Pensamento

" Não são os grandes planos que dão certos, são os pequenos detalhes" Stephen Kanitz

terça-feira, 27 de março de 2012

Rio + 20 , O futuro que queremos


O Futuro que Queremos: rascunho zero

Por Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20




Saiu ontem o primeiro rascunho do documento que será o resultado principal da Rio+20, a conferência sobre desenvolvimento sustentável das Nações Unidas, no Rio de Janeiro, em junho. Oceanos, segurança alimentar, agricultura, energia e cidades sustentáveis, acesso a água, empregos verdes, trabalho decente, inclusão social e redução de risco de desastres são as áreas sugeridas para que os países tenham metas a serem cumpridas a partir de 2015.

Batizado de “The Future We Want” (“O Futuro Que Queremos”), o documento de 19 páginas também dá a indicação financeira de como o mundo pode chegar ao cumprimento dessas metas: que sejam cumpridos os compromissos de países ricos de destinar 0,7% de seu Produto Interno Bruto (PIB) para a cooperação internacional às nações em desenvolvimento, assim como 0,15% a 0,20% do PIB para programas de assistência aos países mais pobres. Essa sugestão não é nova e resume decisões já tomadas em vários fóruns das Nações Unidas, mas que, nos últimos 20 anos, nem sempre decolaram.

Várias partes do texto estão entre colchetes, o que, no rito diplomático indica que são temas onde não há consenso. Tudo o que importa – finanças, energia, ciência e tecnologia, lixo, consumo e produção sustentável, educação, degradação da terra, mudança do clima, florestas e biodiversidade – aparecem entre colchetes. Na verdade, o processo de discussão do texto começa agora. Será a base da rodada informal de negociações em Nova York, no fim de janeiro. Acontecerão mais dois encontros nesse formato, onde representantes dos países discutem o documento, mas ainda não tomam decisões. No fim de março e em junho, pouco antes da cúpula da Rio+20, ocorrem duas reuniões preparatórias com poder de decisão.

O documento que saiu ontem, conhecido por “draft zero”, pretende ser um grande resumo de todas as sugestões que a ONU recebeu nos últimos meses do que deveria ser a Rio+20. Foram 6.000 páginas de contribuições vindas de governos, de ONGs, de empresas. “O documento final da Rio+20 deverá trazer aquele monte de tópicos sobre desenvolvimento sustentável, que já foram discutidos e decididos em um monte de fóruns diferentes, a um lugar único” opina Aron Belinky, coordenador de processos internacionais do Instituto Vitae Civilis e participante do comitê facilitador da sociedade civil na conferência. “Eles devem ser traduzidos em uma declaração política”, prossegue, referindo-se ao documento final da cúpula.

O primeiro rascunho do texto da Rio+20 traz pontos interessantes, como o que sugere que as grandes empresas tenham relatórios de sustentabilidade. Mas não há metas no texto, em nenhuma área. O prazo também é genérico e apenas menciona o “pós-2015″.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Rio + 20

Entenda a Minuta Zero da Rio+20

Documento passará por revisão no fim deste mês, em Nova York. Texto orienta delegações que participarão dos debates na cidade a partir de 13 de junho

Márcia Régis, do Rio de Janeiro
O documento que serve de base para a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, foi liberado para consulta pública em janeiro deste ano, o documento receberá ajustes no final de março durante a 3ª Reunião Interseccional da Rio+20, na sede da ONU em Nova York. Seguirá em revisão nos países até a terceira e última conferência preparatória para a reunião dos Chefes de Estado no Riocentro, em junho.

Entenda os principais pontos da Minuta Zero:

Criação de taxa sobre transações no mercado financeiro internacional
A proposta defendida pela Alemanha atrela a aplicação dos recursos obtidos em programas de proteção socioambiental e de combate ao aquecimento global.

Criação de um painel técnico-científico global sobre desenvolvimento sustentável
Seria um organismo de caráter permanente, amplo, com atribuições iniciais de orientar e apoiar os processos de desenvolvimento e adoção global de métricas econômicas de progresso além do PIB. Outra atribuição desse painel seria o estabelecimento e a implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Três novas convenções internacionais
São elas: Direito à Informação Ambiental e Acesso à Justiça, Responsabilidade Social e Accountability de Empresas Multinacionais e Aplicação do Princípio da Precaução (estabelecendo diretrizes sobre áreas como bioengenharia, nanotecnologia, geoengenharia, tecnologia da informação e comunicação, etc).

Produção e Consumo Sustentáveis
Trata-se de discutir as diretrizes e propostas de ação capazes de fomentar empregos verdes. A proposta é a realização de uma análise regional e setorial focada nos empregos que serão perdidos em tempos de crise e consequência dos desastres causados pelo aquecimento global. Também está em pauta a formulação de estratégias para criação e ocupação de empregos e meios de vida compatíveis com o desenvolvimento sustentável. A discussão incluirá ainda a formulação de ferramentas para “compras públicas sustentáveis” – o que significa definir os meios para utilização do poder indutor do estado como comprador e investidor a favor de produtos e serviços favoráveis ao desenvolvimento sustentável. Significa também a adoção de políticas e instrumentos econômicos para mensurar integralmente os custos dos produtos e serviços em todo seu ciclo de vida – estratégia que poderá mitigar o impacto do descarte de produtos, lixo excessivo e poluição.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Transgênicos e a China

China diz não à comida geneticamente modificadaJosé Eduardo Mendonça - 01/03/2012 às 09:36


















A China propôs recentemente legislar sobre grãos genéticamente modificados (GE). Isto significa que alimentos de dieta básica alterados por engenharia, como o arroz, não podem ser plantados, vendidos no mercado chinês ou exportados, relata o Greenpeace.
O Greenpeace China vem fazendo campanha contra os alimentos GE desde 2004, e em setembro de 2011 o governo chinês anunciou a suspensão de arroz e trigo modificados e sua comercialização. Isto foi o primeiro prego no caixão. Agora os chineses deram um passo adiante, com a apresentacão de uma proposta de lei.
Em anos recentes, outros países asiáticos disseram não a alimentos GE. A Índia tomou uma decisão revolucionária ao impor uma moratória na aprovação do produto Bt Brinjal (beringela) em 2010 e em 2011 o governo tailandês também decidiu se livrar de arroz GE.
Outros países asiáticos, como Filipinas e Bangladesh, se encontram no momento no processo de desenvolver e comercializar grãos GE e a proposta de lei na China deverá enviar aos tomadores de decisão globalmente que alimentos GE não são benvindos na Ásia – um mercado do qual empresas como Monsanto e Bayer dependem para sua sobrevivência futura no setor.
A Europa deu um sonoro não para os grãos geneticamente modificados em 2010, depois que um milhão de europeus assinaram uma petição do Greenpeace e dados sobre o setor confirmaram o fracasso comercial destes alimentos no mercado europeu. Apenas 0.8% por cento da terra agricultável no bloco foi usada para plantar sementes modificadas em 2011.
Foto: ©Greenpeace

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Arquitetura Verde e um bosque vertical

Algumas cidades brasileiras por suas características já trazem no seu bojo a interação da natureza com o concreto que cresce verticalmente, com isto ameniza-se a escaldante paisagem de concreto por todos os lados. O Rio de Janeiro por exemplo, talvez único onde a paisagem permuta com o mar , montanhas, matas, fazendo com que essa prática traga os resultados visuais e atmosféricos em uma forma agradável no sentido da poluição que cada vez mais cresce mundo a fora. O exemplo em que a reportagem abaixo nos mostra, muda o pensamento da impossibilidade de se fazer que a natureza esteja  presente, até mesmo onde a verticalização do concreto não tenha uma opção agradável as pessoas, as cidades e ao clima. Pensando cada vez mais nesta mudança de pensamento, associado as arquiteturas cada vez ousadas, é possível fazer do nosso ambiente e das cidades, o agradável prazer de ter ao seu lado um bosque capaz de remover o que tanto nos afeta nos dias atuais, seja a poluição atmosférica ou o verde que nos falta. A reportagem abaixo foi retirado do El Mundo da Espanha e me encaminhada como sugestão por (Mylena de S. Ferreira/Madrid/ES) para ser apreciado e refletido por todos os leitores do blog. Vejam e apreciem as inovações e pensamentos verdes.

                   Irene Hdez. Velasco (corresponsal) | Roma
                    Actualizado sábado 11/02/2012 04:25 horas



ARQUITECTURA |Ajudará a criar um microclima em Milão
Um bosque vertical para combater a poluição da cidade



A falta de pulmão verde é um problema que afeta muitas cidades. Que metrópole não seria capaz de alocar um hectare de seu solo para criar uma autêntica floresta com centenas de árvores e plantas, para reduzir a poluição ambiental e níveis CO2 ? Mas esse desejo colide frontalmente com a realidade: muito poucas cidades  podem ter recursos para gastar um quarteirão de seu espaço urbano e configurar este arvoredo frondoso.

Um estudo da arquitetura de Milão, Boeri Studio, pensou uma ótima idéia para resolver este pequeno problema: criar uma floresta vertical. Um pomar cheio de árvores de grande porte, ao invés de propagação no terreno que sobe em direção ao céu.


Loucura? Não! o Bosco Verticale -floresta vertical, como é chamado em italiano para o projeto de estúdio Boeri, já está tomando forma em Milão. Em uma área industrial nos arredores da cidade que está em processo de reestruturação está tornando verdadeira o que parecia um sonho. Tem duas torres de 18 e 26 andares respectivamente (87 e 119 metros) que já começaram a ser construídas e  quando terminar vai ser usado por habitações. Com uma particularidade: cada um dos edifícios terá algumas varandas impressionantes construídas com cimento reforçado que acolhem inúmeras árvores e plantas.


No total, a floresta vertical Milanese hospedará 180 árvores em tamanho grande e médio, 250 de pequena altura,


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Carro movido a água

              Caro leitor, em 1976 quando fazia curso Técnico de Química, todos os anos tínhamos uma feira, onde eram apresentado trabalhos desenvolvidos pelos estudantes dos diversos cursos técnicos, cursos estes que faziam parte da entidade estudantil, lembro que na época desenvolvi um trabalho, onde o objetivo era a separação das moléculas de hidrogênio e oxigênio da água através da eletrólise, e a partir daí a utilização do hidrogênio como combustível. No meu projeto a finalidade era utilização de um combustível limpo e barato para mover um veículo, esse projeto me presenteou com uma bolsa por um ano. Na empresa em que trabalhei tinha um amigo mecânico que por muitas vezes me convidou para que desenvolvêssemos esse projeto o que acabou caindo no esquecimento por diversas outras situações.
              Bem, nos dias atuais a busca de combustíveis alternativos e limpos para substituição dos derivados de petróleo tem estado na mídia quase todo tempo, basta lembrarmos que os derivados de petróleo foram acentuados após a 2ª Gerra Mundial, e tem feito com que as industrias automobilísticas busquem esses alternativos, e o que se fala muito é do carro elétrico, que foi criado por muitas décadas atrás, e agora volta ao cenário, pois além de sabermos que o petróleo não é infinito, é preciso ter uma alternativa para substituí-lo quando for necessário, na década de 70, meu professor de petroquímica já dizia que teríamos petróleo para mais uns 50 anos dependendo muito do rítimo da industria e do consumo, com isto não sabemos até quando teremos.O desenvolvimento de alternativas são muitas, hoje temos conhecimento não oficial que alguns curiosos utilizam veículos como se fosse um carro híbrido mas que não é bem isto, mas um carro que usa diversas placas para desassociar o hidrogênio e o oxigênio da água um método de eletrólise e utiliza esse hidrogênio como combustível, tendo a opção da gasolina também e que com apenas  uns poucos litros de água é possível andar até 3000 km segundo informações. Sabemos que a Nasa utiliza em seus foguetes o hidrogênio como combustível, e nessa pesquisa pela internet descobrimos uma reportagem que em 2008 foi lançado um carro a água no Japão, cuja reportagem está abaixo. Ficamos pensando o que falta para que realmente tenhamos esse tipo de carro disponível para o mercado? O que está por trás de todos esses desenvolvimentos, e que a industria de um modo geral permite que aconteça? Uma coisa é certa quando faltar petróleo no dia seguinte teremos nas ruas a substituição dos atuais veículos movidos por petróleo por um alternativo, quem lembra dos carros movidos por gasogênio muito utilizado na época da 2ª Guerra mundial. Quando se pensa em energia limpa e em um futuro melhor, é necessário que se adiante os projetos e que eles possam ser papáveis, e sem a necessidade de uma grande infraestrutura para sua utilização que é o caso do carro elétrico.O carro movido a água basta uma praia no seu caminho, muito fácil, você não acha? veja a reportagem abaixo.


Lançado no Japão carro movido a água!

Nosso leitor e colaborador Márcio Germano, nos enviou um e-mail informando sobre o lançamento de um carro movido a água. Então, estamos postando a matéria que ele nos indicou:


Bom, a empresa japonesa Genepax acaba de anunciar o lançamento de um protótipo de carro totalmente movido a água! O pequeno modelo tem um design que lembra o também pequeno Reva elétrico indiano. O carro possui um tanque onde fica armazenada água, que pode ser salgada, natural ou mesmo pode ser chá-mate. O processo se dá quando um gerador retira o hidrogênio existente na água transformando em energia. Dessa forma, o pequeno carro pode rodar com um litro de água à 80km/h durante uma hora! A empresa japonesa agora espera encontrar um parceiro automotivo  japonês para produzir o novo carrinho em série. Cá entre nós, será que alguma montadora vai se interessar por este novo engenho tecnológico?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

As causas dos desastres ambientais no Brasil

Enquanto a sociedade brasileira não se conscientizar das causas, para pressionar o governo a atacá-las, infelizmente as tragédias se repetirão
18/01/2012
Editorial da edição 464 do Brasil de Fato
Todo ano, quando chega o verão, é a mesma tragédia se repetindo. Rios extrapolam suas margens, morros despencam, casas são inundadas, dezenas, centenas de mortos!
Os jornais televisivos nos enchem de imagens da desgraceira humana. Milhares de pessoas afetadas, sem casa, sem comida e água potável.
Alguns comentaristas procuram logo os culpados: o prefeito que desviou a verba, o governador que está de férias, o ministro da Integração Nacional que se preocupa apenas com sua base eleitoral em Petrolina, o governo federal que sempre chega tarde. Recursos públicos sempre tem – parece até em abundancia – mas ele não chega antes. E quando vem, chega no endereço errado.
Já o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) Aloizio Mercadante teve o desplante de dizer na televisão “que é assim mesmo, o governo não tem como evitar que todo verão ocorram tragédias socioambientais e com mortes”.
Mas ele não mora em nenhuma área de risco! Infelizmente os meios de comunicação no Brasil estão organizados apenas para dar lucro para seus proprietários. E nesse caso o que conta é explorar ao máximo a tragédia humana para aumentar as audiências e assim aumentarem os valores da publicidade. Quanto mais choro, desgraça, apelos desesperados, melhor para eles.
Enquanto isso, o povo brasileiro paga todo ano um alto preço, com vidas humanas, em geral entre os mais pobres.
Ninguém se preocupou em explicar ao povo as causas desses desastre socioambientais. Por que os rios extrapolam as margens? Por que nos morros e na beira de rios não tem mais arvores? Por que as pessoas se obrigam a construir suas casas nas encostas íngremes ou ao lado dos córregos e rios?
No desastre de dois anos atrás, no sul de Pernambuco e litoral de Alagoas – que destruiu em horas, treze pequenas cidades às margens de rios – houve uma única avaliação correta por parte das autoridades. Partiu do insuspeito ministro da Defesa Nelson Jobim, quando informou ao presidente Lula que a causa do desastre era a monocultura da cana. Que havia acabado com a proteção de mata ciliar nos rios, e empurrado os pobres para construir suas casas na beira dos rios, nos piores lugares das cidades.
Ficou registrado a opinião do ministro. Os desabrigados continuam sem emprego e sem casa. E a monocultura da cana, toda poderosa, com seus coronéis modernos, continua lá. Não é difícil imaginar que no próximo verão que a tragédia vai se repetir.
Temos várias pistas para debater as verdadeiras causas. A primeira vem dos especialistas em mudanças climáticas, que nos dizem que o desmatamento da Amazônia provocou um desequilíbrio nas chuvas. Assim, o que antes caía na mesma região, agora se transforma num verdadeiro rio celestial, e pela força dos ventos, todo período de verão é empurrado para baixo. Portanto, daqui para frente todo verão teremos chuvas torrenciais vindas da Amazônia na região Sudeste, provocadas pelo avanço do agronegócio da soja e da pecuária extensiva e seu desmatamento na Amazônia.
A segunda pista é o Código Florestal. Ele determina que todo córrego e rio tenha no mínimo 30 metros de proteção florestal nas suas margens, e de acordo com a largura do rio, deve aumentar proporcionalmente. Mas nas áreas da região Sudeste, o agronegócio não respeita. Planta cana, soja, pecuária até a margem do rio. Por isso, querem agora mudar o Código, para fugir das multas, e legalmente continuar não repondo as mata ciliar das margens dos rios e nos topos de montanha. Não tendo essa proteção da floresta no topo das montanhas e nas margens dos rios, cada vez que chove, a água desce e sobe com velocidade impressionante, destruindo tudo o que encontra pela frente.
A terceira pista é a especulação imobiliária praticada pelos capitalistas, que tomou conta de todas as cidades brasileiras. E os terrenos mais adequados viram milhões, e os pobres, ora os pobres, se obrigam a construir suas moradias nas encostas, manguezais, e na beira dos rios. E quando vem a chuva, tudo se perde.
A quarta pista é a impermeabilização asfáltica, que a hegemonia do transporte individual do automóvel está impondo nas cidades. Coloca-se asfalto em tudo, para ajudar o trânsito dos automóveis. As cidades são construídas para os automóveis e não para as pessoas.
Portanto, as verdadeiras causas dos desastres socioambientais estão no modelo de produção agrícola agroexportador do agronegócio, na especulação imobiliária nas cidades, e no desrespeito ao Código Florestal. Além disso, é claro, está na maldita indústria automobilística, que pode ajudar a aumentar o PIB, mas gera cada vez mais problemas para o povo.
Enquanto a sociedade brasileira não se conscientizar das causas, para pressionar o governo a atacá-las, infelizmente as tragédias se repetirão.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Salário mínimo no Brasil está muito longe do que se pensa na Suíça.

Enviado por Valéria Maniero - 24.01.2012 | 10h30m
Fonte: Miriam Leitão


LONGE DA CRISE


Suíça discute salário mínimo de 3.300 euros
Enquanto alguns países da Europa cortam gastos e salários, para enfrentar a crise da dívida, a Suíça discute um salário mínimo nas alturas. Para que os trabalhadores tenham uma "vida digna", os sindicatos estão propondo que o piso seja de 3.300 euros (R$ 7,5 mil aproximadamente). Os sindicatos patronais, no entanto, não veem a ideia com bons olhos.


Segundo matéria do "El Mundo", a União Sindical Suíça (USS) quer que a Constituição garanta um salário mínimo nesse valor para que 400 mil cidadãos possam "viver decentemente". O sindicato já teria 111 mil assinaturas em defesa da sua proposta, que parece não ter sensibilizado os empregadores.


Para eles, o estabelecimento de um valor para o mínimo não é uma boa solução, segundo o "El Mundo".


- Existem diferenças regionais nos níveis do salários e do custo de vida. Em algumas áreas, 3.300 euros podem ser suficientes para uma vida digna, enquanto em Zurich, 4.100 euros, às vezes, não são suficientes. Além disso, os sindicatos têm como base um modelo de família em que só uma pessoa trabalha, mas com frequência há duas fontes de rendimento - informou o sindicato patronal (UPS), de acordo com o jornal espanhol.

Carga tributária no Brasil continua massacrando o povo.

24/01/2012 - 18:44  Fonte: Veja / Economia

Carga tributária

Brasil oferece o pior retorno dos impostos à população

Levantamento do IBPT avaliou 30 países com as maiores cargas tributárias do mundo e concluiu que o Brasil tem a pior relação custo/benefício

Eduardo Tavares
Escola de palha em Balsas, no Maranhão
Brasil, com uma das maiores cargas tributárias do mundo, tem serviços públicos péssimos (Cristiano Mariz/VEJA)
Logotipo Exame.com Um estudo feito pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT) mostra que, dentre 30 países pesquisados, o Brasil é que oferece o pior retorno em benefícios à população dos valores arrecadados por meio dos impostos.
O levantamento avaliou os países com as maiores cargas tributários do mundo, relacionando estes dados ao Produto Interno Bruto (PIB) e ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de cada nação. O resultado é expresso no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade (IRBES).
No Brasil, a carga tributária equivale a 35,13% do PIB. Em 2011, o IRBES do país foi de 135,83 pontos, o pior resultado no grupo de 30 economias pesquisadas. Itália, Bélgica e Hungria vêm em seguida no ranking (veja quadro com as dez primeiras posições).
Nações como Grécia, Uruguai e Argentina estão bem à frente do Brasil no que se refere ao retorno à população dos impostos arrecadados. O melhor resultado é o da Austrália, que tem uma carga tributária de 25,90% do PIB, com um índice de retorno de 164,18 pontos.
Países como Dinamarca, Noruega e Finlândia, conhecidos por oferecer serviços de alta qualidade a suas populações, entram na lista dos piores retornos por causa da elevada carga tributária. “O que puxa o índice é a carga de impostos. Dinamarca e Suécia arrecadam muito e, mesmo assim, não estão entre os primeiros quando se trata do IDH”, explica.
A Austrália, por exemplo, tem uma carga tributária de 25,90% do PIB, quase metade da dinamarquesa (44,06% do PIB). O IDH australiano, entretanto, é de 0,929, enquanto o da Dinamarca é de 0,895. “Países que oferecem melhores retornos à população, como no caso da Austrália, conseguem manter um IDH elevado com menos recursos do que, por exemplo, a Dinamarca e a Noruega”, diz Olenike.
infográfico do retorno dos impostos ao contribuinte

sábado, 14 de janeiro de 2012

Energia Limpa na Antártica

09/01/2012 20:05

Brasil é o primeiro país a gerar energia limpa a 

partir de biocombustível na Antártica

 
Assessoria / WQ
Em uma iniciativa pioneira, o Brasil vai iluminar a Estação Antártica Comandante Ferraz com um motogerador a etanol  A ação faz parte da comemoração dos 30 anos da Estação, operada pela Marinha do Brasil, e conta com a parceria da Vale Soluções em Energia (VSE) e da Petrobras.
Na quarta-feira (11), o ministro da Defesa, Celso Amorim, estará na Antártica para visitar a Estação, onde dará partida na operação do motogerador a etanol, que tem capacidade de suprir, com folga, toda a energia necessária às operações e aos programas científicos lá realizados.
A partir do evento, o motogerador passará a operar continuamente na Antártica, dando início ao programa científico que faz do Brasil o primeiro país do mundo a utilizar biocombustível para produção de energia no continente.  
Segundo Celso Amorim, a iniciativa brasileira é digna de celebração, pois coloca o país em destaque no cenário tecnológico mundial e alinhado com a meta da ONU, que declarou 2012 como o Ano Internacional de Energia Sustentável para Todos.
O projeto – O motogerador a etanol brasileiro foi desenvolvido com tecnologia totalmente nacional e gera energia limpa, sem qualquer tipo de aditivo, a partir de um sofisticado equipamento de controle e comando via internet. A tecnologia foi desenvolvida pela VSE, uma empresa da Vale e do BNDES.
A Petrobras fornece 350 mil litros de etanol, idêntico ao utilizado nos veículos nacionais, e fará o acompanhamento tecnológico para validar a utilização do biocombustível em condições climáticas severas.
O projeto é beneficiado pela Lei da Inovação, por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), que promove e incentiva o desenvolvimento de produtos e processos inovadores voltados para atividades de pesquisa.
O equipamento e o biocombustível partiram em outubro do Brasil para a Antártica no navio de Pesquisas Oceânicas Ary Rongel. Em seguida, uma equipe de engenheiros brasileiros partiu para o continente para realizar as instalações e os testes necessários ao funcionamento do equipamento.
A partir de agora e durante um ano, o motogerador vai operar em total sincronismo com os motogeradores já existentes a diesel, preservando o parque energético atual como uma medida adicional de segurança. 
Estação Antártica Comandante Ferraz – A estação brasileira é operada pela Marinha do Brasil e foi instalada na Baía do Almirantado, localizada na Ilha Rei George, no verão de 1984. A partir de 1986, passou a ser ocupada anualmente e guarnecida por militares da Marinha do Brasil e pesquisadores, podendo acomodar até 58 pessoas. A estação possui laboratórios destinados às ciências biológicas, atmosféricas e químicas.
A partida na operação do motogerador a etanol é um dos eventos que marcam os 30 anos do Programa Antártico Brasileiro (Proantar), gerenciado pela Marinha por meio da Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM).
Criado em janeiro de 1982, o Proantar tem realizado importantes pesquisas científicas em diversas áreas de conhecimento, de forma a respaldar a condição do Brasil de membro consultivo do Tratado da Antártica, assegurando a participação nacional nos processos decisórios relativos ao futuro daquele continente.
Acompanham o ministro da Defesa na missão à Antártica o comandante da Marinha, almirante-de-esquadra Julio Soares de Moura Neto, e o comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro-do-ar Juniti Saito.

Energia Limpa

 Atualizado em sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 - 09h29

Teto do Maracanã será usina de energia limpa

Estádio ganha placas para captação de energia solar, capazes de abastecer 240 residências por um ano
Produção anual será o equivalente ao consumo de 240 residências / Carlos Magno/ AEProdução anual será o equivalente ao consumo de 240 residênciasCarlos Magno/ AE

Mesmo ainda em obras para a Copa do Mundo de 2014, o Maracanã vai começar a produzir energia limpa já a partir do início do ano que vem. Placas para a captação de energia solar serão instaladas em uma área de 2,5 mil m2 sobre o anel de compressão, que suportará a nova cobertura de lona tensionada do estádio localizado no Rio de Janeiro.

Esses paineis vão captar a energia do sol para transformá-la em elétrica. O teto do Maracanã será capaz de gerar 670 mil kwh por ano, ou seja, cerca de 25% de toda a energia que o estádio consome, o equivalente ao consumo de 240 residências no mesmo período. Esse sistema vai evitar que mais de 2,5 mil toneladas de gás carbônico sejam jogadas na atmosfera.

No entanto, o gigante de cimento não irá usufruir do que gerar. Na verdade, ele será uma grande usina de energia. Primeiro, para a Light e para a EDF (Electricité de France), empresas que fecharam uma parceria com o Governo do Estado para a implantação do projeto.

As duas vão bancar o sistema, no qual serão investidos cerca de R$ 6 milhões, sem custos para o Governo. Em troca, elas vão vender no mercado a energia produzida durante cinco ou seis anos, o tempo necessário para pagar o investimento feito.

“Após esse período, a usina será transferida para o Estado, que poderá continuar vendendo esta energia ao mercado ou utilizá-la em imóveis estaduais”, disse o Secretário de Estado da Casa Civil, Regis Fichtner.

Segundo o diretor de energia da Light, Evandro Vasconcelos, o Maracanã vai gerar energia para consumo da cidade: “O maior consumo do estádio é durante a noite, em dias de jogos, e não no momento em que o sistema vai produzir mais energia, durante o dia. Por isso, ele vai gerar energia e injetá-la na rede e, à noite, ele a pega de volta da rede”.

O interesse das empresas é explorar o marketing e vender essa energia mais cara, sob a marca de ser energia limpa do famoso Maracanã.

Complexo solar
O projeto poderá ser expandido para outras instalações do Complexo do Maracanã, como o Maracanãzinho, o Parque Aquático Júlio de Lamare e o Estádio de Atletismo Célio de Barros. Até locais no entorno, como a Uerj, poderão receber as placas fotovoltaicas.

“A ideia é transformar toda essa área em um grande complexo produtor de energia renovável”, revela Vasconcelos.

Dessa forma, o complexo - que teria investimento de até R$ 15 milhões - seria capaz de produzir quase quatro vezes mais energia que o Maracanã vai gerar sozinho.

“Essa é a energia do século 21, limpa e produzida no local, com zero impacto ambiental. O Maracanã vai liberar energia para a região em volta dele e aliviar o consumo”, diz Vasconcelos.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Juízes e Servidores

12/01/2012 - 17h13

Coaf aponta operações atípicas de R$ 855 milhões de juízes e servidores



FELIPE SELIGMAN
RUBENS VALENTE
DE BRASÍLIA

Um relatório do Coaf (órgão de inteligência financeira do Ministério da Fazenda) revela que 3.426 magistrados e servidores do Judiciário fizeram movimentações consideradas "atípicas" no valor de R$ 855 milhões entre 2000 e 2010.
O documento ressaltou algumas situações consideradas suspeitas, como o fato de três pessoas, duas delas vinculadas ao Tribunal da Justiça Militar de São Paulo e uma do Tribunal de Justiça da Bahia, terem movimentado R$ 116,5 milhões em um único ano, 2008.
Segundo o relatório, 81,7% das comunicações consideradas atípicas estão concentradas no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (Rio de Janeiro), Tribunal de Justiça da Bahia e o Tribunal de Justiça Militar de São Paulo.
Sem apontar nomes ou separar entre servidores e juízes, os dados também mostram que ocorreram depósitos, em espécie, no total de R$ 77,1 milhões realizados nas contas dessas pessoas.
O documento de 13 páginas, ao qual a Folha teve acesso, foi encaminhado na tarde desta quinta-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), Eliana Calmon. Ela disse ao STF não ter havido quebra de sigilo para se chegar às informações.
"Atipicidade" nas movimentações não significa crime ou irregularidade, mas apenas que aquela operação financeira fugiu aos padrões da norma bancária e do sistema nacional de prevenção à lavagem de dinheiro.
O Coaf apurou uma relação de 216 mil servidores do Poder Judiciário. Deste universo, 5.160 pessoas figuraram em 18.437 comunicações de operações financeiras encaminhadas ao Coaf por diversos setores econômicos, como bancos e cartórios de registro de imóveis.
As comunicações representaram R$ 9,48 bilhões, entre 2000 e novembro de 2010. O Coaf considerou que a maioria deste valor tem explicação plausível, como empréstimos efetuados ou pagos.
Dos R$ 855 milhões considerados "atípicos" pelo Coaf, o ápice ocorreu em 2002, quando "uma pessoa relacionada ao Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região", no Rio de Janeiro, movimentou R$ 282,9 milhões.
Em 2010, R$ 34,2 milhões integraram operações consideradas suspeitas.