Pensamento

" Não são os grandes planos que dão certos, são os pequenos detalhes" Stephen Kanitz

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Planeta Terra é você.

A hora é de reflexão, e devemos repassar para não esquecermos de nossa responsabilidade.



El Planeta tierra es tu (de Carlos Chavira)..

http://www.youtube.com/watch?v=JscFxFjTMXE

sexta-feira, 15 de março de 2013

Um substituto para o maldito isopor

Liana John - 14/03/2013 às 12:58





Ao cruzar o Oceano Atlântico, do Rio de Janeiro à ilha de Ascensão, durante 13 dias a bordo do veleiro Sea Dragon, tínhamos a missão de catalogar todo lixo avistado à superfície das ondas azuis. Além de recolher as mais variadas partículas de plástico – boiando quase imperceptíveis, porém impactantes – capturamos dois ícones da poluição marinha: um emaranhado de rede de pesca feita de nylon e um pedaço de caixa de isopor.
É exatamente lá no mar, assim como nos rios e demais corpos d’água, que o isopor se transforma em vilão. Quimicamente, é um material composto apenas por carbono e hidrogênio, dois elementos muitíssimo comuns, encontrados na maioria dos organismos, do nosso organismo inclusive. O que faz toda a diferença é como as moléculas de carbono e hidrogênio são artificialmente ligadas, de uma forma extremamente estável e não degradável.
Mesmo quebrado ou desfeito em pedacinhos, o isopor continua boiando sem se degradar. A estimativa mais usada aponta uma persistência no ambiente de 150 anos, mas tenho minhas dúvidas se é mesmo “só” isso. Para golfinhos, peixes, tartarugas e outros animais, aquelas bolinhas flutuantes parecem apetitosas. São ingeridas sem cerimônia, mas não são digeridas. Então ficam lá, no sistema digestivo, ocupando cada vez mais espaço, junto com outros plásticos, até faltar lugar para a comida e o animal morrer de inanição. Ou, se o pedaço é maiorzinho, capaz de parar logo no meio do caminho e matar por asfixia. Em poucas e boas palavras, o isopor não deveria parar no mar, nunca.
Mas para manter uma cervejinha gelada, ou garantir o sanduíche quentinho, ou conservar o suco do bebê fresquinho, ou proteger medicamentos do calor excessivo, ou embalar produtos frágeis e centenas de outras utilidades mais, o isopor é fantástico. É por isso mesmo que precisamos de um substituto mais ecológico para ele.
Um sério candidato na categoria isolante térmico surgiu em uma feira de Ciências de Ariquemes, em Rondônia, e começa a ganhar estrada, com a exposição na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na Universidade de São Paulo (USP), nesta semana. Trata-se de uma caixa térmica feita de fibra de buriti e calafetada com a seiva da própria palmeira, cujo nome científico é Mauritia flexuosa. O buriti, nunca é demais relembrar, é a palmeira-símbolo das veredas dos nossos sertões, sempre com o “pé” na água. É uma espécie abundante e muito produtiva, cujos frutos têm alto teor de vitamina A e são aproveitados em doces e merendas escolares.
Há 4 anos, o estudante Gustavo de Oliveira Bertão, então com 14 anos, fez uma caixa de fibra de buriti como projeto de Artes, na escola. Ele se inspirou nas embalagens artesanais tradicionais, usadas para conservar o doce de buriti na região, mas o formato de sua caixa assemelhava-se ao de um recipiente de isopor. Os colegas começaram a brincar, perguntando se ele não ia colocar gelo. Curioso, ele resolveu testar e observou que o gelo se conservava por um bom tempo.
Já no curso técnico agropecuário de nível médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Gustavo (18 anos) montou um grupo de trabalho com Wanderson Novais Pereira (17 anos) e Lucas Pedro Cipriani (16 anos), sob a orientação das professoras de Química, Márcia Bay, e Biologia, Márcia Mendes de Lima, e com o apoio do professor de Sociologia, Oniel Sampaio. “Construímos um protótipo de caixa térmica de fibra de buriti, com volume de 3 litros, usando o pecíolo da palmeira, que é a base da folha, e fixando com varetas da folha em lugar de prego. Ainda impermeabilizamos com a seiva do próprio buriti, quer dizer, toda caixa é feita exclusivamente de buriti e sem derrubar, sem prejudicar a palmeira, só retirando a folha que já está para cair”, resume Wanderson.
“Então fizemos quatro testes com substâncias quentes e frias, durante duas horas”, prossegue Gustavo. O desempenho da caixa térmica foi comparado ao de uma caixa de isopor de mesmo tamanho. Em ambas as caixas foram colocados líquidos à mesma temperatura e o monitoramento foi realizado por meio de termômetros introduzidos em furos nas respectivas tampas, de modo a evitar a abertura das caixas e a interferência do ambiente externo na temperatura interna. O desempenho da caixa de buriti na conservação do frio foi melhor do que o da caixa de isopor em um grau centígrado. E o desempenho na conservação do calor foi equivalente.
Agora o plano dos jovens é investir na fabricação de painéis a partir da mesma fibra de buriti, só que triturada. Assim a produção de caixas térmicas não fica restrita ao tamanho das placas que eles conseguem tirar dos pecíolos das folhas, cujo comprimento varia de meio metro a dois metros. O que falta, como sempre, é recurso para investir no projeto, que até agora só contou mesmo com o empenho e boa vontade dos três estudantes e seus professores. A expectativa é abrir algumas portas ao divulgar a promissora ideia nas feiras de Ciências, razão pela qual os três hoje (14/3/2013) estão em campanha, tentando obter uma boa votação on line no júri popular da Febrace (http://febrace.org.br/virtual/bio/224).
Então, boa sorte com o projeto, Gustavo, Wanderson e Lucas! Torcemos em nome dos golfinhos, dos peixes e das tartarugas para essa substituição dar muito certo e aliviar rios e mares dos malditos isopores perdidos!

Fotos: Liana John (buriti, ao alto)
Gustavo Bertão e Wanderson Novais (caixa artesanal feita há 4 anos, à esq., e protótipo de 3 l, à dir.)

Fonte: Planetasustentável.abril.com.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Brasil inova com a luz orgânica

Tecnologia desenvolvida por brasileiros, em parceria com a Philips promete economia de 30% a 40% de eletricidade e durabilidade três vezes maior que as lâmpadas fluorescentes compacta
Fonte: Eco-Finanças

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Uma tecnologia inovadora de iluminação que utiliza um semicondutor orgânico, desenvolvida pela Philips em parceria com pesquisadores brasileiros da Fundação Certi, promete economia de 30% a 40% de eletricidade e durabilidade três vezes maior que as lâmpadas fluorescentes compactas. Em março de 2014, a multinacional de origem holandesa pretende lançar uma família de luminárias de alta eficiência energética, fabricadas no Brasil.
O convênio de cooperação EMO (em inglês, OLED para mercados emergentes), no valor de US$ 10 milhões e com duração de três anos, tem financiamento Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES-Funtec), destinado a projetos de interesse estratégico para o país. Também conta com apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que pretende lançar neste ano um programa de incentivos para desonerar este segmento industrial. Atualmente, 19% de toda a energia consumida no mundo se destinam à iluminação e a expectativa é reduzir esse percentual.
O salto evolutivo se baseia no conceito da iluminação por estado sólido. “OLED, sigla em inglês para diodo orgânico emissor de luz, é uma tinta composta por moléculas luminescentes de carbono, hidrogênio e oxigênio que é impressa sobre uma superfície plana, geralmente vidro, por onde passa uma corrente elétrica”, explica o responsável pelo projeto na Certi, engenheiro Manuel Steidle. “Diferentemente da lâmpada LED, que tem luz intensa e focada, a tecnologia OLED gera luminosidade difusa e de espectro suave, a partir de uma camada extremamente fina, de apenas 1,8 milímetro”.
Há aplicações promissoras em arquitetura e construção, indústrias automotiva e eletroeletrônica, iluminação pública, artes e medicina. “No fim do ciclo de vida dos produtos, o impacto dos materiais orgânicos é mínimo para o meio ambiente, ao contrário das lâmpadas fluorescentes, que usam metais pesados”, diz. As luminárias OLED serão utilizadas na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.
Os técnicos e engenheiros da Fundação Certi trabalham em melhorias para aprimorar a tecnologia de luz orgânica, denominada Lumiblade pela empresa. A pesquisa vem sendo desenvolvida em cooperação com um laboratório da Philips em Aachen, na Alemanha, com a fábrica de lâmpadas da multinacional em Varginha (MG) e com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Materiais (LabMat) e do Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), em Florianópolis. Em maio de 2012, o primeiro produto da parceria foi apresentado em Londres para 170 arquitetos e projetistas: o Philips LivingSculpture 3D, uma estrutura composta por 40 módulos de 25 lâminas de luz, coordenadas por computador. As lâminas possuem hastes metálicas que possibilitam a criação de planos iluminados tridimensionais, como se fossem esculturas luminosas.



Postado por Daniela Kussama

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


Relatório da ONU analisa ligação entre produtos químicos e problemas de saúde



O relatório destaca algumas associações entre a exposição a desreguladores endócrinos (EDC, na sigla em inglês) e problemas de saúde.


Fonte: EcoDebate


produtos químicos e problemas de saúde

Muitos produtos químicos de uso doméstico e industrial que não foram devidamente testados podem ter efeitos sobre o sistema hormonal e causar problemas de saúde significativos, de acordo com um relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira (19).
O relatório O Estado da Ciência dos químicos de desregulação endócrina, produzido em conjunto pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca algumas associações entre a exposição a desreguladores endócrinos (EDC, na sigla em inglês) e problemas de saúde, como câncer de mama, de próstata e de tireoide, além de déficit de atenção e hiperatividade em crianças.
“Precisamos urgentemente de mais pesquisas para obter uma imagem mais completa dos impactos sobre a saúde e o meio ambiente de desrugladores endócrinos”, afirmou a Diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira. “A ciência mais recente mostra que as comunidades em todo o mundo estão sendo expostas aos desreguladores endócrinos, e seus riscos associados.”
Os EDCs podem entrar no meio ambiente através de despejos industriais e urbanos, escoamento agrícola e pela queima e liberação de resíduos. Alguns EDCs ocorrem naturalmente, enquanto as variedades sintéticas podem ser encontrados em pesticidas, produtos eletrônicos, produtos de higiene pessoal, cosméticos e aditivos ou contaminantes em alimentos. Além de afetar seres humanos, esses elementos também podem prejudicar a vida animal.
“Os produtos químicos são cada vez mais parte da vida moderna e apoiam muitas economias nacionais, mas o manejo inapropriado de produtos químicos desafia o alcance das metas fundamentais de desenvolvimento sustentável para todos”, destacou o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.
Saiba mais, em inglês, sobre o tema em www.who.int/ceh/risks/cehemerging2


Postado por Daniela Kussama

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Energia eólica cresceu 20% no mundo em 2012

José Eduardo Mendonça - 13/02/2013 às 10:28




Custos são mais competitivos que carvão e gás em alguns países
Ao pensarem na escolha de sua próximas fontes geradoras de energia, muitos países vão se sentir tentados a escolher turbinas eólicas. Graças a um design mais avançado, hoje é mais barato construir fazendas eólicas que novas usinas de energia a carvão e gás.
A energia eólica é a mais recente fonte renovável a se tornar competitiva, depois que o preço da solar caiu 75% entre 2008 e 2011. A queda foi impulsionada pela economia de escala – fabricantes chineses dominaram a tecnologia de produzir grandes quantidades de painéis solares de forma rápida e mais barata.
A história é diferente com a energia eólica. A tecnologia é a chave. Melhor design, incluindo pás mais amplas e turbinas mais altas, levaram a um aumento na eficiência. Isto resulta em um crescimento saudável do setor.
A energia eólica cresceu quase 20% no mundo em 2012, chegando a 282GW de capacidade instalada, enquanto a energia solar ultrapassou os 100GW, mais que dobrando em dois anos.
Mais que 45GW de novas turbinas chegaram em 2012. China e EUA lideraram, com 13GW cada, enquanto Alemanha, Índia e Reino Unido ficaram em segundo lugar, com 2GW cada.
“Enquanto a China fez uma pausa para respirar, tanto os mercados americano quanto o europeu tiveram anos excepcionalmente fortes,” disse ontem Steve Sawyer, secretário-geral do Conselho Global de Energia Eólica.
O Reino Unido agora está em sexto lugar em capacidade total instalada (8.5GW). Na Europa, apenas Alemanha (31GW) e Espanha (23GW) estão à frente. A China lidera com 77GW e os EUA ocupam um segundo lugar, com 60GW, informa o Guardian.
Foto: John Sutton / Creative Commons Licence
Mais um problema para os peixes: antidepressivos

José Eduardo Mendonça - 15/02/2013 às 08:43




Medicamentos tornam percas européias mais valentes e menos sociais
As benzodiazepinas estão entre as drogas mais prescritas no mundo. Elas incluem campeões de venda como Noctal e Valium. Bilhões de antidepressivos, ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antipsicóticos feitos com a substâncias são receitadas por médicos todo ano. Tratam uma variedade de desordens, de insônia a esquizofrenia, e também causam mortes por overdose.
Mas nem todas acabam dentro de pacientes, já que estas drogas miram proteínas chamadas receptores GABA, que são encontrados em uma variedade de outros organismos, como os de peixes, por exemplo.
A distribuição de drogas farmacêuticas em escala tão grande, combinada a sistemas imperfeitos de filtragem e tratamento de água, está fazendo com que algumas delas terminem no ambiente, e há anos cientistas estudam os efeitos de uma variedade de substâncias em ecossistemas e no comportamento animal. Agora, um grupo de pesquisadores da Universidade Umea, na Suécia, encontrou traços de uma droga contra a ansiedade chamada oxazepam (não comercializada no Brasil, e na Europa com marcas como Serax) em percas do rio Fyris. O que eles observaram foram alguns fatos estranhos e potencialmente preocupantes.
Estudando as percas em tanques de laboratório, descobriram que mesmo concentrações relativamente baixas da droga mudavam o comportamento dos peixes, tornando-os mais ousados e menos sociáveis. Os resultados do trabalho foram anunciados no encontro anual da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência.
O oxazepam, excretado na urina dos pacientes, é uma molécula muito estável. Sobrevive ao tratamento da água e apenas lentamente se dissolve no ambiente. O efeito sobre os peixes é magnificado pelo fato de que a droga se acumula em seus corpos – a concentração nas percas do rio Fyris é seis vezes maior que na água do rio, diz Tomas Brodin, líder do estudo.
Brodin disse que os efeitos sobre as percas – particularmente seus hábitos alimentares – podem ser perigosos. Os peixes medicados são mais dispostos a abandonar seu cardume e refúgios seguros e sair sozinhos para procurar alimento. Além disso, comem mais rápido que o normal, informa o Financial Times.
Foto: markbyzewski

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Eólica fica mais barata do que carvão na Austrália e demonstra a força das renováveis

A atividade tem evitado a emissão de mais de sete milhões de toneladas de gases do efeito estufa anualmente, o equivalente a retirar 1,641 milhão carros das ruas.

Por: Fabiano Ávila

eolicconstruindo
Mesmo no maior exportador mundial de carvão, as fontes renováveis já se mostram competitivas e, agora, até mais baratas. A Bloomberg New Energy Finance (BNEF) afirmou nesta quinta-feira (7) que a eletricidade gerada por uma nova fazenda eólica na Austrália custa A$80 (R$ 163,97) o megawatt hora (MWh), abaixo dos A$ 143/MWh (R$ 293,09) de uma nova termoelétrica a carvão e dos A$116/MWh (R$237,75) de uma a gás natural.
“O fato de que eólicas são mais baratas do que carvão e gás em um país com uma das melhores reservas de combustíveis fósseis do planeta mostra que a energia limpa é um agente de transformação que promete virar de cabeça para baixo a economia dos sistemas de energia”, declarou em um comunicado Michael Liebreich, presidente da BNEF.
Segundo o Conselho de Energia Limpa da Austrália, a capacidade eólica no país tem crescido a uma taxa de 25% ao ano, sendo que a fonte já atende cerca de 3% da demanda por energia dos australianos.
A entidade informa que existem 59 fazendas eólicas na Austrália, com um total de 1345 turbinas, gerando 2,48GW – dados referentes a abril de 2012. A atividade tem evitado a emissão de mais de sete milhões de toneladas de gases do efeito estufa anualmente, o equivalente a retirar 1,641 milhão carros das ruas.
O governo australiano possui a meta de ter 20% de sua matriz energética formada por renováveis até 2020.
Aqui no Brasil, as fontes alternativas já são mais baratas do que as termoelétricas que estão sendo ligadas atualmente para compensar a baixa produção das hidroelétricas por causa do baixo nível dos reservatórios.
De acordo com o Greenpeace, o governo paga R$500/MWh nas termoelétricas, enquanto a energia fotovoltaica custaria R$300/MWh, e a eólica, R$100/MWh.
“Em tese, cada real gasto para operar as usinas térmicas poderia nos fornecer 60% a mais de energia solar ou cinco vezes mais em energia eólica”, calculou Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.
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Postado por Daniela Kussama

Reduzir o gasto de água é sempre uma oportunidade!



Chuveiro de ar reduz gastos de água em até 50%

Conheça um aparelho que reduz a vasão da água pela metade, mas mantendo uma alta pressão.



O consumo de água cresce expressivamente no verão. A temperatura alta faz com que as pessoas levem mais tempo no banho, por exemplo. Uma boa maneira de reduzir o gasto excessivo é tornar o chuveiro mais econômico, com a utilização de dispositivos como o Oxijet, um aparelho que reduz a vasão da água pela metade, mas mantendo uma alta pressão.
O segredo do Oxijet, desenvolvido pela empresa Felton, da Nova Zelândia, em colaboração com a Australia’s Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), é que ele injeta pequenas bolhas de ar nas gotas de água.
Segundo a empresa, existem outros sistemas de chuveiro de ar, mas o diferencial do Oxijet está no seu encaixe que pode ser instalado em praticamente qualquer padrão de chuveiro. “O conceito do chuveiro não é novo, mas a tecnologia por trás do nosso dispositivo sim. Ela usa uma inserção gaseificada, na qual permite que o dispositivo funcione em chuveiros já instalados”, explicou Jie Wu, um dos especialistas.
O dispositivo foi testado no Novotel Northbeach em Wollongong, na Austrália, e aprovado por Walter Immoos, gerente do local. “Gastamos cerca de 10 milhões de litros de água por ano, portanto, qualquer economia é muito importante. Além disso, os nossos clientes aprovaram o banho”, afirmou. O Oxijet é já está disponível para compra na Austrália.



Postado por Daniela Kussama

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Bioasfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra

Asfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra


Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2013

Wilson Smith se entusiasma com a coesão e a dureza apresentada pela mistura de poeira de estrada e lignina. [Imagem: KSU]

Bioasfalto

O asfalto parece ser a melhor solução do mundo quando se é forçado a viajar por uma estrada de terra.

Mas Wilson Smith, estudante da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, defende que nenhum dos dois é o ideal: nem o asfalto é a solução para todas as estradas, e nem tampouco há que se resignar a viajar por estradas poeirentas e esburacadas.

Por isso ele decidiu trabalhar com um material de origem vegetal, na tentativa de criar uma alternativa que melhore as condições de tráfego das estradas não pavimentadas.

Smith está trabalhando com a lignina, o material que dá rigidez às células vegetais, para fazer um composto que possa dar rigidez à terra solta e aos pedregulhos das estradas vicinais.

Bioasfalto

O que torna a lignina um material particularmente valioso para essa aplicação é o seu comportamento adesivo quando é umedecida, com capacidade para agregar os materiais do solo, gerando uma coesão e criando uma espécie de "bioasfalto".

Isto torna a estrada de terra menos poeirenta, mais lisa e com uma menor necessidade de manutenção, sobretudo no período das chuvas.

A lignina está presente em todas as plantas, sendo rejeito de culturas comerciais, como no caso do bagaço da cana-de-açúcar, da palha de milho e de outros resíduos da agricultura, assim como da indústria do papel, o que a torna um material sustentável e renovável.

Depois de diversos experimentos, Smith selecionou cinco diferentes concentrações de lignina no solo, que se mostraram mais promissoras - 2%, 4%, 6% e 9% - e que agora estão sendo avaliadas na resistência da coesão do solo e, portanto, da diminuição da erosão da estrada.

Testes de campo

Com os bons resultados dos testes iniciais, a coordenadora do grupo, Dra Dunja Peric, selecionou novos estudantes para avaliar o uso do material em outras condições, o que inclui a secagem prévia e a aplicação direta da lignina no solo.

"Nós queremos fazer uma análise exaustiva de como a coesão varia quando você muda a concentração de lignina, a quantidade de água e a compactação," disse Smith. "Isso vai determinar, em estudos de campo, qual a porcentagem de lignina produz a maior estabilização do solo."

O grupo programou uma apresentação dos resultados da sua pesquisa para meados de Fevereiro, quando eles esperam fazer parcerias para os testes de campo, o que não deverá ser difícil, já que o Kansas é um estado agrícola, com quase dois terços das estradas sem pavimentação

domingo, 27 de janeiro de 2013

Os 14 projetos mais poluentes do mundo. Pré-sal está na lista


O Greenpeace divulgou um relatório nesta semana listando os 14 projetos mais poluentes do mundo. Segundo a ONG, se esses projetos entrarem em operação, ficará difícil para o planeta reverter a tendência de aumento das médias de temperatura no mundo. O documento estima que os novos projetos devem aumentar as emissões globais de gases de efeito estufa em 20% até 2020.
Um dos 14 projetos destacados é brasileiro: a exploração de petróleo no pré-sal. Segundo o relatório, o pré-sal deve emitir mais de 330 milhões de toneladas de CO2 por ano – uma quantidade equivalente ao total de emissões da África do Sul. Além disso, o Greenpeace acredita que a exploração de petróleo em águas profundas é arriscada, com alta probabilidade de vazamentos, e ameaça a vida marinha da costa brasileira, incluindo recifes de corais e baleias jubarte. O desastre no Golfo do México e o recente vazamento da Chevron são citados como exemplos do dano que um grande vazamento em águas profundas poderia causar.
Além do pré-sal, o documento destaca a expansão do carvão na China, a exploração de petróleo no Golfo do México e os projetos para se explorar petróleo e gás na Ártico – possíveis graças ao derretimento das geleiras no Polo Norte. O documento também questiona o plano do governo da Austrália de exportar carvão, a produção de petróleo e gás no Mar Cáspio e a produção de petróleo no Iraque pós-guerra.
Confira o relatório na íntegra, em inglês: Point of no return.
Gráfico: Época. Fonte: Greenpeace
(Bruno Calixto)

domingo, 20 de janeiro de 2013

Multas de trânsito rederam ao Município de São Paulo R$ 799 milhões

Já comentei outras vezes, que a industria da multa no Brasil segue em vôo livre a encher os cofres daqueles que deveriam estar aplicando a educação no trânsito como fazem países desenvolvidos, ao invés de radares, mas infelizmente não é assim que as autoridades aqui pensam. O valor arrecadado pela prefeitura de SP com multas no trânsito vem demonstrar isto. Os agentes resposáveis  pelo trânsito, nada sabem do que o Código de Transito estabelece e dentro disto, vão as polícias rodoviárias e até mesmo os que julgam as defesas prévias e recursos, o que de certa forma colaboram para congestionar um pouco mais a justiça.

Brasil a fora temos visto as incoerências que existem, e os olhos grandes de diversos municípios tem aumentado de forma assombrosa a busca desses recursos que vão muito além do que se arrecadam através dos impostos em regra. Só para citarmos um município que a cada amanhecer encontra-se um radar em cada esquina, está Balneário Camboriú SC,  onde citado em uma determinada época pelo Jornal Diarinho que circula na região, tinha uma empresa que colocava os radares, outra que gerava a multa, o correio que enviava, e a prefeitura não tinha noção do que sobrava para ela, e dentro dessa noção inclue-se a falta de noção ao colocar os radares que desrrespeitam as normas estabelecidas no CTB, como radares  junto de propagandas e assim continua. Se colocar radar resolvesse os problemas de trânsito, não teríamos problemas no Brasil, você hoje pega a rodovia Presidente Dutra entre SP e RJ, e a quantidade de acidente que continua acontecer mostra que as coisas continuam,  mas a quantidade de radares colocados na via não para de aparecer, e por aí vai a rodovia dos trabalhadores e muitas outras, são pegadinhas que o CTB, diz que não pode haver e eles não estão nem aí, como radares em pontos estratégicos, túneis e por aí vai. Talvez a educação poderia ser muito mais importante, não somente para a polpulação atual como para aqueles que serão o futuros motoristas, mas pelo visto esta industria continuará a crescer, andei por algumas estradas européias e não foi isto que vi. Infelizmente isto é Brasil!

(Visão do Blog)

 

Multas de trânsito renderam R$ 1.520 por minuto para a Prefeitura de SP em 2012


Foram cerca de R$ 799 milhões ao longo do ano passado inteiro, equivalente ao Orçamento de Mauá, na Grande São Paulo


16 de janeiro de 2013 | 12h 43


Bruno Ribeiro - O Estado de S. Paulo
SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo arrecadou R$ 1.520 em cada minuto do ano passado com multas de trânsito. Foram cerca de R$ 799 milhões ao longo do ano passado inteiro - equivalente ao Orçamento de uma cidade pequena, como Mauá, na Grande São Paulo. O valor é 7% maior do que o arrecadado em 2011 (foram R$ 747 milhões, R$ 52 milhões a menos).

 
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A frota de veículos da capital cresceu cerca de 2% no período. O destaque é que houve queda nas infrações de desrespeito ao rodízio municipal de veículos e de excesso de velocidade - as multas que o paulistano mais recebe. Em 2011, foram 2,6 milhões de multas por causa do rodízio, enquanto no ano passado foram 2,1 milhões. No caso do excesso de velocidade, foram 130 mil multas a menos no ano passado: 3,2 milhões de infrações registradas.
Políticas adotadas pela gestão Gilberto Kassab (PSD) entre 2006 e 2012, especialmente a instalação de 600 radares eletrônicos, fizeram o total de multas aplicadas na capital crescer 149% entre 2006 e 2012 (foram, ao todo, 9,9 milhões de multas aplicadas em 2012, contra 3,9 milhões em 2006). Nesse mesmo período a frota da cidade cresceu 36%, de 4,9 milhões para 6,7 milhões de veículos, segundo dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran).
O número de pessoas mortas no trânsito, por outro lado caiu apenas 2,9%: de 1.407 em 2006 para 1365 em 2011 (dado mais recente). Uma das principais justificativas para o aumento da fiscalização é a redução das mortes.
Mais multas. No balanço de multas enviado pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o item que mais cresceu foi o de "outras infrações", que inclui 277 enquadramentos do Código de Trânsito. "Entre as principais infrações relacionadas nesse item, podemos citar: "Deixar de indicar com antecedência, mediante gesto regulamentar de braço ou luz indicadora, mudança de direção", "executar operação de conversão à esquerda em local proibido pela sinalização", "transitar pela contramão de direção em via com sinalização de regulamentação de sentido único", "Deixar de dar preferência ao pedestre atravessando a via transversal", entre outras", diz a CET, em nota.
"Em relação às multas dos radares do tipo pistola, informamos que, entre os dias 26/03 e 30/11 de 2012, os seis equipamentos registraram 56.163 imagens de excesso de velocidade de motocicletas. A fiscalização com os equipamentos portáteis começou a ser realizada em março de 2012", afirma a nota da CET.

Fonte: Estadão/São Paulo

sábado, 19 de janeiro de 2013

Usina de Itaipu referência sustentável





Edição do dia 17/01/2013
18/01/2013 00h54- Atualizado em 18/01/2013 00h54

Usina de Itaipu se torna referência na gestão de projetos sustentáveis

Fazem sucesso 20 programas para recompor o que foi destruído.
Desde a construção de Itaipu, foram plantadas 43 milhões de árvores.

André Trigueiro Foz do Iguaçu, PR


 
Quando foi construído, em 1982, o lago da usina de Itaipu era um orgulho da engenharia nacional e uma dor de cabeça para ambientalistas. Hoje, fazem sucesso os 20 programas implantados pela hidrelétrica para recompor o que foi destruído.
Quase 30 anos depois da inauguração da hidrelétrica, Itaipu é hoje referência na gestão de projetos sustentáveis em parte da bacia do rio Paraná, onde vivem aproximadamente 1 milhão de pessoas.
A reportagem sobrevoou a região para ver algumas intervenções que mudaram a paisagem e a rotina de quem vive no local. Desde a construção de Itaipu, foram plantadas 43 milhões de árvores.
O Corredor Ecológico de Itaipu tem 27 quilômetros de extensão e aproximadamente 70 metros de largura. A faixa verde interliga o Parque Nacional de Iguaçu à faixa de proteção da hidrelétrica. A função do corredor ecológico é permitir a melhoria genética e o intercâmbio das espécies, que circulam livremente e aumentam a longevidade, a saúde e a resistência no ambiente.
Outro desafio é recompor as matas ciliares dos rios que deságuam no reservatório. Um trabalho que já dá resultado. Em linha reta, a faixa verde de proteção dessas matas equivale à distância que separa Foz do Iguaçu do Rio de Janeiro (1.321 km).
Nada disso seria possível sem a ajuda dos produtores rurais, que foram estimulados a diversificar a produção, sem agravar a destruição da terra e a poluição das águas.
É o caso da agricultora Guiomar Neves, que descobriu no cultivo de plantas medicinais uma fonte de renda extra cada vez mais importante no orçamento. “Todos que a gente produz são vendidos. Não fica estocado não, tudo sai”, diz.
Todas as plantas são cultivadas, colhidas, secadas e processadas ali mesmo. Um dos destinos mais importantes são os postos de saúde da região. “A gente tem utilizado o cítrus, tem utilizado a alfavaca, tem utilizado graviola, o guaco, e os pacientes têm retornado com muita satisfação”, diz Jaqueline Marinho, médica do programa de Saúde da Família.
A terra que produz remédios também abre espaços generosos para o cultivo de alimentos orgânicos. Mais de 800 agricultores receberam treinamento para produzir sem agrotóxicos ou transgênicos.
Há alimentos saudáveis que vêm direto das águas do reservatório. Setenta e um pescadores aprenderam a fazer o manejo sustentável do pacu, um dos peixes típicos da região, em tanques-rede.
São, ao todo, 600. Cada tanque tem capacidade para produzir até 300 quilos de peixe. “Hoje, em um espaço de um hectare, eu consigo produzir até uma tonelada de peixe, isso em um ciclo, em um período de oito meses”, afirma o produtor de peixe Estevam Martins de Souza.
Como assegurar a boa qualidade da água sem dar destinação inteligente aos dejetos de animais como bois e porcos? A solução foi canalizar o esterco para grandes biodigestores, onde o gás metano se transforma em energia. A renda extra é apenas uma das vantagens.
O único gasoduto do Brasil para biogás a partir de esterco animal interliga 33 proprietários rurais. O metano é bombeado até uma pequena termelétrica.
A cada dia, são canalizados para essa central termelétrica 80m³ de gás metano, que estão do lado de dentro de uma bolsa de lona. “Essa quantidade de gás, de biogás, é capaz de gerar uma renda para a cooperativa de R$ 5 mil por mês somente em geração de energia elétrica. Essa energia é capaz de, comparativamente, sustentar 170 residências”, diz Cícero Bley Jr., superintendente de energia renovável da usina de Itaipu.
São 20 programas diferentes realizados em uma área equivalente à metade da Bélgica. Todas as ações são coordenadas por Itaipu dentro do projeto Cultivando Água Boa.
“Esse é um laboratório a céu aberto, com 29 municípios, um milhão de habitantes, e as coisas estão acontecendo. Nós temos mais de 860 pescadores, nós estamos falando de mais de 1.200 produtores de orgânicos na pequena agricultura. Nós estamos falando, portanto, de toda uma rede de mais de 40 arranjos produtivos que surgiram em função dessas ações. Isso fala por si”, diz Nelton Miguel Friedrich, diretor de Coordenação e Meio Ambiente da Itaipu Binacional.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Transporte público movido a ar começa funcionar em 2013 em Porto Alegre

Em uma reportagem  de André Trigueiro sobre o transporte de massa a ser implantado em Porto Alegre em 2013, entre a estação do Transub e o aeroporto Salgado Filho, mostra uma nova opção segura, com poluição zero e uma ótima oportunidade para caminhos que ainda precisamos trilhar. Esse tipo de transporte que há muitos anos foi desenvolvido e testado em Porto Alegre, agora começa aparecer em nosso cenário depois de muitos anos e sucesso no exterior já por vários anos. Valorizar o que é nosso, ainda  continua sendo um grande obstáculo para que as tecnologias aconteçam no Brasil, 100% nacional, o gaúcho experimentará em breve, o que poderíamos estar utilizando por um bom período. Veja a reportagem e conheça essa nova opção de transporte, já existem algumas outras cidades que pensam nessa opção.


O Cidades e Soluções acompanhou com exclusividade a linha de montagem do Aeromóvel, um transporte público de massa, com tecnologia 100% nacional que começa a circular a partir do primeiro semestre de 2013, em Porto Alegre. Por fora, parece um pouco com meios de transporte como trem ou metrô, mas a grande vantagem do Aeromóvel é a fonte de energia que ele utiliza: O ar. Dessa forma, ele se desloca sem ruído ou emissão de poluentes.

Aeromóvel – 1º transporte público de massa movido a ar


qui, 11/10/12
por aline.peres |



http://g1.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/platb/2012/10/11/aeromovel-1o-transporte-publico-de-massa-movido-a-ar/

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Neve o ano todo em Gramado

Parque em construção no RS promete charme europeu e neve o ano todo

Snowland de Gramado será 1º espaço de neve indoor da América Latina.
Estrutura poderá receber até 5 mil visitantes por dia a partir de 2013.

Roberta LemesDo G1 RS
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Parque temático Snowland (Foto: Divulgação/Snowland)Parque temático terá pista para esportes no gelo e espaço gastronômico (Foto: Divulgação/Snowland)
Para o próximo ano em Gramado, na Serra do Rio Grande do Sul, a previsão não deixa dúvidas: haverá neve. Não se trata de uma informação privilegiada das centrais meteorológicas para o famoso inverno gaúcho, mas da criação de um parque de neve indoor, o Snowland. O projeto cria um mundo de fantasia com charme europeu e estrutura preparada para receber até 5 mil visitantes por dia. O empreendimento deve gerar empregos e atrair ainda mais turistas para a região a partir de novembro de 2013.
Imagine chegar a um vilarejo do Velho Continente, no sopé de uma montanha nevada, com temperaturas abaixo de zero e uma série opções de entretenimento, compras e gastronomia. Pois este é o cenário prometido pelo empresário André Caliari, que há cinco anos, junto do irmão Anderson, teve a ideia de criar um parque temático na cidade serrana, onde nasceu e mora até hoje. "Queríamos construir algo que fosse inovador, mas não apenas uma 'onda', uma moda passageira", conta ele, que é dono de outros estabelecimentos na região.
Dessa maneira, ficou decidido que um espaço para turismo na neve seria o ideal. A partir de então, deram início a uma rota de pesquisa e visitas a estações de esqui, sempre em busca de inspiração. De Bariloche, na Argentina, a Sölden, na Áustria, todas as viagens contribuíram de alguma forma para que o projeto em Gramado fosse o mais completo possível, segundo André. "Nossa ideia é que a pessoa, ao entrar no parque, seja transportada para um mundo encantado, em que seja possível abstrair a realidade. Pensamos em um lugar onde os visitantes passem por uma experiência única e inesperada."
Parque temático Snowland (Foto: Divulgação/Snowland)Ideia é que o visitante se sinta em um vilarejo com temperaturas baixíssimas (Foto: Divulgação/Snowland)
Para tanto, o Snowland terá 48 mil m² (14,8 mil m² de área coberta e 7,3 mil m² de área com neve) e tecnologia importada para produzir a neve. Na parte "montanhosa" da estrutura, serão praticados esqui, snowboarding, airboarding e outros esportes radicais. Haverá instrutores e roupas especiais para enfrentar as baixas temperaturas de forma segura. Estão previstas ainda áreas com pista de patinação no gelo, tobogãs, jogos de bolinhas de neve e área para caminhadas de exploração.
A gastronomia foi pensada como parte fundamental no contexto. Para a vivência ser completa, na praça de alimentação para 1 mil pessoas, com dois restaurantes e um bar, serão servidos pratos típicos de países costumeiramente conhecidos pelo turismo do frio, como o Chile e a Suíça. Tudo servido em um espaço de 120 metros com vista privilegiada para a área com neve. Para os que preferem ir às compras, um complexo de lojas variadas estará à disposição.
Parque temático Snowland (Foto: Divulgação/Snowland)Complexo de lojas (Foto: Divulgação/Snowland)
O parque está sendo construído desde janeiro em uma área próxima à ERS-235, na chamada Linha Carazal, que liga Gramado a Nova Petrópolis. "Escolhemos essa localização porque lá o homem já foi introduzido, ou seja, o impacto na natureza será minimizado", explica André, ressaltando que a previsão é de que as portas sejam abertas até novembro de 2013.
A iniciativa deve ter reflexo na economia de toda a região. A obra, avaliada em R$ 60 milhões e construída com a participação de outros sete empreendedores gaúchos, vai gerar 150 empregos diretos e cerca de 600 indiretos. Além disso, a expectativa é de que possa contribuir no tempo de permanência do turista. Como o parque não tem hotel, os visitantes invariavelmente usarão a infraestrutura do entorno. "O Snowland é nosso projeto da vida e o principal objetivo é de que ao sair de lá o turista esteja tão positivamente impactado que queira imediatamente voltar", diz André.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mudança na Lei Seca




 

Uso de remédio também pode ser fiscalizado na Lei Seca

Autor do projeto destaca que certos tipos de substância podem alterar a capacidade de condução

 
 
A mudança na Lei Seca planejada pelo Congresso vai atingir também quem dirigir sob o efeito de qualquer outra substância que possa provocar alteração na capacidade psicomotora — ou seja, até remédios. A proposta abre a possibilidade de que o Conselho Nacional de Trânsito (Contran) regulamente testes para verificar quando o motorista está sob efeito de qualquer "substância psicoativa".
Hoje, o Código de Trânsito prevê a proibição de dirigir sob efeito de qualquer dessas substâncias, mas não trata da fiscalização. Autor do projeto original, o deputado Hugo Leal (PSC-RJ) destacou na justificativa que até mesmo pessoas que tomam medicamentos podem ser enquadradas, se isso alterar sua capacidade de dirigir.
Ele alegou que o objetivo não é só atacar o álcool, mas qualquer produto que interfira negativamente na capacidade do motorista. Nesse trecho, a Lei Seca será alterada para deixar claro que o objetivo é combater o que leva o condutor a ter "capacidade psicomotora alterada".
— Desde o início da Lei Seca, o artigo não fala só em álcool. Com a possibilidade de ampliação da prova, poderemos enquadrar outras substâncias psicoativas. Pode ser droga lícita, mas, se causa desestabilização, como um medicamento psiquiátrico, a pessoa poderá ser enquadrada.
Apesar da ampliação, técnicos do governo ouvidos nos últimos meses ressaltam que o objetivo da mudança é combater principalmente quem dirige sob efeito de drogas ilícitas. O texto final do projeto, costurado ainda na Câmara, teve a participação dos ministros José Eduardo Cardozo (Justiça) e Aguinaldo Ribeiro (Cidades).
Apesar de admitir pontos polêmicos, como o enquadramento por remédios, o governo optou por não aceitar a chamada "tolerância zero".
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Senado aprova lei que recompensa por redução de emissões de gases do efeito estufa



A CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) do Senado aprovou nesta quarta-feira (7) projeto de lei do senador Eduardo Braga (PMDB-AM) que cria sistema de redução de emissões por desmatamento e degradação florestal, além de incentivar o manejo sustentável e o aumento dos estoques de carbono, conhecido como REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal). A proposta segue para a Câmara, com análise das comissões de Assuntos Econômicos e de Meio Ambiente.
A iniciativa estabelece valor econômico para a “floresta em pé” e cria regras que viabilizam a remuneração do proprietário que mantém área florestada. A implantação do REDD+, segundo Braga, contribuirá para que as florestas brasileiras sejam vistas como ativos econômicos, estimulando a preservação e a recuperação de áreas florestadas nas propriedades rurais.
De acordo com o senador, regulamentar o mercado de serviços ambientais é importante para consolidar o controle do desmatamento nos biomas, por meio de incentivos à preservação, além de dar nova fonte de renda a comunidades tradicionais ou mesmo agricultores individuais que preservam matas nativas. O país ainda não conta com uma lei que prevê a remuneração pela proteção de ecossistemas mantenedores da vida no planeta,
Para viabilizar o mecanismo, o projeto quer criar a Unidade de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, que corresponde a uma tonelada de dióxido de carbono que deixou de ser emitida com a manutenção da floresta. Essa unidade poderá ser usada na obtenção de financiamentos ou convertida em títulos que poderão ser negociados em bolsas de valores.
O texto também estabelece que o sistema seja financiado com recursos dos fundos sobre Mudança do Clima, Amazônico, de Meio Ambiente e de Desenvolvimento Florestal, além de recursos provenientes de acordos internacionais, doações e de orçamentos públicos.
Fonte: Uol

Copa Sustentável: Distrito Federal testa protótipo de ônibus elétrico

Fabricado na China, o modelo em teste na cidade funciona com um conjunto de baterias que proporcionam autonomia média de 150 quilômetros (com o ar condicionado ligado) e tem vida útil de pelo menos cinco anos.
Fonte: EcoD

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Fotos: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr

Um protótipo de ônibus elétrico que busca reduzir a emissão de poluentes e o impacto do transporte coletivo no meio ambiente começará a circular em Brasília, experimentalmente, nos próximos meses, mas o passeio inaugural já foi feito pelo governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, na quinta-feira, 8 de novembro. A futura implementação integra um acordo feito com a Fifa (Federação Internacional de Futebol) para a Copa do Mundo de 2014.
Fabricado na China, o modelo em teste na cidade apresenta um conceito ambiental, usa energia limpa e pode contribuir para reduzir a poluição sonora. O veículo é totalmente elétrico, funciona com um conjunto de baterias que proporcionam autonomia média de 150 quilômetros (com o ar-condicionado ligado) e tem vida útil de pelo menos cinco anos.

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O governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, passeia pelas ruas da capital federal no novo modelo de transporte coletivo, o primeiro ônibus elétrico.

O interesse do governo do Distrito Federal é testar o modelo, com o intuito de posteriormente montar uma fábrica e produzir os veículos ecológicos na capital. Para o presidente da Sociedade de Transporte Coletivo (TCB), Carlos Koch, este é o momento ideal para execução do projeto. “Estamos muito próximos de fazer uma grande renovação da frota”, destacou à Agência Brasil.
Com a experiência, será possível estudar e avaliar os aspectos de engenharia, de adaptação às rodovias da região.
Estima-se produzir os primeiros ônibus elétricos até a Copa do Mundo de 2014, mas isso ainda está em processo de negociação. A introdução do ônibus híbrido, porém, está prevista para o segundo semestre de 2013. Os híbridos já propiciam redução significativa na emissão de poluentes em relação aos ônibus convencionais. Os elétricos são totalmente ecológicos. O projeto junto a Fifa prevê que os novos veículos sejam usados no transporte dos torcedores do aeroporto ao Setor Hoteleiro e ao Estádio Nacional Mané Garrincha. O ônibus elétrico já circula na capital federal para testes e é gratuito para a população. Ainda não foram divulgadas informações sobre os horários e as rotas do veículo. Com a experiência, será possível estudar e avaliar os aspectos de engenharia, de adaptação às rodovias da região e, então, promover as alterações necessárias.


Postado por Daniela Kussama

sábado, 3 de novembro de 2012

Uma boa dica!!!

Veja a lista dos pontos de coleta de pneus inservíveis pelo Brasil

País tem 726 postos controlados pela Reciclanip em 27 estados

Globo Ecologia: como se livrar dos residuos industriais como os pneus e catalisadores de carros (Foto: Reprodução de TV)Pneus inservíveis (Foto: Reprodução de TV)
O Brasil tem 726 pontos de coleta de pneumáticos espalhados por 27 estados, controlados pela Reciclanip. A ideia é estimular a população a não guardar pneu inservível, ou seja, que não serve mais, em casa. Não deixe seu pneu velho virar foco de dengue ou entulhar a sua casa. Basta ligar para o mais perto de você para mais informações. Clique aqui para ver a lista completa dos postos por estado e cidade. Abaixo, os que estão situados nas capitais ou principais cidades:
Acre
- Rio Branco: (68) 3225-5513
Alagoas
- Maceió: (82) 3315-2526 / 3315-3099
Amazonas
- Manaus: (92) 3642-7143 / 2101-0200
Amapá
- Macapá: (96) 3212-6258
Bahia
- Salvador: (71) 3115-3383 / 3115-3211
- Salvador: Abouchar - (71) 9121-2767
Ceará
- Fortaleza: (85) 4006-4900
Distrito Federal
- Brasília: (61) 3377-5402 / 3213-0178
Espírito Santo
- Vitória: (027) 3382-3491 / 6770 / 6780 / 6776
Goiás
- Goiânia: JLS - (62) 3256-8893
Maranhão
- São Luís do Maranhão: (98) 3212-2832
Minas Gerais
- Belo Horizonte: (31) 3277-9355
Mato Grosso do Sul
- Campo Grande: Ecopneu - (63) 3373-0103
Mato Grosso
- Cuiabá: (65) 3645-6101 / 3645-6263 / 3645-6039
Pará:
- Belém: (91) 3276-6371
Paraíba
- João Pessoa: Pneuac - (83) 3232-2800
Pernambuco
Olinda: (81) 3439-2522 / 3429-0001
Piauí:
- Teresina: (86) 3215 7520 / 3215 7725
Paraná:
- Curitiba: (41) 3643-8464 / 3643-8590
Rio de Janeiro:
- Rio de Janeiro: Policarpo - (11) 4035-3971
- Rio de Janeiro: Jacarepaguá - (21) 2442-2084
Rio Grande do Norte
- Natal: (84) 3232-3020
Rondônia:
- Porto Velho: (69) 3901-1331 / 3901-1335
Roraima:
- Boa Vista: (95) 3626-4737
Rio Grande do Sul:
- Porto Alegre: Elmo Pneus - (51) 3468-1053
Santa Catarina
- Florianópolis: (48) 3334-1529
Sergipe
- Aracaju: (79) 3179-7013
São Paulo
- São Paulo: Fox Pneus – (11) 2296-0000 / 2296-0077
- São Paulo: Subprefeitura da Mooca - (11) 2292-2122
- São Paulo: Subprefeitura de Freguesia do Ó / Brasilândia - (11) 3981-5000 / 3981-5003
- São Paulo: Subprefeitura de Itaquera - (11) 2944.6555
- São Paulo: Subprefeitura de Santo Amaro - (11) 5641-1453
- São Paulo: Subprefeitura de São Mateus - (11) 3397-1132 / 3397-1100
- São Paulo: Subprefeitura de São Miguel Paulista - (11) 2297-9200
- São Paulo: Subprefeitura de Vila Maria e Vila Guilherme - (11) 2967-8100 / 2218-0050 / 2905-3043
- São Paulo: Subprefeitura do Jaçanã / Tremembé - (11) 3397-1000
Tocantins
- Palmas: (63) 3218-5561

Fonte: Globo Ecologia

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

    

O mar congelado na Antártica bate recorde. Cadê o aquecimento global?

O Ártico no Polo Norte bateu o recorde de derretimento no verão. Este ano caminha para fechar como o mais quente da história. Foi o verão mais escaldante no Hemisfério Norte. Por outro lado, do lado de cá do mundo, surgem outras notícias. Os pinguins da Antártica não devem estar tão preocupados agora. O mar congelado que cerca a Antártica, no Polo Sul, bateu o recorde de extensão no inverno. A camada de gelo flutuante (que aparece em branco na imagem acima) chegou a 19,44 milhões de quilômetros quadrados em 2012, segundo o Centro Nacional de Neve e Gelo (NSIDC), dos Estados Unidos. O recorde anterior, de 2006, era de 19,39 milhões de quilômetros quadrados.
O mapa acima mostra a maior extensão já registrada. Foi feito a partir de imagens de satélite. A área em cinza escuro é de terra firme. O cinza claro são as geleiras que saem da terra firme, mas estão flutuando.
O que houve com o aquecimento global? O recorde na Antártica indica que a Terra não está esquentando? Não é bem assim. Primeiro, embora seja um recorde, a extensão de gelo atual não está tão distante da média. A linha amarela mostra a média da extensão de gelo nos meses de setembro entre 1979 e 2000. Em alguns lugares, especialmente no Mar de Bellingshausen, o gelo este ano está menor do que a média histórica.
O gráfico abaixo mostra a oscilação da extensão de gelo flutuante na Antártica. Aparentemente, há um aumento ligeiro nas últimas décadas.

Em comparação, o histórico do Ártico é bem claro. A calota polar está desaparecendo década após década no verão. Este ano o Polo Norte bateu mais um recorde histórico de pouco gelo no verão. O gráfico abaixo mostra a retração no gelo ártico desde 1979. A linha preta é a variação na extensão do gelo, ano a ano. A linha azul mostra a tendência.

Segundo os cientistas, o inverno com muito gelo na Antártica e o verão com pouco no Ártico são fenômenos distintos. Para os pesquisadores Claire Parkinson e Donald Cavalieri, da Nasa, agência espacial americana, os hemisférios da Terra têm uma grande variabilidade de um ano para o outro. Pode haver mais gelo num e menos no outro. Ou mais gelo em ambos. E menos gelo em ambos”, afirmam. “Apesar disso, as tendências de longo prazo são claras: a magnitude da perda de gelo no Ártico excede consideravelmente os ganhos na Antártica.”
Para os pesquisadores da Universidade do Colorado, que fazem parte da equipe do NSIDC, comparar as tendências de gelo do verão e do inverno em dois polos é problemático porque são dois processos diferentes. “Durante o verão, o gelo flutuante derrete e a superfície escura do mar aumenta o aquecimento. No inverno, há outros fatores, como nevascas no gelo e o vento. Pequenas alterações na extensão do gelo no inverno são um sinal mais ambíguo do que a perda de gelo no verão. A expansão do gelo no inverno da Antártica pode ser efeito de variações nos padrões de vento e queda de neve. Já o declínio do gelo no Ártico é mais ligado ao aquecimento global”, escrevem os pesquisadores no blog do NSIDC.
(Alexandre Mansur)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Galactolatria: mau deleite"

Filósofa Sônia Felipe lança livro que revela os malefícios do leite

08 de outubro de 2012 às 6:00


(da Redação)
Colaboradora da ANDA, Sônia T. Felipe assina a Coluna Questão de ética há quase quatro anos. Seu livro, Galactolatria: mau deleite, é um texto voltado à questão da extração do leite bovino e seus desdobramentos nocivos à vida e ao bem próprio das vacas, à saúde ambiental e humana.

O livro “Galactolatria: mau deleite” foi impresso em papel reciclado (Foto: Divulgação)

 

Tornar-se vegana, rodeada por onívoros e por comedores ainda afeiçoados à ingestão de alimentos produzidos a partir da secreção da glândula mamária das fêmeas bovinas, é uma decisão que requer alguma determinação da vontade. Para nutrir tal determinação ética, a filósofa Sônia T. Felipe fez um percurso de leituras fora do cenário filosófico, investigando a literatura especializada (médica e técnica), para obter os dados e informações que tecem a rede da galactolatria, apresentados aos leitores de língua portuguesa de modo claro e fluente neste livro.
O título da obra Galactolatria: mau deleite (idolatria do leite, vista como um mau deleite), lançada nas redes sociais em 4 de outubro de 2012 (dia consagrado a São Francisco), foi criado para designar a adoração que grande parte das pessoas tem pelo leite e, mais comumente, por seus derivados (iogurtes, queijos, cremes, manteiga, ghee).
Mas não é apenas no título da obra que encontramos um termo grego. Cada um dos cinco capítulos dessas 304 páginas carregadas de informação e da concepção abolicionista vegana, vem nomeado por um neologismo criado a partir do grego: Galactoética (a descrição crítica do sofrimento das vacas e vitelos no sistema de extração do leite); Galactopoese (a descrição da composição do leite bovino e a comparação entre a constituição original do leite de diferentes fêmeas); Galactogenia (a reunião das declarações de médicos contrários à ingestão do leite bovino por humanos em qualquer idade, sobre os males associados ao consumo do leite e derivados); Galactocracia (a apresentação dos dados da extração do leite em cada país e o montante em cada continente, com a respectiva montanha de excrementos que essa produção representa); e, por fim, Galactoclastia (uma espécie de conclusão, alusiva ao ato da quebra dos ídolos que impedem a visão da realidade).
O livro, impresso em papel reciclado, traz um índice remissivo com mais de 500 verbetes, facilitando a busca por tópicos e termos, e uma lista da produção bibliográfica da autora, além de 602 notas referindo as fontes usadas. A capa, criada por Victor de la Rosa especialmente para a obra, é pura arte, na qual tetos e úberes encavernados estão sutilmente referidos em suas materializações deformadas. A diagramação, de Maurício Varallo, está impecável. No Prefácio, a autora agradece nominalmente a quase todos os defensores dos animais brasileiros, servindo este texto, por si só, como um registro histórico do que há de mais representativo no Brasil em termos de defesa animal abolicionista. A apresentação deste livro ficou a cargo da ativista feminista dos direitos animais, vegana e abolicionista, Tamara Bauab Levai.
Os termos do grego, por quê?, perguntamos. Não havia termos em português, para designar este livro e cada um dos capítulos? “Não”, responde-nos a autora. “Os termos precisaram ser criados, exatamente porque o espírito do livro foge ao padrão que o tratamento do leite recebe na literatura convencional. Este livro”, enfatiza Sônia T. Felipe, “não é uma apologia à ingestão do leite bovino por humanos. É, acima de tudo, um livro que informa o consumidor sobre a realidade disfarçada por trás da brancura do leite. Uma realidade nada branca, brutal. É um livro em defesa das fêmeas bovinas usadas no sistema de extração do leite. Um livro para quem deseja despertar sua consciência ética animalista”, conclui a autora.
Mas, se as pessoas param de ingerir leite de vaca, isso não as deixa doentes? A resposta de Sônia T. Felipe é firme e direta, aliás, seu estilo de escrita: “Se as pessoas não gostam de alimentos de origem vegetal que contêm os nutrientes que o leite conjuga, e se elas não comem os alimentos vegetais que contêm cálcio, gorduras saturadas, açúcar e vitaminas, então, sim, elas adoecem”.
O leite contém tudo isso, mas contém também o que não convém à saúde humana: caseína, hormônios bovinos, resíduos de antibióticos (dados às vacas por conta da inflamação do úbere e dos cascos), pus, nitratos, nitritos, lactose e resíduos dos pesticidas usados na produção dos grãos e cereais que elas são forçadas a ingerir para disparar a secreção mamária. O leite produz gás metano, que causa imensa dor às vacas, quando não expelido, e destrói a camada de ozônio quando emitido na atmosfera.


A autora Sônia T. Felipe (foto) foi motivada pela busca de dados contrários ao mito da necessidade de leite bovino para o sustento do organismo humano (Foto: Divulgação)
“Somados esses ingredientes maléficos do leite, que não aparecem na descrição de sua composição na caixinha ou saquinho, muito menos nas embalagens dos queijos, manteiga e iogurtes”, afirma Sônia T. Felipe, “esse, definitivamente, não é um alimento saudável para os humanos, se é que tal composição é saudável para os bezerros. A vantagem, para a maior parte dos bezerros, é que eles são impedidos de mamar o leite de sua mãe. São os humanos que ingerem essa coisa, não eles!”
O que a levou a escrever o livro? Diferentes razões, responde a autora. A mais forte foi a busca, na literatura médica norte-americana, e na literatura técnica canadense, neozelandesa e britânica, de dados contrários ao mito da necessidade de leite bovino para o sustento do organismo humano. Essa busca começou com a decisão de parar de ingerir tudo o que é derivado de animais, há mais ou menos 14 anos.
À época, esclarece Sônia T. Felipe, ela havia parado de comer carnes por 10 anos. A decisão de tornar-se genuinamente vegetariana foi fundamental para a busca da literatura de ajuda na condução da própria dieta, porque há uma década e meia atrás, não havia médico ou nutricionista que soubesse orientar uma pessoa na condução de uma dieta vegana. Hoje já os há. Mas o número é ínfimo, comparado ao número de pessoas cheias de mazelas, no Brasil, devidas, provavelmente, à galactomania. Mas os médicos continuam a ignorar isso em seus estudos de medicina. Eles se formam pelo padrão galactófilo. “É triste, mas é verdade! Poucos médicos podem ajudar pacientes na condução de uma dieta vegana, porque eles estão convencidos de que sem alimentos de origem animal não se pode ter saúde. Isso ainda precisa ser desconstruído. A gente não tem muito tempo para ficar esperando por essa mudança”, diz a autora. “Então, o negócio é buscar as informações onde elas já estão registradas. Foi o que fiz”, conclui a autora, “e agora coloquei todas essas informações à disposição das pessoas. Procurei escrever da forma mais clara e direta possível, acrescenta a autora, justamente para facilitar a leitura também de pessoas que costumam ler muito pouco. O livro é importante para todas as pessoas”, declara a filósofa.
Sônia estava realizando seu pós-doutorado em Bioética – Ética Animal, na Universidade de Lisboa, em 2001, quando leu pela primeira vez a obra de John Robbins Diet for a New America, na qual o autor desmistifica o consumo de leite bovino como forma de proteção contra a osteoporose. Depois veio a leitura da obra mais importante já escrita até hoje, sobre a associação da caseína (proteína do leite) ao câncer, The China Study, escrita por Colin T. Campell & Campell II, e a desmistificação do cálcio contido no leite bovino como remédio contra a osteoporose. “Justamente esse mal é o que assusta a maior parte das pessoas quando se fala em abolir o consumo de leite”, salienta a autora.
“Há quase 12 anos”, continua, “com a leitura desses livros, comecei a tomar notas das informações relevantes para seguir a dieta vegana. Nesse intervalo, conclui, publiquei o Por uma questão de princípios: alcance e limites da ética de Peter Singer em defesa dos animais (Boiteux, 2003), e Ética e experimentação animal: fundamentos abolicionistas (Edufsc, 2006), ambos dedicados à questão dos animais”.
Àquelas leituras somaram-se outras, intercalando a de livros dos médicos que fazem parte do Comitê dos Médicos por uma Medicina Responsável, criado por Neal Barnard e formado por mais de 6.000 médicos que seguem um padrão de dieta estritamente vegana (plant based foods) no tratamento e cura de todas as doenças, das cardiopatias graves ao câncer. “E, no Brasil, foi um alívio a publicação dos livros dos médicos, Eric Slywitch, Marcio Bontempo e Alberto Peribanez Gonzalez, todos dispensando da dieta os alimentos animalizados”, ressalta a autora.
Foi baseada na literatura inglesa, no original, e de posse de informações escondidas do público não versado em inglês, que a autora tomou a decisão de escrever Galactolatria: mau deleite, possibilitando, finalmente, aos brasileiros, saber algo mais sobre o leite bovino, algo que não está escrito nas caixinhas, saquinhos e embalagens de laticínios levados do supermercado para casa.
O que as pessoas podem esperar do livro?, perguntamos. “Informações fundamentais para orientar suas decisões morais relativamente à ingestão de leite e laticínios”, foi a resposta. E o que as pessoas não devem esperar deste livro? Nas palavras da autora, elas não devem esperar qualquer orientação específica nas questões dietéticas. Este não é um livro de dieta. Tampouco é um livro de nutrição (embora devesse ser lido por todos os nutricionistas e seus pacientes!), não é um livro com dicas para curar isso ou aquilo. É um livro de filosofia crítica da alimentação galactófila. Um livro de ética, que urge ser lido. As vacas agonizam, os vitelos agonizam, o planeta agoniza, afogado em tanto excremento. O objeto dessa ética é a vaca e o que a exploração letal dessa fêmea representa, contra seus interesses fundamentais, os interesses do ambiente natural e os da saúde humana.
Se o livro é crítico, a quem essas críticas se destinam? Sônia esclarece que a crítica se destina a cada um que come o que lhe é imposto, pela propaganda ou pelo hábito familiar, sem se perguntar pela origem e a pegada desse alimento; a cada profissional que prescreve o leite na dieta das pessoas, como se ele fosse remédio, quando na verdade, para muitas, ele é nocivo; a todos os que ingerem leite e derivados, sem calcular o montante de cereais e grãos que foi dado de comer às vacas, o montante da água potável que é dada às vacas, e, lamentavelmente, o montante (equivalente ao da água e comida ingeridas) que elas excretam.
Parte do texto de Galactolatria: mau deleite é dedicada a apresentar os cálculos daqueles montantes. Cada leitor pode agora saber quanto cereal, água e excrementos uma inocente fatia de queijo em seu sanduíche representa para o planeta. Segundo Sônia T. Felipe, não haverá movimento ambientalista genuíno, em nosso país, ou em qualquer outro, enquanto os próprios ambientalistas continuarem a ingerir leite e laticínios, ignorando os dados que estão neste livro.
Há elogios? A quem eles se destinam? Não há elogios. Na opinião da autora, ainda estamos longe de merecer elogios por nossos hábitos alimentares. O momento não é para festejar nada, ainda. Mas há esperanças. “Por vias distintas”, concede Sônia, “há muitas pessoas que já tomaram decisões morais no quesito alimentação. Acho que Galactolatria: mau deleite vem para dar novo alento aos defensores dos animais, aos veganos abolicionistas, declara a autora. Mas não apenas a eles. Este livro também pode ser de grande alento para todas as famílias que têm membros sofrendo as mazelas da ingestão do leite bovino. E, por fim, este livro pode ajudar muitos vegetarianos, que ainda ingerem laticínios, a tomarem a decisão final de abolir de sua dieta esses alimentos, por uma questão de coerência ética”, enfatiza Sônia T. Felipe.
À questão de se as mazelas, que podem ser atribuídas à ingestão do leite, são comuns, no Brasil, ou apenas em outras sociedades, Sônia responde, sem rodeios: “o que ainda não é comum é as pessoas saberem que suas mazelas podem dever-se à ingestão do leite bovino e seus derivados. Dada a composição racial brasileira (afro, asiática, judaica, indígena, árabe e outras), não seria de espantar se, de cada 100 pessoas, umas 70 fossem diagnosticadas como intolerantes ao leite, não apenas porque em seus organismos cessou ou diminuiu a produção da lactase, a enzima responsável pela digestão do açúcar do leite, mas também pelas proteínas bovinas que nosso sistema digestório não evoluiu para bem digerir, ou mesmo pela composição maléfica do leite, conforme referido acima”, alerta Sônia.
“Na evolução humana”, prossegue a autora de Galactolatria, “o leite bovino não é um alimento essencial, embora ele seja adotado em vários continentes. Entretanto, a maioria dos humanos (orientais, indígenas e africanos) não o ingere na forma pasteurizada e homogeneizada, apenas na fermentada. Somente algumas heranças genéticas (caucasianos e poucas tribos africanas com tradição milenar na criação do gado bovino) mantêm a produção da lactose após a primeira dentição, e, ainda assim, nem todos”, afirma Sônia. “Essas pessoas continuam a ingerir leite sem padecer dos males comuns àqueles que não o podem digerir direito. Mas isso está fartamente explicado em Galactolatria. Vamos, então, à leitura?”, conclui a autora.
Serviço:
Galactolatria: mau deleite
Sônia T. Felipe
Ecoânima, 2012
304 páginas
Preço: R$45,00 + frete
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