da Comissão Mista de Consolidação da Legislação Federal
Pedro Taques (PDT-MT): senador incluiu a tipificação da corrupção como crime hediondo no projeto do novo Código Penal
São Paulo - O relator do projeto de mudança no Código Penal, senador Pedro Taques (PDT-MT), apresentou seu parecer preliminar retirando do texto propostas como a legalização do aborto e da eutanásia. Ele incluiu a tipificação da corrupção como crime hediondo e regras mais rígidas para a progressão de penas nas propostas de mudança. Os senadores poderão agora fazer emendas a este parecer e a previsão é de que a votação na comissão especial que debate o tema seja realizada em outubro. Após isso, a proposta seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça e ao plenário antes de seguir para a Câmara.
"Nossa intenção é fazer um direito penal mais justo, mas tendo claro que o direito penal não é um remédio para resolver os problemas do Brasil, mas apenas um mecanismo a mais para vivermos em uma sociedade mais justa", disse Taques, que é procurador de carreira.
O relator fez alterações profundas no texto fazendo uma supressão de diversos artigos tidos como inovadores no projeto, que é fruto de um trabalho de comissão de 16 juristas. A proposta dos juristas continha que a legalização do aborto aconteceria até a 12ª semana de gestação por vontade da gestante com respaldo do médico ou psicólogo atestando não haver condições de se arcar com a maternidade. Atualmente, o aborto só é permitido em caso de estupro, risco de vida para a mulher ou anencefalia.
Em relação às drogas, a proposta era de que a posse não fosse considerado crime quando fosse para uso pessoal e em quantidade suficiente para consumo em até cinco dias. Havia ainda a previsão de descriminalização da eutanásia e da ortotanásia. "Não fiz isso para evitar polêmica, mas porque essas são as posições que defendo. Tenho certeza que cada uma delas será decidida no voto", justificou Taques explicando sua decisão de retirar todos estes assuntos.
O projeto endurece a progressão de penas. Atualmente, o condenado pode evoluir de regime após o cumprimento de 1/6 da pena. Pelo texto, só passará a ter este direito após o cumprimento de 1/4 da pena no regime inicial determinado. O regime é fechado nos casos de condenações superiores a oito anos.
O relator incluiu em seu parecer a tipificação do crime de corrupção como hediondo e aumentou a pena mínima das práticas de corrupção ativa e passiva de dois para quatro anos. O texto amplia ainda a punição mínima para o crime de homicídio, de seis para oito anos.
Além do texto elaborado pelos juristas, Taques analisou mais de 600 emendas apresentadas por senadores, mais de mil sugestões enviadas pela Ouvidoria da Casa, além de debates realizados em sete audiências públicas e com mais de 300 representantes de entidades.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Novo Código Penal será debatido em Cuiabá nesta sexta-feira


Em 19 de junho de 2013 as 18h01
Toda a população está convidada para o debate, que acontece às 19h, no auditório do Ministério Público Estadual, em Cuiabá (ao lado do Fórum da capital).
Fonte: Assessoria Expresso MT

O Senado Federal está realizando em todo o país audiências públicas para debater a reforma do Código Penal Brasileiro. Nesta sexta-feira (21.06) é a vez da sociedade mato-grossense participar. Toda a população está convidada para o debate, que acontece às 19h, no auditório do Ministério Público Estadual, em Cuiabá (ao lado do Fórum da capital).

A audiência é realizada em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Ministério Público Estadual (MPE-MT), Defensoria Pública de Mato Grosso, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),  Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e senador Pedro Taques (PDT-MT), relator do projeto no Senado.

Cada uma dessas instituições terá um palestrante para falar sobre aspectos do projeto e manifestar posições sobre os diversos crimes e penas. Logo depois, participantes ouvintes também poderão se manifestar e fazer questionamentos. Estudantes de direito receberão certificado pela participação no ato público.

Com mais de 70 anos de existência, o Código Penal Brasileiro será reformulado pelo Congresso Nacional para se enquadrar a realidade atual. Além de revisar as leis existentes, o projeto aborda novos crimes, como os praticados na internet e terrorismo, que não são tipificados na atual legislação.

O senador mato-grossense Pedro Taques é o relator da matéria. Ele tem a missão de apresentar o novo texto, com as alterações consideradas necessárias, e colocá-lo em votação no Senado. Conforme o senador, o debate é necessário porque envolve temas sensíveis à nossa sociedade, como aborto, descriminalização do uso de drogas, pena mais severa para crimes de corrupção, entre outros assuntos.

Pedro Taques já anunciou que deverá apresentar seu relatório à Comissão Temporária que examina a reforma legislativa até o dia 17 de julho. A intenção é que os senadores apresentem emendas a partir de primeiro de agosto para, então, ser iniciado o período de votação no Plenário.

sábado, 15 de junho de 2013

02/06/2013 - 10h38

Senado começa a discutir ainda este mês atualização do Código de Defesa do Consumidor

Expectativa é de o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) ser votado na comissão temporária que trata do assunto ainda na primeira quinzena

No ano em que completa 23 anos, o Código de Defesa do Consumidor pode ganhar avanços importantes. Considerada uma lei forte e respeitada, no Senado, os parlamentares dizem que o que está em discussão na Casa não é uma reforma, mas sim, uma atualização da lei. A expectativa é de o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) ser votado na comissão temporária que trata do assunto ainda na primeira quinzena deste mês.
“A questão central é você considerar a legitimidade de todos os segmentos que participam desse debate e construir uma legislação equilibrada. O ponto central é não agir com radicalismo porque se você agir com radicalismo, você marca uma posição, mas não faz a legislação avançar”, avaliou Ferraço.
Para não contaminar os assuntos, além de manter, em projetos de lei separados, as três sugestões sobre superendividamento, ações coletivas e comércio eletrônico, feitas por uma comissão de juristas presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, Ferraço vai incluir, pelo menos, mais duas novidades na atualização: um projeto que prevê o fortalecimento dos Procons e outro que trata da publicidade infantil.
Apesar da decisão do relator, o presidente da comissão, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), considera que este último tema é polêmico e não foi discutido suficientemente a ponto de avançar. Suécia, Dinamarca, Noruega, Inglaterra, Bélgica, Austrália e Canadá são exemplos de países que proíbem a publicidade voltada a esse público. No Brasil, o tema divide opiniões. “O projeto da publicidade infantil eu vejo zero de possibilidade de ser aprovado porque é uma coisa extremamente polêmica”, disse Rollemberg.
Já a proposta que prevê o fortalecimento dos Procons é vista como fundamental e foi pedida por especialistas da área em uma das audiências públicas feitas pela comissão. O relatório do senador Ricardo Ferraço deve propor um projeto no qual as conciliações feitas entre clientes e empresas nos órgãos de proteção e de defesa do consumidor tenham validade de decisão judicial.Assim, caso o prestador de serviço não cumpra o acordo firmado nos Procons, poderá ser executado diretamente pela Justiça, sem necessidade do consumidor entrar com um novo processo.
Na avaliação dos senadores, se o Procon não tiver o poder de multar, arbitrar, decidir e conciliar, as pessoas vão continuar recorrendo à Justiça que hoje acumula milhares de processos desse tipo.
O assunto também é objeto de um projeto de lei enviado pelo governo este ano à Câmara dos Deputados. “Nós não temos o menor compromisso com o texto da Câmara. Nós temos compromisso com uma tese comum de fortalecimento dos Procons”, disse Rollemberg ao justificar a apresentação de uma proposta semelhante no Senado.


fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 12 de abril de 2012

STF e o feto anencéfalo.

quinta-feira, 12 de abril de 2012 21:06

STF decide que aborto de feto anencéfalo não é crime

Agência Estado

Por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), mulheres que decidem abortar fetos anencefálicos e médicos que provocam a interrupção da gravidez não cometem crime. A maioria dos ministros entendeu que um feto com anencefalia é natimorto e, portanto, a interrupção da gravidez nesses casos não é comparada ao aborto, considerado crime pelo Código Penal. A discussão iniciada há oito anos no STF foi encerrada em dois dias de julgamento.

A decisão livra as gestantes que esperam fetos com anencefalia - ausência de partes do cérebro - de buscarem autorização da Justiça para antecipar os partos. Algumas dessas liminares demoravam meses para serem obtidas. E, em alguns casos, a mulher não conseguia autorização e acabava, à revelia, levando a gestação até o fim. Agora, diagnosticada a anencefalia, elas poderão se dirigir diretamente a seus médicos para realização do procedimento.

O Código Penal, em vigor desde 1940, prevê apenas dois casos para autorização de aborto legal: quando coloca em risco a saúde da mãe e em caso de gravidez resultante de estupro. Qualquer mudança dessa lei precisa ser aprovada pelo Congresso. Por 8 votos a 2, o STF julgou que o feto anencefálico não tem vida e, portanto, não é possível acusar a mulher do crime de aborto. "Aborto é crime contra a vida. Tutela-se a vida em potencial. No caso do anencéfalo, não existe vida possível", afirmou o relator do processo, ministro Marco Aurélio Mello.

Em seu voto, Carlos Ayres Britto afirmou que as gestantes carregam um "natimorto cerebral" no útero, sem perspectiva de vida. "É preferível arrancar essa plantinha ainda tenra no chão do útero do que vê-la precipitar no abismo da sepultura", declarou. Além desse argumento, a maioria dos ministros reconheceu que a saúde física e psíquica da grávida de feto anencéfalo pode ser prejudicada se levada até o fim a gestação. Conforme médicos ouvidos na audiência pública realizada pelo STF em 2008, a gravidez de feto sem cérebro pode provocar uma série de complicações à saúde da mãe, como pressão arterial alta, risco de perda do útero e, em casos extremos, a morte da mulher. Por isso, ministros afirmaram que impedir a mulher de interromper a gravidez nesses casos seria comparável a uma tortura.

Obrigar a manutenção da gestação, disse Ayres Britto, seria impor a outra pessoa que se assuma como mártir. "O martírio é voluntário", afirmou. "O que se pede é o reconhecimento desse direito que tem a mulher de se rebelar contra um tipo de gravidez tão anômala, correspondente a um desvario da natureza", disse. "Dar à luz é dar à vida e não à morte", afirmou. Na opinião do ministro, se os homens engravidassem, a antecipação de partos de anencéfalos "estaria autorizada desde sempre".

O ministro Gilmar Mendes, que também foi favorável à possibilidade de interrupção da gravidez, sugeriu que o Ministério da Saúde edite normas que regulem os procedimentos que deverão ser adotados pelos médicos para garantir a segurança do tratamento. Uma dessas regras poderia estabelecer que antes da realização do aborto o diagnóstico de anencefalia seja atestado em dois laudos emitidos por dois médicos diferentes.

Apenas dois ministros votaram contra a liberação do aborto - Ricardo Lewandowski e o presidente do STF, Cezar Peluso. Lewandowski julgou que somente o Congresso poderia incluir no Código Penal uma terceira exceção ao crime de aborto. E citou as outras duas: caso a gravidez decorra de estupro ou se o aborto for necessário para salvar a vida da mãe. "Não é lícito ao mais alto órgão judicante do País, a pretexto de empreender interpretação conforme a Constituição, envergar as vestes de legislador positivo, criando normas legais", afirmou o ministro. "O aborto provocado de feto anencéfalo é conduta vedada de modo frontal pela ordem jurídica", disse Peluso. "O doente de qualquer idade, em estágio terminal, também sofre por seu estado mórbido e também causa sofrimento a muitas pessoas, parentes ou não, mas não pode por isso ser executado nem é licito receber ajuda para dar cabo à própria vida", afirmou o ministro. "O feto portador de anencefalia tem vida".

Gilmar Mendes reclamou da decisão do ministro Marco Aurélio de negar a participação de setores religiosos no julgamento, fazendo sustentações orais no plenário do STF. "As entidades religiosas são quase que colocadas no banco de réus, como se estivessem a fazer algo de indevido. E é bom que se diga que elas não estão fazendo algo de indevido ao fazer as advertências", disse. "Talvez daqui a pouco nós tenhamos a supressão do Natal do nosso calendário ou, por que não, a revisão do calendário gregoriano", disse. "É preciso ter muito cuidado com esse tipo de delírio, de faniquitos anticlericais", acrescentou.

Código Penal

2/04/2012 - 11:48
Senadora destaca importância de audiência com juristas
Comissão de juristas vão discutir anteprojeto do Código Penal
(Foto: Arquivo Portal Infonet)
A senadora Maria do Carmo Alves (DEM) destacou nesta quinta-feira, 12, a importância da audiência pública, que ocorrerá amanhã em Aracaju, da comissão de juristas do Senado para discutir e colher sugestões para o anteprojeto do Código Penal Brasileiro.

“A população sergipana terá a oportunidade de dá a sua parcela contribuição nesse debate que é de fundamental importância para que tenhamos um Código que atenda, de fato, aos seus anseios”, afirmou a parlamentar por Sergipe, ao parabenizar o trabalho que vem sendo realizado pelo grupo e destacar a importância de os sergipanos terem acesso ao evento, uma vez que só São Paulo promoveu audiência desta natureza.

A parlamentar ressaltou que a comissão, formada por 16 juristas renomados do país, vem discutindo reformas nos artigos que tratam de temas importantes e de grande alcance social, como aborto e crimes contra a dignidade sexual. O grupo, que participa de um seminário hoje em Aracaju, está preparando o anteprojeto do novo Código Penal para entregar ao Senado a pedido do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP).
Quando o anteprojeto produzido for concluído, ele começará a tramitar no Senado e passará pela Comissão de Constituição e Justiça da Casa. Até 25 de maio, os interessados poderão enviar propostas para o novo Código, através do site oficial doSenado Federal. 
Fonte: Assessoria Parlamentar

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Juízes e Servidores

12/01/2012 - 17h13

Coaf aponta operações atípicas de R$ 855 milhões de juízes e servidores



FELIPE SELIGMAN
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

Um relatório do Coaf (órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda) revela que 3.426 magistrados e servidores do Judiciário fizeram movimentações consideradas "atípicas" no valor de R$ 855 milhões entre 2000 e 2010.
O documento ressaltou algumas situações consideradas suspeitas, como o fato de três pessoas, duas delas vinculadas ao Tribunal da Justiça Militar de São Paulo e uma do Tribunal de Justiça da Bahia, terem movimentado R$ 116,5 milhões em um único ano, 2008.
Segundo o relatório, 81,7% das comunicações consideradas atípicas estão concentradas no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro), Tribunal de Justiça da Bahia e o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.
Sem apontar nomes ou separar entre servidores e juízes, os dados também mostram que ocorreram depósitos, em espécie, no total de R$ 77,1 milhões realizados nas contas dessas pessoas.
O documento de 13 páginas, ao qual a Folha teve acesso, foi encaminhado na tarde desta quinta-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon. Ela disse ao STF não ter havido quebra de sigilo para se chegar às informações.
"Atipicidade" nas movimentações não significa crime ou irregularidade, mas apenas que aquela operação financeira fugiu aos padrões da norma bancária e do sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro.
O Coaf apurou uma relação de 216 mil servidores do Poder Judiciário. Deste universo, 5.160 pessoas figuraram em 18.437 comunicações de operações financeiras encaminhadas ao Coaf por diversos setores econômicos, como bancos e cartórios de registro de imóveis.
As comunicações representaram R$ 9,48 bilhões, entre 2000 e novembro de 2010. O Coaf considerou que a maioria deste valor tem explicação plausível, como empréstimos efetuados ou pagos.
Dos R$ 855 milhões considerados "atípicos" pelo Coaf, o ápice ocorreu em 2002, quando "uma pessoa relacionada ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região", no Rio de Janeiro, movimentou R$ 282,9 milhões.
Em 2010, R$ 34,2 milhões integraram operações consideradas suspeitas.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

TRISTE JUDICIÁRIO



MARCO ANTONIO VILLA
O Globo
Publicado em 13/12/2011
PELO VALOR DO ARTIGO O GRUPO GUARARAPES SE ORGULHA EM REPASSÁ-LO

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) é formado por 33 ministros. Foi criado pela Constituição de 1988. Poucos conhecem ou acompanham sua atuação, pois as atenções nacionais estão concentradas no Supremo Tribunal Federal. No site oficial está escrito que é o tribunal da cidadania. Será?
Um simples passeio pelo site permite obter algumas informações preocupantes.
O tribunal tem 160 veículos, dos quais 112 são automóveis e os restantes 48 são vans, furgões e ônibus. É difícil entender as razões de tantos veículos para um simples tribunal. Mais estranho é o número de funcionários. São 2.741 efetivos.
Muitos, é inegável. Mas o número total é maior ainda. Os terceirizados representam 1.018. Desta forma, um simples tribunal tem 3.759 funcionários, com a média aproximada de mais de uma centena de trabalhadores por ministro!! Mesmo assim, em um só contrato, sem licitação, foram destinados quase R$2 milhões para serviço de secretariado.
Não é por falta de recursos que os processos demoram tantos anos para serem julgados. Dinheiro sobra. Em 2010, a dotação orçamentária foi de R$940 milhões. O dinheiro foi mal gasto. Só para comunicação e divulgação institucional foram reservados R$11 milhões, para assistência médica a dotação foi de R$47 milhões e mais 45 milhões de auxílio-alimentação. Os funcionários devem viver com muita sede, pois foram destinados para compra de água mineral R$170 mil. E para reformar uma cozinha foram gastos R$114 mil. Em um acesso digno de Oswaldo Cruz, o STJ consumiu R$225 mil em vacinas. À conservação dos jardins — que, presumo, devem estar muito bem conservados — o tribunal reservou para um simples sistema de irrigação a módica quantia de R$286 mil.
Se o passeio pelos gastos do tribunal é aterrador, muito pior é o cenário quando analisamos a folha de pagamento. O STJ fala em transparência, porém não discrimina o nome dos ministros e funcionários e seus salários. Só é possível saber que um ministro ou um funcionário (sem o respectivo nome) recebeu em certo mês um determinado salário bruto. E só. Mesmo assim, vale muito a pena pesquisar as folhas de pagamento, mesmo que nem todas, deste ano, estejam disponibilizadas. A média salarial é muito alta. Entre centenas de funcionários efetivos é muito difícil encontrar algum que ganhe menos de 5 mil reais.
Mas o que chama principalmente a atenção, além dos salários, são os ganhos eventuais, denominação que o tribunal dá para o abono, indenização e antecipação das férias, a antecipação e a gratificação natalinas, pagamentos retroativos e serviço extraordinário e substituição. Ganhos rendosos. Em março deste ano um ministro recebeu, neste item, 169 mil reais. Infelizmente há outros dois que receberam quase que o triplo: um, R$404 mil; e outro, R$435 mil. Este último, somando o salário e as vantagens pessoais, auferiu quase meio milhão de reais em apenas um mês! Os outros dois foram “menos aquinhoados”, um ficou com R$197 mil e o segundo, com 432 mil. A situação foi muito mais grave em setembro. Neste mês, seis ministros receberam salários astronômicos: variando de R$190 mil a R$228 mil.
Os funcionários (assim como os ministros) acrescem ao salário (designado, estranhamente, como “remuneração paradigma”) também as “vantagens eventuais”, além das vantagens pessoais e outros auxílios (sem esquecer as diárias). Assim, não é incomum um funcionário receber R$21 mil, como foi o caso do assessor-chefe CJ-3, do ministro 19, os R$25,8 mil do assessor-chefe CJ-3 do ministro 22, ou, ainda, em setembro, o assessor chefe CJ-3 do do desembargador 1 recebeu R$39 mil (seria cômico se não fosse trágico: até parece identificação do seriado “Agente 86”).

Em meio a estes privilégios, o STJ deu outros péssimos exemplos. Em 2010, um ministro, Paulo Medina, foi acusado de vender sentenças judiciais. Foi condenado pelo CNJ. Imaginou-se que seria preso por ter violado a lei sob a proteção do Estado, o que é ignóbil. Não, nada disso. A pena foi a aposentadoria compulsória. Passou a receber R$25 mil. E que pode ser extensiva à viúva como pensão. Em outubro do mesmo ano, o presidente do STJ, Ari Pargendler, foi denunciado pelo estudante Marco Paulo dos Santos. O estudante, estagiário no STJ, estava numa fila de um caixa eletrônico da agência do Banco do Brasil existente naquele tribunal. Na frente dele estava o presidente do STJ. Pargendler, aos gritos, exigiu que o rapaz ficasse distante dele, quando já estava aguardando, como todos os outros clientes, na fila regulamentar. O presidente daquela Corte avançou em direção ao estudante, arrancou o seu crachá e gritou: “Sou presidente do STJ e você está demitido. Isso aqui acabou para você.” E cumpriu a ameaça. O estudante, que dependia do estágio — recebia R$750 —, foi sumariamente demitido.
Certamente o STJ vai argumentar que todos os gastos e privilégios são legais. E devem ser. Mas são imorais, dignos de uma república bufa. Os ministros deveriam ter vergonha de receber 30, 50 ou até 480 mil reais por mês. Na verdade devem achar que é uma intromissão indevida examinar seus gastos. Muitos, inclusive, podem até usar o seu poder legal para coagir os críticos. Triste Judiciário. Depois de tanta luta para o estabelecimento do estado de direito, acabou confundindo independência com a gastança irresponsável de recursos públicos, e autonomia com prepotência. Deixou de lado a razão da sua existência: fazer justiça.
MARCO ANTONIO VILLA é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos (SP).

UM ARTIGO DESTE QUILATE ACABA COM QUALQUER ESPERANÇA DE VIVERMOS NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.
QUANDO A JUSTIÇA É DESACREDITADA ESTAMOS NUM FIM DE UMA ERA. ALGUMA COISA VAI ACONTECER.
POBRE PÁIS. POBRE POVO ENGANADO PELA DEMAGOGIA E POR LADRÕES DA COISA PÚBLICA.
PARABENS PELA CORAGEM MORAL PROFESSOR ANTÔNIO VILLA.
GRUPO  GUARARAPES

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ministra Eliana Calmon continua sob o fogo cruzado do STF

Extraído de: Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário no Est... - 3 horas atrás

Ministra Eliana Calmon: Estou vendo a serpente nascer, não posso calar

Após ataques de ministro do Supremo, corregedora nacional da Justiça afirma que não irá esmorecer na investigação do Judiciário

Alvo de 9 entre 10 juízes, e também do ministro Março Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que não aceitam seu estilo e determinação, a ministra Eliana Calmon, corregedora nacional da Justiça, manda um recado àqueles que querem barrar seu caminho. "Eles não vão conseguir me desmoralizar, isso não vão conseguir."

Calmon avisa que não vai recuar. "Eu estou vendo a serpente nascer, não posso me calar."

Na noite desta segunda feira, 9, o ministro do STF disparou a mais pesada artilharia contra a corregedora desde que ela deu início à sua escalada por uma toga transparente, sem regalias.

No programa Roda Viva, da TV Cultura, Março Aurélio partiu para o tudo ou nada ao falar sobre os poderes dela no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). "Ela tem autonomia? Quem sabe ela venha a substituir até o Supremo."

Ao Estado , a ministra disse que seus críticos querem ocultar mazelas do Judiciário.

Estado: A sra. vai esmorecer?

MINISTRA ELIANA CALMON: Absolutamente, pelo contrário. Eu me sinto renovada para dar continuidade a essa caminhada, não só como magistrada, inclusive como cidadã. Eu já fui tudo o que eu tinha de ser no Poder Judiciário, cheguei ao topo da minha carreira. Eu tenho 67 anos e restam 3 anos para me aposentar.

ESTADO: Os ataques a incomodam?

ELIANA CALMON: Perceba que eles atacam e depois fazem ressalvas. Eu preciso fazer alguma coisa porque estou vendo a serpente nascer e eu não posso me calar. É a última coisa que estou fazendo pela carreira, pelo Judiciário. Vou continuar.

ESTADO: O que seus críticos pretendem?

ELIANA CALMON: Eu já percebi que eles não vão conseguir me desmoralizar. É uma discussão salutar, uma discussão boa. Nunca vi uma mobilização nacional desse porte, nem quando se discutiu a reforma do Judiciário. É um momento muito significativo. Não desanimarei, podem ficar seguros disso.

ESTADO: O ministro Março Aurélio deu liminar em mandado de segurança e travou suas investigações. Na TV ele foi duro com a sra.

ELIANA CALMON: Ele continua muito sem focar nas coisas, tudo sem equidistância. Na realidade é uma visão política e ele não tem motivos para fazer o que está fazendo. Então, vem com uma série de sofismas. Espero esclarecer bem nas informações ao mandado de segurança. Basta ler essas informações. A imprensa terá acesso a essas informações, a alguns documentos que vou juntar, e dessa forma as coisas ficarão bem esclarecidas.

ESTADO: O ministro afirma que a sra. violou preceitos constitucionais ao afastar o sigilo de 206 mil investigados de uma só vez e comparou-a a um xerife.

ELIANA CALMON: Ficou muito feio, é até descer um pouco o nível. Não é possível que uma pessoa diga que eu violei a Constituição. Então eu não posso fazer nada. Não adianta papel, não adianta ler, não adianta documentos. Não adianta nada, essa é a visão dele. Até pensei em procura-lo, eu me dou bem com ele, mas acho que é um problema ideológico. Ou seja, ele não aceita abrir o Judiciário.

ESTADO: O que há por trás da polêmica sobre sua atuação?

ELIANA CALMON: Todo mundo vê a serpente nascendo pela transparência do ovo, mas ninguém acredita que uma serpente está nascendo. Os tempos mudaram e eles não se aperceberam, não querem aceitar. Mas é um momento que eu tenho que ter cuidado para não causar certo apressamento do Supremo, deixar que ele (STF) decida sem dizer, 'ah, mas ela fez isso e aquilo outro, ela é falastrona, é midiática'. Então eu estou quieta. As coisas estão muito claras.

ESTADO: A sra. quebrou o sigilo de 206 mil magistrados e servidores?

ELIANA CALMON: Nunca houve isso, nunca houve essa história. Absolutamente impossível eu pedir uma quebra de sigilo de 206 mil pessoas. Ninguém pode achar na sua sã consciência que isso fosse possível. É até uma insanidade dizer isso. O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) age com absoluta discrição, como se fosse uma bússola. Aponta transações atípica. Nunca ninguém me informou nomes, nada. Jamais poderia fazer uma quebra atingindo universo tão grande. Mas eu tenho anotações de alguns nomes, algumas suspeitas. Então, quando você chega num tribunal, principalmente como o de São Paulo, naturalmente que a gente já tem algumas referências, mas é uma amostragem. Não houve nenhuma devassa, essa é a realidade.

ESTADO: A sra. não tinha que submeter ao colegiado o rastreamento de dados?

ELIANA CALMON: O regimento interno do CNJ é claro. Não precisa passar pelo colegiado, realmente. E ele (ministro Março Aurélio) deu a liminar (ao mandado de segurança) e não passou pelo Pleno do STF. E depois que eu fornecer as informações ao mandado de segurança e depois que eu der resposta à representação criminal ficarei mais faladora. Estou muito calada porque acho que essas informações precisam ser feitas primeiro. Eu não vou deixar nada sem os esclarecimentos necessários.

ESTADO: Duas liminares, dos ministros Março Aurélio e Ricardo Lewandowski, ameaçam o CNJ. A sra. acredita que elas poderão ser derrubadas pelo Pleno do STF?

ELIANA CALMON: Esperança eu tenho. Agora, tradicionalmente o STF nunca deixou o seu presidente sem apoio, nunca. Todas as vezes eles correram e conseguiram dar sustentação ao presidente. Qual é a minha esperança: eu acho que o Supremo não é mais o mesmo e a sociedade e os meios de comunicação também não são mais os mesmos. Não posso pegar exemplos do passado para dizer que não acredito em uma decisão favorável. Estamos vivendo um outro momento. Não me enche de esperanças, mas dá esperanças para que veja um fato novo, não como algo que já está concretizado. Tudo pode acontecer.

ESTADO: O ministro Março Aurélio diz que a competência das Corregedorias dos tribunais estaduais não pode ser sobrepujada pelo CNJ.

ELIANA CALMON: Tive vontade de ligar, mandar um torpedo (para o programa Roda Viva) para dizer que as corregedorias sequer investigam desembargador. Quem é que investiga desembargador? O próprio desembargador. Aí é que vem a grande dificuldade. O grande problema não são os juízes de primeiro grau, são os Tribunais de Justiça. Os membros dos TJs não são investigados pelas corregedorias. As corregedorias só tem competência para investigar juízes de primeiro grau. Nada nos proíbe de investigar. Como juíza de carreira eu sei das dificuldades, principalmente quando se trata de um desembargador que tem ascendência política, prestígio, um certo domínio sobre os outros.

ESTADO: A crise jogou luz sobre pagamentos milionários a magistrados.

ELIANA CALMON: Essas informações já vinham vazando aqui e acolá. Servidores que estavam muito descontentes falavam disso, que isso existia. Os próprios juízes falavam que existia. Todo mundo falava que era uma desordem, que São Paulo é isso e aquilo. Quando eu fui investigar eu não fui fazer devassa. São Paulo é muito grande, nunca foi investigado. Não se pode, num Estado com a magnitude de São Paulo, admitir um tribunal onde não existe sequer controle interno. O controle interno foi inaugurado no TJ de São Paulo em fevereiro de 2010. São Paulo não tem informática decente. O tribunal tem uma gerência péssima, sob o ponto de vista de gestão. Como um tribunal do de São Paulo, que administra mais de R$ 20 bilhões por ano, não tinha controle interno?

ESTADO: Qual a sua estratégia?

ELIANA CALMON: Primeiro identificar a fonte pagadora em razão dessas denúncias e chegar a um norte. São Paulo não tem informática decente. Vamos ver pagamentos absurdos e se isso está no Imposto de renda. A declaração IR até o presidente da República faz, vai para os arquivos da Receita. Não quebrei sigilo bancário de ninguém. Não pedi devassa fiscal de ninguém. Fui olhar pagamentos realizados pelo tribunal e cotejar com as declarações de imposto de renda. Coisa que fiz no Tribunal Regional do Trabalho de Campinas e no tribunal militar de São Paulo, sem problema nenhum. Senti demais quando se aposentou o desembargador Maurício Vidigal, que era o corregedor do Tribunal de Justiça de São Paulo. Um magistrado parceiro, homem sério, que resolvia as coisas de forma tranquila.

FONTE: Jornal O Estado de São Paulo / Fausto Macedo

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

STF esvazia poderes do CNJ

19/12/2011 - 14h26

Em decisão liminar, ministro do STF esvazia poderes do CNJ

FELIPE SELIGMAN
DE BRASÍLIA


Em decisão liminar nesta segunda-feira (19), o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello suspendeu o poder "originário" de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) contra magistrados, determinando que o órgão só pode atuar após as corregedorias locais.
A liminar concedida pelo ministro deve ser levada a plenário na primeira sessão do ano que vem, no início de fevereiro, para que seus colegas avaliem o tema. Até lá, no entanto, as funções da corregedoria do CNJ estarão esvaziadas.
Ficarão prejudicadas aquelas investigações que tiveram início diretamente no conselho, antes que tenham sido analisadas nas corregedorias dos tribunais onde os juízes investigados atuam.
Como está previsto na Constituição, o CNJ pode ainda avocar [determinar a subida de] processos em curso nas corregedorias, desde que comprovadamente parados. O ministro afirmou que o conselho deve se limitar à chamada "atuação subsidiária".
Rodrigo Capote/Marcelo Camargo/Folhapress
Ministro Cezar Peluso e a corregedora do CNJ, Eliana Calmon, desentenderam-se sobre as atribuições do conselho
Ministro Cezar Peluso e a corregedora do CNJ, Eliana Calmon, desentenderam-se sobre as atribuições do conselho
Em outras palavras, o que não pode é iniciar uma investigação do zero, fato permitido em resolução do CNJ, editada em julho deste ano, padronizando a forma como o conselho investiga, mas que foi questionada pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).
"A solução de eventual controvérsia entre as atribuições do Conselho e as dos tribunais não ocorre com a simples prevalência do primeiro, na medida em que a competência do segundo também é prevista na Constituição da República", diz o ministro em sua decisão. "A atuação legítima, contudo, exige a observância da autonomia político-administrativa dos tribunais, enquanto instituições dotadas de capacidade autoadministrativa e disciplinar."
Foi exatamente este assunto que colocou em lados opostos o presidente do CNJ, ministro Cezar Peluso, e sua corregedora, Eliana Calmon. O primeiro defendia exatamente a função subsidiária do conselho, enquanto a última afirmava ser fundamental a atuação "concorrente" e "originária".
Calmon chegou a dizer que o esvaziamento dos poderes do CNJ abriria espaço para os chamados "bandidos de toga".
A ação da AMB está na pauta do STF desde o início de setembro, mas os ministros preferiram não analisar o tema, exatamente por conta desta polêmica.
Como a última sessão do ano aconteceu durante a manhã e os ministros só voltam a se reunir em fevereiro, Marco Aurélio decidiu analisar sozinho uma série de pedidos feitos pela AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros).
Além desta questão, o ministro também suspendeu mais de dez outras normas presentes na resolução do CNJ em questão. Entre elas, uma que permite a utilização de outra lei, mais dura que a Loman (Lei Orgânica da Magistratura Nacional), para punir magistrados acusados de abuso de autoridade.
Outra regra, que também foi suspensa, dava direito a voto ao presidente e ao corregedor do CNJ.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

INSS a discrepância correção determinada pelo STF



No Jornal O Globo na edição de terça feira dia 27/09/2011 página 8 na coluna:

DOS LEITORES

Um aposentado diz em sua carta dirigida a coluna

“O leitor Ailson Palmeira disse que não conhece um beneficiário que receberá a correção do INSS determinada pelo STF.
Pois eu vou receber!  Anote e babe de inveja:  Serão RS 14,27, correção dos últimos cinco anos que dá uma bagatela de RS 0,24 por mês.
Chore comigo e aguarde a surpresa que virá!”
Assinado: Roberto Mendes
Petrópolis, Rj

Vejam só o que o governo está  fazendo com o aposentado que trabalhou a vida inteira e no fim recebe um reajuste de RS14,27 correspondente a 5 anos. É muito difícil entender esta falta de respeito com o  humano.
A culpa é do povo que coloca gente errada par comandar este Pais
Não dá para entender isso, com tanta ladroeira dentro do governo!!... é difícil.

Um poder de costas para o país


STF


A Justiça no Brasil vai mal, muito mal. Porém, de acordo com o relatório de atividades do Supremo Tribunal Federal de 2010, tudo vai muito bem. Nas 80 páginas – parte delas em branco – recheadas de fotografias (como uma revista de consultório médico), gráficos coloridos e frases vazias, o leitor fica com a impressão que o STF é um exemplo de eficiência, presteza e defesa da cidadania. Neste terreno de enganos, ficamos sabendo que um dos gabinetes (que tem milhares de processos parados, aguardando encaminhamento) recebeu "pela excelência dos serviços prestados" o certificado ISO 9001. E há até informações futebolísticas: o relatório informa que o ministro Marco Aurélio é flamenguista.
A leitura do documento é chocante. Descreve até uma diplomacia judiciária para justificar os passeios dos ministros à Europa e aos Estados Unidos. Ou, como prefere o relatório, as viagens possibilitaram "uma proveitosa troca de opiniões sobre o trabalho cotidiano." Custosas, muito custosas, estas trocas de opiniões. Pena que a diplomacia judiciária não é exercida internamente. Pena. Basta citar o assassinato da juíza Patrícia Acioli, de São Gonçalo. Nenhum ministro do STF, muito menos o seu presidente, foi ao velório ou ao enterro. Sequer foi feita uma declaração formal em nome da instituição. Nada. Silêncio absoluto. Por que? E a triste ironia: a juíza foi assassinada em 11 de agosto, data comemorativa do nascimento dos cursos jurídicos no Brasil.
Mas, se o STF se omitiu sobre o cruel assassinato da juíza, o mesmo não o fez quando o assunto foi o aumento salarial do Judiciário. Seu presidente, Cézar Peluso, ocupou seu tempo nas últimas semanas defendendo – como um líder sindical de toga – o abusivo aumento salarial para o Judiciário Federal. Considera ético e moral coagir o Executivo a aumentar as despesas em R$8,3 bilhões.
A proposta do aumento salarial é um escárnio. É um prêmio à paralisia do STF, onde processos chegam a permanecer décadas sem qualquer decisão. A lentidão decisória do Supremo não pode ser imputada à falta de funcionários. De acordo com os dados disponibilizados, o tribunal tem 1.096 cargos efetivos e mais 578 cargos comissionados. Portanto, são 1.674 funcionários, isto somente para um tribunal com 11 juízes. Mas, também de acordo com dados fornecidos pelo próprio STF, 1.148 postos de trabalho são terceirizados, perfazendo um total de 2.822 funcionários. Assim, o tribunal tem a incrível média de 256 funcionários por ministro. Ficam no ar várias perguntas: como abrigar os quase 3 mil funcionários no prédio-sede e nos anexos? Cabe todo mundo? Ou será preciso aumentar os salários com algum adicional de insalubridade?
Causa estupor o número de seguranças entre os funcionários terceirizados. São 435! O leitor não se enganou: são 435. Nem na Casa Branca tem tanto segurança. Será que o STF está sendo ameaçado e não sabemos? Parte destes vigilantes é de seguranças pessoais de ministros. Só Cézar Peluso tem 9 homens para protegê-lo em São Paulo (fora os de Brasília). Não é uma exceção: Ricardo Lewandovski tem 8 exercendo a mesma função em São Paulo.
Mas os números continuam impressionando. Somente entre as funcionárias terceirizadas, estão registradas 239 recepcionistas. Com toda a certeza, é o tribunal que melhor recebe as pessoas em todo mundo. Será que são necessárias mais de duas centenas de recepcionistas para o STF cumprir suas tarefas rotineiras? Não é mais um abuso? Ah, abuso é que não falta naquela Corte. Só de assistência médica e odontológica o tribunal gastou em 2010, R$16 milhões. O orçamento total do STF foi de R$518 milhões, dos quais R$315 milhões somente para o pagamento de salários.
Falando em relatório, chama a atenção o número de fotografias onde está presente Cézar Peluso. No momento da leitura recordei o comentário de Nélson Rodrigues sobre Pedro Bloch. O motivo foi uma entrevista para a revista "Manchete". O maior teatrólogo brasileiro ironizou o colega: "Ninguém ama tanto Pedro Bloch como o próprio Pedro Bloch." Peluso é o Bloch da vez. Deve gostar muito de si mesmo. São 12 fotos, parte delas de página inteira. Os outros ministros aparecem em uma ou duas fotos. Ele, não. Reservou para si uma dúzia de fotos, a última cercado por crianças. A egolatria chega ao ponto de, ao apresentar a página do STF na intranet, também ter reproduzida uma foto sua acompanhada de uma frase (irônica?) destacando que o "a experiência do Judiciário brasileiro tem importância mundial".
No relatório já citado, o ministro Peluso escreveu algumas linhas, logo na introdução, explicando a importância das atividades do tribunal. E concluiu, numa linguagem confusa, que "a sociedade confia na Corte Suprema de seu País. Fazer melhor, a cada dia, ainda que em pequenos mas significativos passos, é nossa responsabilidade, nosso dever e nosso empenho permanente". Se Bussunda estivesse vivo poderia retrucar com aquele bordão inesquecível: "Fala sério, ministro!"
As mazelas do STF têm raízes na crise das instituições da jovem democracia brasileira. Se os três Poderes da República têm sérios problemas de funcionamento, é inegável que o Judiciário é o pior deles. E deveria ser o mais importante. Ninguém entende o seu funcionamento. É lento e caro. Seus membros buscam privilégios, e não a austeridade. Confundem independência entre os poderes com autonomia para fazer o que bem entendem. Estão de costas para o país. No fundo, desprezam as insistentes cobranças por justiça. Consideram uma intromissão.
Fonte: O Globo, 27/09/2011
Marco Antonio Villa é historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos