Pensamento

" Não são os grandes planos que dão certos, são os pequenos detalhes" Stephen Kanitz

sábado, 13 de julho de 2013

A MINA - Museu de Pedras Preciosas

Localizada a 2Km de Gramado Rio Grande do Sul, mais precisamente no Parque TOMASINI, encontra-se um belo local para os turistas  que venham visitar a cidade, desta forma conhecer uma coleção de pedras preciosas, que não encontramos em muitos lugares no mundo.
O Brasil como muitos outros países na América do Sul, tiveram no decorrer de séculos, minas exploradas que não só de ouro e pedras preciosas, abasteceram o mundo como ainda acontecem na atualidade, alguns minerais que chegam  a ter 98% das reservas mundiais situadas no Brasil, são desconhecido de muitos, metais estes, importantes e necessários nas mais moderna tecnologia mundial. Em Gramado no Rio Grande do sul, encontramos uma bela coleção de pedras, valendo um passeio por lá, quando aqui os leitores tenham a oportunidade de visitar. O parque está aberto para visitação de terça-feira  até domingo, das 9h às 17:30 min, independente de como esteja o tempo, um local aprazível, cercado por natureza, e uma réplica de uma mina de extração de Ametista, pedra esta típica do Rio Grande do Sul. São galerias onde podemos visualizar diversos tipos de pedras, que sempre aguçam o interesse de vê-las de perto e conhecer estas preciosidades da natureza.
Dentro de sua coleção, o parque tem algumas outras preciosidades de diversos países, que torna a visitação muito interessante, não só pelo tamanho, bem como pela raridade que possuem, e dentro deste contexto   encontraremos outras  surpresas, como alguns meteoritos que figuram entre estas pedras criadas pela natureza, a ideia ao visualizar busca em nossa mente viagens que descortinamos a cada passo, e figuras criadas pela natureza que remonta o ser humano em algumas características. Além destes atrativos, encontramos muitos outros, como passeios de pedalinhos, kartódromo, paint ball, pesca esportiva, passeio de jardineira e passeio a cavalo. Dentro do parque é possível se deliciar de um bom café.
Postamos a seguir algumas fotos para que os leitores possam ter uma noção do parque e quem sabe, conheça-o em uma oportunidade próxima.





 



































































































 






















































 


 









quinta-feira, 27 de junho de 2013

Energia renovável será a segunda fonte de energia em 2016

Por

energia solar
Painéis de energia solar em Hami, nordeste da China, 8 de maio de 2013
Nova York - As energias renováveis vão superar o gás natural, tornando-se a segunda fonte de energia elétrica do mundo em 2016, atrás do carvão, estimou a Agência Internacional de Energia (AIE) em um relatório no qual o Brasil aparece como um dos países onde a concorrência impulsionou a energia verde.
"A produção de eletricidade (de origem) hidráulica, do vento, solar e outras fontes renováveis superará a de gás e será o dobro da nuclear no mundo em 2016", destacou a AIE no relatório, divulgado esta quarta-feira, sobre as perspectivas das renováveis a médio prazo.

Bike de papelão feita com R$ 20 pode ter produção em massa

Depois de ganhar fama ao ser apresentada ao mundo no ano passado, magrela ecológica busca apoio no site de financiamento coletivo Indiegogo para virar realidade – em larga escala

Por Vanessa Barbosa
Fonte: Exame.com

Bike de papelão criada pelo israelense Izhar Gafni
Mais do que uma boa dose de criatividade, o israelense precisou de uma enorme determinação

Há poucos meses, o israelense Izhar Gafni ficou famoso ao apresentar para o mundo a sua bicicleta de papelão reciclado, uma engenhoca eficiente e resistente que custou apenas US$ 9 (algo em torno de R$20,00), além, claro, da grande dedicação de seu artífice. Agora com uma empresa montada, a Cardboard Technology, Gafni busca tornar sua bike ecológica realidade em larga escala, com produção em massa.
Para arrecadar recursos, ele procura apoio no site de financiamento coletivo Indiegogo. Gafni diz ter dispensando várias ofertas de investimento e optado pelo chamado crowdsourcing para não comprometer seus valores sociais nas margens de lucro.
Ele acredita que, se produzida em massa, sua bike pode melhorar a vida de comunidades pobres ao estimular a reciclagem de papelão e outros itens usados na bike, como plástico e borracha, e com isso gerar renda.
Gafni trabalhou duro e dobrou muito papelão para chegar ao protótipo ideal, que combina o design tradicional de uma bike e a resistência – ela tem capacidade de suportar o peso de uma pessoa de até 140 quilos.
Os valores de doação começam a partir de US$1. Uma das principais vantagens da campanha é que quem doa pelo menos US$ 290 irá receber uma bicicleta autografada quando as primeiras entregas ocorrerem, em março de 2015. O objetivo é arrecadar US$ 2 milhões até dia 8 de agosto.


Postado por Daniela Kussama

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Novo Código Penal será debatido em Cuiabá nesta sexta-feira


Em 19 de junho de 2013 as 18h01
Toda a população está convidada para o debate, que acontece às 19h, no auditório do Ministério Público Estadual, em Cuiabá (ao lado do Fórum da capital).
Fonte: Assessoria Expresso MT

O Senado Federal está realizando em todo o país audiências públicas para debater a reforma do Código Penal Brasileiro. Nesta sexta-feira (21.06) é a vez da sociedade mato-grossense participar. Toda a população está convidada para o debate, que acontece às 19h, no auditório do Ministério Público Estadual, em Cuiabá (ao lado do Fórum da capital).

A audiência é realizada em parceria com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT), Ministério Público Estadual (MPE-MT), Defensoria Pública de Mato Grosso, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),  Faculdade de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e senador Pedro Taques (PDT-MT), relator do projeto no Senado.

Cada uma dessas instituições terá um palestrante para falar sobre aspectos do projeto e manifestar posições sobre os diversos crimes e penas. Logo depois, participantes ouvintes também poderão se manifestar e fazer questionamentos. Estudantes de direito receberão certificado pela participação no ato público.

Com mais de 70 anos de existência, o Código Penal Brasileiro será reformulado pelo Congresso Nacional para se enquadrar a realidade atual. Além de revisar as leis existentes, o projeto aborda novos crimes, como os praticados na internet e terrorismo, que não são tipificados na atual legislação.

O senador mato-grossense Pedro Taques é o relator da matéria. Ele tem a missão de apresentar o novo texto, com as alterações consideradas necessárias, e colocá-lo em votação no Senado. Conforme o senador, o debate é necessário porque envolve temas sensíveis à nossa sociedade, como aborto, descriminalização do uso de drogas, pena mais severa para crimes de corrupção, entre outros assuntos.

Pedro Taques já anunciou que deverá apresentar seu relatório à Comissão Temporária que examina a reforma legislativa até o dia 17 de julho. A intenção é que os senadores apresentem emendas a partir de primeiro de agosto para, então, ser iniciado o período de votação no Plenário.

sábado, 15 de junho de 2013

02/06/2013 - 10h38

Senado começa a discutir ainda este mês atualização do Código de Defesa do Consumidor

Expectativa é de o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) ser votado na comissão temporária que trata do assunto ainda na primeira quinzena

No ano em que completa 23 anos, o Código de Defesa do Consumidor pode ganhar avanços importantes. Considerada uma lei forte e respeitada, no Senado, os parlamentares dizem que o que está em discussão na Casa não é uma reforma, mas sim, uma atualização da lei. A expectativa é de o relatório do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES) ser votado na comissão temporária que trata do assunto ainda na primeira quinzena deste mês.
“A questão central é você considerar a legitimidade de todos os segmentos que participam desse debate e construir uma legislação equilibrada. O ponto central é não agir com radicalismo porque se você agir com radicalismo, você marca uma posição, mas não faz a legislação avançar”, avaliou Ferraço.
Para não contaminar os assuntos, além de manter, em projetos de lei separados, as três sugestões sobre superendividamento, ações coletivas e comércio eletrônico, feitas por uma comissão de juristas presidida pelo ministro do Superior Tribunal de Justiça, Herman Benjamin, Ferraço vai incluir, pelo menos, mais duas novidades na atualização: um projeto que prevê o fortalecimento dos Procons e outro que trata da publicidade infantil.
Apesar da decisão do relator, o presidente da comissão, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), considera que este último tema é polêmico e não foi discutido suficientemente a ponto de avançar. Suécia, Dinamarca, Noruega, Inglaterra, Bélgica, Austrália e Canadá são exemplos de países que proíbem a publicidade voltada a esse público. No Brasil, o tema divide opiniões. “O projeto da publicidade infantil eu vejo zero de possibilidade de ser aprovado porque é uma coisa extremamente polêmica”, disse Rollemberg.
Já a proposta que prevê o fortalecimento dos Procons é vista como fundamental e foi pedida por especialistas da área em uma das audiências públicas feitas pela comissão. O relatório do senador Ricardo Ferraço deve propor um projeto no qual as conciliações feitas entre clientes e empresas nos órgãos de proteção e de defesa do consumidor tenham validade de decisão judicial.Assim, caso o prestador de serviço não cumpra o acordo firmado nos Procons, poderá ser executado diretamente pela Justiça, sem necessidade do consumidor entrar com um novo processo.
Na avaliação dos senadores, se o Procon não tiver o poder de multar, arbitrar, decidir e conciliar, as pessoas vão continuar recorrendo à Justiça que hoje acumula milhares de processos desse tipo.
O assunto também é objeto de um projeto de lei enviado pelo governo este ano à Câmara dos Deputados. “Nós não temos o menor compromisso com o texto da Câmara. Nós temos compromisso com uma tese comum de fortalecimento dos Procons”, disse Rollemberg ao justificar a apresentação de uma proposta semelhante no Senado.


fonte: Agência Brasil
14/06/2013 - 19:59 | Fonte: STF

Liminar suspende dívida tributária de R$ 7 bilhões da Petrobras

Ministro Benedito Gonçalves
Ministro Benedito Gonçalves - Divulgação/STJ
O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), reconsiderou sua decisão anterior e concedeu liminar em medida cautelar para suspender a exigibilidade de uma dívida tributária de quase R$ 7,4 bilhões que a Fazenda Nacional vem tentando cobrar da Petrobras. A decisão foi tomada na noite desta sexta-feira (14).

A liminar livra a Petrobras, temporariamente, de uma série de constrangimentos que, segundo ela mesma alegou ao STJ, seriam decorrência da condição de devedora do fisco, entre os quais a impossibilidade de importar e exportar, por falta da certidão de regularidade tributária.

Com a decisão desta sexta-feira, a suposta dívida fiscal – que a Petrobras contesta judicialmente – não poderá ser exigida pela Fazenda Nacional pelo menos até a Primeira Turma do STJ julgar a medida cautelar impetrada pela empresa.

“A expressão econômica do crédito tributário em questão, superior a R$ 7 bilhões, é suficiente para demonstrar que a sua imediata exigibilidade ostenta uma potencialidade danosa às atividades normais da empresa”, disse o ministro em sua decisão mais recente.

“Nesta esteira – acrescentou –, embora seja a requerente empresa de notório poder econômico, a quantia em questão é por demais elevada para pressupor eventual facilidade na pronta apresentação de garantias suficientes para fazer frente a esse débito tributário sub judice.”

Competência

Na noite de quinta-feira (13), ao examinar a medida cautelar com pedido de liminar impetrada pela Petrobras, o ministro Benedito Gonçalves considerou que o STJ não seria competente para analisar o caso naquele momento. A competência para decidir sobre efeito suspensivo seria do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), sediado no Rio, pois ele ainda não havia decidido sobre a admissão de recurso especial que a Petrobras interpôs para o STJ.

No recurso especial, a empresa pede que seja dado efeito suspensivo à apelação que ela interpôs no TRF2 para reformar a decisão da primeira instância da Justiça Federal que reconheceu o débito tributário. O TRF ainda não julgou a apelação da empresa.

Na reconsideração, Benedito Gonçalves observou que, ao consultar o processo, verificou que o TRF2 já havia analisado e rejeitado o pedido de efeito suspensivo, o que criou um “vácuo de jurisdição”.

“Dadas as peculiaridades do presente caso, que evidenciam o aludido vácuo de jurisdição, reconheço a excepcional competência desta Corte Superior para processar e julgar esta medida cautelar, assegurando, dessa forma, o direito constitucional à devida e oportuna prestação jurisdicional”, afirmou o relator.

Veja aqui a íntegra da decisão do ministro Benedito Gonçalves.

Processo MC 21159

terça-feira, 11 de junho de 2013

UMA QUESTÃO DE INCOERÊNCIA.

Fonte:Economia Verde Enviado por Agostinho Vieira - 06.06.2013 | 18h19m

Coluna publicada no Globo de hoje:

A notícia de que o grupo EBX, do empresário Eike Batista, decidiu acabar com a diretoria de Sustentabilidade não precisava ser necessariamente ruim. Num mundo ideal, uma empresa realmente sustentável do ponto de vista social, ambiental e econômico talvez não precisasse mesmo de uma diretoria com esse nome. Seria um exemplo de gestão. Infelizmente, parece que não foi esse o caso. Na verdade, quando demitiu os 50 funcionários do setor, Eike estava apenas sendo coerente. Anunciar a medida na Semana do Meio Ambiente talvez não tenha sido inteligente, mas foi coerente. A mesma coerência demonstrada na decisão de não comentar o caso. Esse negócio de transparência só fica bem em quem realmente leva o tema a sério. A praia dele é outra. Trata-se de um homem ousado, polêmico, que sonha em ser o mais rico do mundo. O que é legítimo, mas é diferente. Há algum tempo, o ex-marido da Luma de Oliveira vem enfrentando o seu pior inferno astral, que inclui desde problemas com a família até a queda acentuada das ações de suas empresas. Ficou famosa a frase do empresário: “Onde eu furo, eu acho”. Hoje, alguns setores do mercado não acreditam mais nas suas apostas e promessas. Nesse contexto, reduzir investimentos e cortar pessoal faz parte da vida. E se uma área não é prioritária, fica mais fácil ainda. Quem fizer um passeio rápido pelo site da EBX e das demais empresas do grupo verá que a palavra sustentabilidade é repetida dezenas de vezes. Acompanhada de frases como “é parte intrínseca do processo de empreender” ou “buscando ser um exemplo de liderança empresarial responsável”. É tudo mentira? Acredito, honestamente, que não. Há nos exemplos uma vontade de acertar. Mas fica a sensação de que a roupa está apertada demais. E pior, parece que estão na festa errada. Dois projetos chamam a atenção entre as ações do grupo. O primeiro é conhecido como Gestão Integrada de Território. Parte do conceito de que antes de implantar um empreendimento numa região é preciso discutir com a comunidade os seus impactos e tentar minimizá-los. Envolve contratação de mão-de-obra local, treinamento, investimentos em saúde e saneamento. Antecipa a soluções e cumpre exigências que poderiam ou deveriam ser feitas pelo poder público. Começou no Porto Açu, mas com os problemas na obra nunca chegou a ser totalmente implantada. O segundo era a despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas. Apesar de ser a menina dos olhos de Eike Batista, ela sempre foi muito criticada internamente. Porque não tinha uma relação direta com os negócios da empresa e porque um eventual fracasso arranharia a imagem do grupo. O pior momento foi quando a Cedae fez uma ação de marketing dizendo que tinha despoluído a Lagoa, sem citar a empresa que já havia investido milhões no projeto. Até hoje o cartão postal da cidade continua poluído. Enquanto isso, no mundo real, as empresas X multiplicam passivos ambientais. São mais de 30 inquéritos e ações públicas espalhadas por nove estados. A maior parte dos processos relacionada com licenciamento e impactos ao meio ambiente. Em fevereiro, a OSX, do ramo de indústria naval, foi multada em R$ 1,3 milhão pelo governo do Rio. O motivo foi o alto índice de sal na água de um canal do Porto Açu, o que prejudicava os agricultores da região. É claro que uma empresa que atua com negócios potencialmente “sujos” em termos ambientais precisa conviver com isso. São mineradoras, exploração de petróleo, estaleiros, navios, usinas térmicas a carvão. A pegada ambiental é altíssima. Mas esse número não é conhecido, se é que algum dia foi medido. Essa sim seria uma ação típica de um negócio sustentável. Medir os impactos ambientais, divulgar para a comunidade sem meias palavras e mostrar o que pretende fazer para reduzi-los ao longo do tempo. Essa omissão, no entanto, não é um privilégio da EBX. Nove em cada dez empresas tratam a sustentabilidade como ameaça ou custo. Os especialistas costumam dividir as empresas em quatro grupos. As reativas, que só fazem alguma coisa após serem multadas. As adequadas, que seguem basicamente o que manda a lei. As oportunistas, que cumprem a lei, possuem relatórios de sustentabilidade e tentam melhorar a imagem. Por fim existem as inovadoras ou transformadoras. Um estudo recente feito pela Universidade de Harvard, nos EUA, mostrou que este último grupo, das empresas realmente sustentáveis, em 20 anos conseguiu ter uma valorização do patrimônio até 30% maior que as demais. Mesmo nos tempos de vacas magras, como estes que afligem o planeta de um modo geral e os negócios de Eike Batista em particular. Uma questão de coerência.

Sebastião Salgado: O drama silencioso da fotografia

Em anexo está um vídeo, que todos deveríamos vê-lo e analisar como se faz com determinação, a mudança de patamares para aqueles que definitivamente buscam um mundo melhor.
Diversos governos falam em meio ambiente, em sustentabilidade em vida melhor, mas diante de tudo que observamos, nada é feito e em um simples ato do Sr Sebastião Salgado, o doutor em economia, ao assumir a fotografia como um ideal aos 30 anos de idade, fez deste motivo a sua obsessão na busca de complementar suas ideias. Seus projetos de anos de duração, conseguiram captar de uma forma linda e emocionante, o lado humano de uma história global onde a morte se aventura a cada passo que se dá. Nessa história pessoal esse magnífico fotógrafo se aprofundou na arte, e vislumbrou o mundo através de suas lentes, quase se matando, mas  resgatando fotos lindas e espetaculares em um trabalho, que mostra o revigoramento de um planeta, onde as possibilidades ainda existem, e continuam pulsante em todas as partes, para retomada de um caminho inicial onde a vida brota, na medida que realizamos as nossas verdadeiras obrigações com ela.

Veja o vídeo através do endereço abaixo:
Fonte:




sábado, 1 de junho de 2013

Carros e Transporte público

Desinteresse dos jovens por carros preocupa montadoras e brasileiros preferem transporte público de qualidade


Os jovens passaram a valorizar meios de transporte mais limpos e acessíveis, como bicicleta, ônibus e trajetos a pé



Comentário AkatuEste artigo aponta para a tendência do público jovem nos Estados Unidos de se interessar cada vez menos pelos carros enquanto bens de consumo, a ponto de uma das principais montadoras de veículos do mundo estar repensando suas estratégias de modo a reconquistar esse público. Essa tendência de valorizar a mobilidade em vez da posse do automóvel não é predominante apenas entre os norte-americanos mais novos. Segundo dados de pesquisa recém-lançada pelo Instituto Akatu, entre os brasileiros que não usam carro, há, mesmo assim, uma forte preferência pela mobilidade em relação a ter um carro próprio (nota 8  contra 5). E, entre os que usam carro, a preferência por se deslocar pela cidade com rapidez, conforto e segurança em relação a ter um carro é ainda mais marcada (nota 9 a 3).Mais sensibilizadas e conscientizadas sobre os problemas decorrentes do uso excessivo do carro e seus impactos para o planeta e para sua própria qualidade de vida, as pessoas terão mais disposição para escolher alternativas mais sustentáveis, como o transporte compartilhado e público ou a bicicleta. Quanto mais dispostas a usar essas opções, mais pressionarão por um transporte coletivo de melhor qualidade. Portanto, cabe também às empresas e aos governos responderem aos anseios de uma população mais crítica e informada sobre a sustentabilidade.


Um recente artigo do The New York Times, da jornalista Amy Chozick, é mais uma prova de que os jovens mudaram. Os jovens entre 18 e 24 anos estão se importando mais com os outros e com o mundo em que vivem, superando antigos valores e necessidades de consumo que já não os convencem e, muito menos, os satisfazem. Uma dessas mudanças importantes está no modo com que os jovens se relacionam com a mobilidade.
Há poucas décadas, o carro representava o ideal de liberdade para muitas gerações. Hoje, com ruas congestionadas, doenças respiratórias e falta de espaço para as pessoas nas cidades, os jovens se deram conta de que isso não tem nada a ver com ser livre, e passaram a valorizar meios de transporte mais limpos e acessíveis, como bicicleta, ônibus e trajetos a pé. Além do mais, “hoje Facebook, Twitter e mensagens de texto permitem que os adolescentes e jovens de 20 e poucos anos se conectem sem rodas. O preço alto da gasolina e as preocupações ambientais também jogam água nesse mesmo moinho”, diz o artigo.
Para entender esse movimento, o texto conta que a GM, uma das principais montadoras de automóvel do mundo, pediu ajuda à MTV Scratch, braço de pesquisa e relacionamento com jovens da emissora norte-americana. A ideia é desenvolver estratégias adaptadas à realidade dos carros e focadas no público jovem para reconquistar prestígio com o pessoal de 20 e poucos anos – público que tem poder de compra calculado em 170 bilhões de dólares, segundo a empresa de pesquisa de mercado comScore.
Porém, a situação não parece ser reversível. “Em uma pesquisa realizada com 3 mil consumidores nascidos entre 1981 e 2000 – geração chamada de ‘millennials’ – a Scratch perguntou quais eram as suas 31 marcas preferidas. Nenhuma marca de carro ficou entre as top 10, ficando bem abaixo de empresas como Google e Nike”, diz o artigo. Além disso, 46% dos motoristas de 18 a 24 anos declararam que preferem acesso à Internet a ter um carro, segundo dado da agência Gartner, também citado no texto do NY Times.
O que parece é que os interesses e as preocupações mudaram e as agências de publicidade estão correndo para entendê-los e moldá-los, mais uma vez. Só que, agora, com o poder da informação na ponta dos dedos e o movimento da mudança nos próprios pés fica bem mais difícil acreditar que a nossa liberdade dependa de uma caixa metálica que desagrega e polui a nossa cidade, segundo as palavras do citado texto.

Jovens brasileiros preferem transporte público de qualidade
Essa tendência de não valorização do carro já foi apontada também pelos nossos jovens aqui no Brasil. A pesquisa O Sonho Brasileiro, produzida pela agência de pesquisa Box1824, questionou milhares de ‘millenials’ sobre sua relação com o país e o que esperavam para o futuro. As respostas, que podem ser acessadas na íntegra no site, mostram entusiasmo e vontade de transformação, especialmente frente aos desafios sociais e urbanos como falta de educação e integração.
Nesse sentido, o Instituto Akatu lançou no último mês de abril uma pesquisa que apontou que, mesmo para os brasileiros que não utilizam carro no cotidiano, a opção é fortemente em favor da mobilidade em vez do veículo próprio (índice de 7,7 contra 5,3). Ou seja, mesmo quem depende de outros meios de transporte para seu deslocamento, prefere deslocar-se com rapidez, segurança, conforto e flexibilidade a investir em um veículo próprio. Entre aqueles que usam carro no cotidiano, a diferença pela mobilidade é ainda maior: índices de 8,7 e 2,8, o que evidencia ainda mais a incongruência entre o atual modelo de consumo e as aspirações dos consumidores brasileiros.



Postado por Daniela Kussama

sexta-feira, 31 de maio de 2013

O Planeta Terra é você.

A hora é de reflexão, e devemos repassar para não esquecermos de nossa responsabilidade.



El Planeta tierra es tu (de Carlos Chavira)..

http://www.youtube.com/watch?v=JscFxFjTMXE

sexta-feira, 15 de março de 2013

Um substituto para o maldito isopor

Liana John - 14/03/2013 às 12:58





Ao cruzar o Oceano Atlântico, do Rio de Janeiro à ilha de Ascensão, durante 13 dias a bordo do veleiro Sea Dragon, tínhamos a missão de catalogar todo lixo avistado à superfície das ondas azuis. Além de recolher as mais variadas partículas de plástico – boiando quase imperceptíveis, porém impactantes – capturamos dois ícones da poluição marinha: um emaranhado de rede de pesca feita de nylon e um pedaço de caixa de isopor.
É exatamente lá no mar, assim como nos rios e demais corpos d’água, que o isopor se transforma em vilão. Quimicamente, é um material composto apenas por carbono e hidrogênio, dois elementos muitíssimo comuns, encontrados na maioria dos organismos, do nosso organismo inclusive. O que faz toda a diferença é como as moléculas de carbono e hidrogênio são artificialmente ligadas, de uma forma extremamente estável e não degradável.
Mesmo quebrado ou desfeito em pedacinhos, o isopor continua boiando sem se degradar. A estimativa mais usada aponta uma persistência no ambiente de 150 anos, mas tenho minhas dúvidas se é mesmo “só” isso. Para golfinhos, peixes, tartarugas e outros animais, aquelas bolinhas flutuantes parecem apetitosas. São ingeridas sem cerimônia, mas não são digeridas. Então ficam lá, no sistema digestivo, ocupando cada vez mais espaço, junto com outros plásticos, até faltar lugar para a comida e o animal morrer de inanição. Ou, se o pedaço é maiorzinho, capaz de parar logo no meio do caminho e matar por asfixia. Em poucas e boas palavras, o isopor não deveria parar no mar, nunca.
Mas para manter uma cervejinha gelada, ou garantir o sanduíche quentinho, ou conservar o suco do bebê fresquinho, ou proteger medicamentos do calor excessivo, ou embalar produtos frágeis e centenas de outras utilidades mais, o isopor é fantástico. É por isso mesmo que precisamos de um substituto mais ecológico para ele.
Um sério candidato na categoria isolante térmico surgiu em uma feira de Ciências de Ariquemes, em Rondônia, e começa a ganhar estrada, com a exposição na Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada na Universidade de São Paulo (USP), nesta semana. Trata-se de uma caixa térmica feita de fibra de buriti e calafetada com a seiva da própria palmeira, cujo nome científico é Mauritia flexuosa. O buriti, nunca é demais relembrar, é a palmeira-símbolo das veredas dos nossos sertões, sempre com o “pé” na água. É uma espécie abundante e muito produtiva, cujos frutos têm alto teor de vitamina A e são aproveitados em doces e merendas escolares.
Há 4 anos, o estudante Gustavo de Oliveira Bertão, então com 14 anos, fez uma caixa de fibra de buriti como projeto de Artes, na escola. Ele se inspirou nas embalagens artesanais tradicionais, usadas para conservar o doce de buriti na região, mas o formato de sua caixa assemelhava-se ao de um recipiente de isopor. Os colegas começaram a brincar, perguntando se ele não ia colocar gelo. Curioso, ele resolveu testar e observou que o gelo se conservava por um bom tempo.
Já no curso técnico agropecuário de nível médio do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia (IFRO), Gustavo (18 anos) montou um grupo de trabalho com Wanderson Novais Pereira (17 anos) e Lucas Pedro Cipriani (16 anos), sob a orientação das professoras de Química, Márcia Bay, e Biologia, Márcia Mendes de Lima, e com o apoio do professor de Sociologia, Oniel Sampaio. “Construímos um protótipo de caixa térmica de fibra de buriti, com volume de 3 litros, usando o pecíolo da palmeira, que é a base da folha, e fixando com varetas da folha em lugar de prego. Ainda impermeabilizamos com a seiva do próprio buriti, quer dizer, toda caixa é feita exclusivamente de buriti e sem derrubar, sem prejudicar a palmeira, só retirando a folha que já está para cair”, resume Wanderson.
“Então fizemos quatro testes com substâncias quentes e frias, durante duas horas”, prossegue Gustavo. O desempenho da caixa térmica foi comparado ao de uma caixa de isopor de mesmo tamanho. Em ambas as caixas foram colocados líquidos à mesma temperatura e o monitoramento foi realizado por meio de termômetros introduzidos em furos nas respectivas tampas, de modo a evitar a abertura das caixas e a interferência do ambiente externo na temperatura interna. O desempenho da caixa de buriti na conservação do frio foi melhor do que o da caixa de isopor em um grau centígrado. E o desempenho na conservação do calor foi equivalente.
Agora o plano dos jovens é investir na fabricação de painéis a partir da mesma fibra de buriti, só que triturada. Assim a produção de caixas térmicas não fica restrita ao tamanho das placas que eles conseguem tirar dos pecíolos das folhas, cujo comprimento varia de meio metro a dois metros. O que falta, como sempre, é recurso para investir no projeto, que até agora só contou mesmo com o empenho e boa vontade dos três estudantes e seus professores. A expectativa é abrir algumas portas ao divulgar a promissora ideia nas feiras de Ciências, razão pela qual os três hoje (14/3/2013) estão em campanha, tentando obter uma boa votação on line no júri popular da Febrace (http://febrace.org.br/virtual/bio/224).
Então, boa sorte com o projeto, Gustavo, Wanderson e Lucas! Torcemos em nome dos golfinhos, dos peixes e das tartarugas para essa substituição dar muito certo e aliviar rios e mares dos malditos isopores perdidos!

Fotos: Liana John (buriti, ao alto)
Gustavo Bertão e Wanderson Novais (caixa artesanal feita há 4 anos, à esq., e protótipo de 3 l, à dir.)

Fonte: Planetasustentável.abril.com.br

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Brasil inova com a luz orgânica

Tecnologia desenvolvida por brasileiros, em parceria com a Philips promete economia de 30% a 40% de eletricidade e durabilidade três vezes maior que as lâmpadas fluorescentes compacta
Fonte: Eco-Finanças

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Uma tecnologia inovadora de iluminação que utiliza um semicondutor orgânico, desenvolvida pela Philips em parceria com pesquisadores brasileiros da Fundação Certi, promete economia de 30% a 40% de eletricidade e durabilidade três vezes maior que as lâmpadas fluorescentes compactas. Em março de 2014, a multinacional de origem holandesa pretende lançar uma família de luminárias de alta eficiência energética, fabricadas no Brasil.
O convênio de cooperação EMO (em inglês, OLED para mercados emergentes), no valor de US$ 10 milhões e com duração de três anos, tem financiamento Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES-Funtec), destinado a projetos de interesse estratégico para o país. Também conta com apoio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), que pretende lançar neste ano um programa de incentivos para desonerar este segmento industrial. Atualmente, 19% de toda a energia consumida no mundo se destinam à iluminação e a expectativa é reduzir esse percentual.
O salto evolutivo se baseia no conceito da iluminação por estado sólido. “OLED, sigla em inglês para diodo orgânico emissor de luz, é uma tinta composta por moléculas luminescentes de carbono, hidrogênio e oxigênio que é impressa sobre uma superfície plana, geralmente vidro, por onde passa uma corrente elétrica”, explica o responsável pelo projeto na Certi, engenheiro Manuel Steidle. “Diferentemente da lâmpada LED, que tem luz intensa e focada, a tecnologia OLED gera luminosidade difusa e de espectro suave, a partir de uma camada extremamente fina, de apenas 1,8 milímetro”.
Há aplicações promissoras em arquitetura e construção, indústrias automotiva e eletroeletrônica, iluminação pública, artes e medicina. “No fim do ciclo de vida dos produtos, o impacto dos materiais orgânicos é mínimo para o meio ambiente, ao contrário das lâmpadas fluorescentes, que usam metais pesados”, diz. As luminárias OLED serão utilizadas na Copa do Mundo e nas Olimpíadas.
Os técnicos e engenheiros da Fundação Certi trabalham em melhorias para aprimorar a tecnologia de luz orgânica, denominada Lumiblade pela empresa. A pesquisa vem sendo desenvolvida em cooperação com um laboratório da Philips em Aachen, na Alemanha, com a fábrica de lâmpadas da multinacional em Varginha (MG) e com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio do Laboratório de Materiais (LabMat) e do Instituto de Eletrônica de Potência (INEP), em Florianópolis. Em maio de 2012, o primeiro produto da parceria foi apresentado em Londres para 170 arquitetos e projetistas: o Philips LivingSculpture 3D, uma estrutura composta por 40 módulos de 25 lâminas de luz, coordenadas por computador. As lâminas possuem hastes metálicas que possibilitam a criação de planos iluminados tridimensionais, como se fossem esculturas luminosas.



Postado por Daniela Kussama

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013


Relatório da ONU analisa ligação entre produtos químicos e problemas de saúde



O relatório destaca algumas associações entre a exposição a desreguladores endócrinos (EDC, na sigla em inglês) e problemas de saúde.


Fonte: EcoDebate


produtos químicos e problemas de saúde

Muitos produtos químicos de uso doméstico e industrial que não foram devidamente testados podem ter efeitos sobre o sistema hormonal e causar problemas de saúde significativos, de acordo com um relatório das Nações Unidas divulgado nesta terça-feira (19).
O relatório O Estado da Ciência dos químicos de desregulação endócrina, produzido em conjunto pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), destaca algumas associações entre a exposição a desreguladores endócrinos (EDC, na sigla em inglês) e problemas de saúde, como câncer de mama, de próstata e de tireoide, além de déficit de atenção e hiperatividade em crianças.
“Precisamos urgentemente de mais pesquisas para obter uma imagem mais completa dos impactos sobre a saúde e o meio ambiente de desrugladores endócrinos”, afirmou a Diretora de Saúde Pública e Meio Ambiente da OMS, Maria Neira. “A ciência mais recente mostra que as comunidades em todo o mundo estão sendo expostas aos desreguladores endócrinos, e seus riscos associados.”
Os EDCs podem entrar no meio ambiente através de despejos industriais e urbanos, escoamento agrícola e pela queima e liberação de resíduos. Alguns EDCs ocorrem naturalmente, enquanto as variedades sintéticas podem ser encontrados em pesticidas, produtos eletrônicos, produtos de higiene pessoal, cosméticos e aditivos ou contaminantes em alimentos. Além de afetar seres humanos, esses elementos também podem prejudicar a vida animal.
“Os produtos químicos são cada vez mais parte da vida moderna e apoiam muitas economias nacionais, mas o manejo inapropriado de produtos químicos desafia o alcance das metas fundamentais de desenvolvimento sustentável para todos”, destacou o Diretor Executivo do PNUMA, Achim Steiner.
Saiba mais, em inglês, sobre o tema em www.who.int/ceh/risks/cehemerging2


Postado por Daniela Kussama

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Energia eólica cresceu 20% no mundo em 2012

José Eduardo Mendonça - 13/02/2013 às 10:28




Custos são mais competitivos que carvão e gás em alguns países
Ao pensarem na escolha de sua próximas fontes geradoras de energia, muitos países vão se sentir tentados a escolher turbinas eólicas. Graças a um design mais avançado, hoje é mais barato construir fazendas eólicas que novas usinas de energia a carvão e gás.
A energia eólica é a mais recente fonte renovável a se tornar competitiva, depois que o preço da solar caiu 75% entre 2008 e 2011. A queda foi impulsionada pela economia de escala – fabricantes chineses dominaram a tecnologia de produzir grandes quantidades de painéis solares de forma rápida e mais barata.
A história é diferente com a energia eólica. A tecnologia é a chave. Melhor design, incluindo pás mais amplas e turbinas mais altas, levaram a um aumento na eficiência. Isto resulta em um crescimento saudável do setor.
A energia eólica cresceu quase 20% no mundo em 2012, chegando a 282GW de capacidade instalada, enquanto a energia solar ultrapassou os 100GW, mais que dobrando em dois anos.
Mais que 45GW de novas turbinas chegaram em 2012. China e EUA lideraram, com 13GW cada, enquanto Alemanha, Índia e Reino Unido ficaram em segundo lugar, com 2GW cada.
“Enquanto a China fez uma pausa para respirar, tanto os mercados americano quanto o europeu tiveram anos excepcionalmente fortes,” disse ontem Steve Sawyer, secretário-geral do Conselho Global de Energia Eólica.
O Reino Unido agora está em sexto lugar em capacidade total instalada (8.5GW). Na Europa, apenas Alemanha (31GW) e Espanha (23GW) estão à frente. A China lidera com 77GW e os EUA ocupam um segundo lugar, com 60GW, informa o Guardian.
Foto: John Sutton / Creative Commons Licence
Mais um problema para os peixes: antidepressivos

José Eduardo Mendonça - 15/02/2013 às 08:43




Medicamentos tornam percas européias mais valentes e menos sociais
As benzodiazepinas estão entre as drogas mais prescritas no mundo. Elas incluem campeões de venda como Noctal e Valium. Bilhões de antidepressivos, ansiolíticos, hipnóticos, sedativos e antipsicóticos feitos com a substâncias são receitadas por médicos todo ano. Tratam uma variedade de desordens, de insônia a esquizofrenia, e também causam mortes por overdose.
Mas nem todas acabam dentro de pacientes, já que estas drogas miram proteínas chamadas receptores GABA, que são encontrados em uma variedade de outros organismos, como os de peixes, por exemplo.
A distribuição de drogas farmacêuticas em escala tão grande, combinada a sistemas imperfeitos de filtragem e tratamento de água, está fazendo com que algumas delas terminem no ambiente, e há anos cientistas estudam os efeitos de uma variedade de substâncias em ecossistemas e no comportamento animal. Agora, um grupo de pesquisadores da Universidade Umea, na Suécia, encontrou traços de uma droga contra a ansiedade chamada oxazepam (não comercializada no Brasil, e na Europa com marcas como Serax) em percas do rio Fyris. O que eles observaram foram alguns fatos estranhos e potencialmente preocupantes.
Estudando as percas em tanques de laboratório, descobriram que mesmo concentrações relativamente baixas da droga mudavam o comportamento dos peixes, tornando-os mais ousados e menos sociáveis. Os resultados do trabalho foram anunciados no encontro anual da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência.
O oxazepam, excretado na urina dos pacientes, é uma molécula muito estável. Sobrevive ao tratamento da água e apenas lentamente se dissolve no ambiente. O efeito sobre os peixes é magnificado pelo fato de que a droga se acumula em seus corpos – a concentração nas percas do rio Fyris é seis vezes maior que na água do rio, diz Tomas Brodin, líder do estudo.
Brodin disse que os efeitos sobre as percas – particularmente seus hábitos alimentares – podem ser perigosos. Os peixes medicados são mais dispostos a abandonar seu cardume e refúgios seguros e sair sozinhos para procurar alimento. Além disso, comem mais rápido que o normal, informa o Financial Times.
Foto: markbyzewski

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Eólica fica mais barata do que carvão na Austrália e demonstra a força das renováveis

A atividade tem evitado a emissão de mais de sete milhões de toneladas de gases do efeito estufa anualmente, o equivalente a retirar 1,641 milhão carros das ruas.

Por: Fabiano Ávila

eolicconstruindo
Mesmo no maior exportador mundial de carvão, as fontes renováveis já se mostram competitivas e, agora, até mais baratas. A Bloomberg New Energy Finance (BNEF) afirmou nesta quinta-feira (7) que a eletricidade gerada por uma nova fazenda eólica na Austrália custa A$80 (R$ 163,97) o megawatt hora (MWh), abaixo dos A$ 143/MWh (R$ 293,09) de uma nova termoelétrica a carvão e dos A$116/MWh (R$237,75) de uma a gás natural.
“O fato de que eólicas são mais baratas do que carvão e gás em um país com uma das melhores reservas de combustíveis fósseis do planeta mostra que a energia limpa é um agente de transformação que promete virar de cabeça para baixo a economia dos sistemas de energia”, declarou em um comunicado Michael Liebreich, presidente da BNEF.
Segundo o Conselho de Energia Limpa da Austrália, a capacidade eólica no país tem crescido a uma taxa de 25% ao ano, sendo que a fonte já atende cerca de 3% da demanda por energia dos australianos.
A entidade informa que existem 59 fazendas eólicas na Austrália, com um total de 1345 turbinas, gerando 2,48GW – dados referentes a abril de 2012. A atividade tem evitado a emissão de mais de sete milhões de toneladas de gases do efeito estufa anualmente, o equivalente a retirar 1,641 milhão carros das ruas.
O governo australiano possui a meta de ter 20% de sua matriz energética formada por renováveis até 2020.
Aqui no Brasil, as fontes alternativas já são mais baratas do que as termoelétricas que estão sendo ligadas atualmente para compensar a baixa produção das hidroelétricas por causa do baixo nível dos reservatórios.
De acordo com o Greenpeace, o governo paga R$500/MWh nas termoelétricas, enquanto a energia fotovoltaica custaria R$300/MWh, e a eólica, R$100/MWh.
“Em tese, cada real gasto para operar as usinas térmicas poderia nos fornecer 60% a mais de energia solar ou cinco vezes mais em energia eólica”, calculou Ricardo Baitelo, coordenador da campanha de Clima e Energia do Greenpeace Brasil.
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Postado por Daniela Kussama

Reduzir o gasto de água é sempre uma oportunidade!



Chuveiro de ar reduz gastos de água em até 50%

Conheça um aparelho que reduz a vasão da água pela metade, mas mantendo uma alta pressão.



O consumo de água cresce expressivamente no verão. A temperatura alta faz com que as pessoas levem mais tempo no banho, por exemplo. Uma boa maneira de reduzir o gasto excessivo é tornar o chuveiro mais econômico, com a utilização de dispositivos como o Oxijet, um aparelho que reduz a vasão da água pela metade, mas mantendo uma alta pressão.
O segredo do Oxijet, desenvolvido pela empresa Felton, da Nova Zelândia, em colaboração com a Australia’s Commonwealth Scientific and Industrial Research Organisation (CSIRO), é que ele injeta pequenas bolhas de ar nas gotas de água.
Segundo a empresa, existem outros sistemas de chuveiro de ar, mas o diferencial do Oxijet está no seu encaixe que pode ser instalado em praticamente qualquer padrão de chuveiro. “O conceito do chuveiro não é novo, mas a tecnologia por trás do nosso dispositivo sim. Ela usa uma inserção gaseificada, na qual permite que o dispositivo funcione em chuveiros já instalados”, explicou Jie Wu, um dos especialistas.
O dispositivo foi testado no Novotel Northbeach em Wollongong, na Austrália, e aprovado por Walter Immoos, gerente do local. “Gastamos cerca de 10 milhões de litros de água por ano, portanto, qualquer economia é muito importante. Além disso, os nossos clientes aprovaram o banho”, afirmou. O Oxijet é já está disponível para compra na Austrália.



Postado por Daniela Kussama

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Bioasfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra

Asfalto vegetal pode ser a solução para estradas de terra


Redação do Site Inovação Tecnológica - 29/01/2013

Wilson Smith se entusiasma com a coesão e a dureza apresentada pela mistura de poeira de estrada e lignina. [Imagem: KSU]

Bioasfalto

O asfalto parece ser a melhor solução do mundo quando se é forçado a viajar por uma estrada de terra.

Mas Wilson Smith, estudante da Universidade do Kansas, nos Estados Unidos, defende que nenhum dos dois é o ideal: nem o asfalto é a solução para todas as estradas, e nem tampouco há que se resignar a viajar por estradas poeirentas e esburacadas.

Por isso ele decidiu trabalhar com um material de origem vegetal, na tentativa de criar uma alternativa que melhore as condições de tráfego das estradas não pavimentadas.

Smith está trabalhando com a lignina, o material que dá rigidez às células vegetais, para fazer um composto que possa dar rigidez à terra solta e aos pedregulhos das estradas vicinais.

Bioasfalto

O que torna a lignina um material particularmente valioso para essa aplicação é o seu comportamento adesivo quando é umedecida, com capacidade para agregar os materiais do solo, gerando uma coesão e criando uma espécie de "bioasfalto".

Isto torna a estrada de terra menos poeirenta, mais lisa e com uma menor necessidade de manutenção, sobretudo no período das chuvas.

A lignina está presente em todas as plantas, sendo rejeito de culturas comerciais, como no caso do bagaço da cana-de-açúcar, da palha de milho e de outros resíduos da agricultura, assim como da indústria do papel, o que a torna um material sustentável e renovável.

Depois de diversos experimentos, Smith selecionou cinco diferentes concentrações de lignina no solo, que se mostraram mais promissoras - 2%, 4%, 6% e 9% - e que agora estão sendo avaliadas na resistência da coesão do solo e, portanto, da diminuição da erosão da estrada.

Testes de campo

Com os bons resultados dos testes iniciais, a coordenadora do grupo, Dra Dunja Peric, selecionou novos estudantes para avaliar o uso do material em outras condições, o que inclui a secagem prévia e a aplicação direta da lignina no solo.

"Nós queremos fazer uma análise exaustiva de como a coesão varia quando você muda a concentração de lignina, a quantidade de água e a compactação," disse Smith. "Isso vai determinar, em estudos de campo, qual a porcentagem de lignina produz a maior estabilização do solo."

O grupo programou uma apresentação dos resultados da sua pesquisa para meados de Fevereiro, quando eles esperam fazer parcerias para os testes de campo, o que não deverá ser difícil, já que o Kansas é um estado agrícola, com quase dois terços das estradas sem pavimentação